Acusado pela fé, Jesus foi morto pela arma política


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Postado em: 23/04/14 às 07:30:59 por: James
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Morrer em uma cruz na Palestina do século I era um escândalo. A punição humilhante era aplicada nos crimes contra a segurança sócio-política. Foi dessa forma que Jesus, o "Deus feito homem", morreu. Mas, a acusação principal era de base religiosa. Essa contradição é só um dos muitos exemplos de como ele pôs de ponta cabeça o mundo em que viveu.
A região que hoje forma o estado de Israel era uma teocracia, pois tudo girava em torno da  religião. Era habitada por um povo que se considerava escolhido por Iaweh, um deus tão poderoso que não podia ter seu nome pronunciado de forma banal.
 
O templo consagrado a ele, chamado de "O Santo",  Senhor dos Exércitos, dentre outros títulos, ficava em Jerusalém  e era o centro da vida econômica e política.
 
"Compreender o  contexto sócio-econômico do tempo de Jesus  é fundamental para entender a sua morte", aponta o padre Manoel Filho, coordenador da Pastoral de Comunicação da Arquidiocese de Salvador (Pascom).
 
A vida na sociedade judaica era feita de regras com bases religiosas presentes em detalhes do cotidiano, como o que se devia comer.  Era por meio da obediência à vontade de Deus, expressa na Torá, que a aliança era renovada. 
 
Mas, volta e meia, o povo se via sob domínio estrangeiro. A explicação era de que sofria punição por desagradar  Iaweh de alguma forma. No tempo de Jesus, o dominador era o Império Romano.
 
 
O Conflito
 
Roma geralmente não  interferia em questões como a profissão religiosa dos povos que dominava. O que importava era pagar impostos e manter obediência ao seu poder.
 
Assim, mesmo com domínio romano, o templo judaico, seus sacerdotes e as regras que dele saíam era o poder constituído na Palestina. E foi com essa estrutura que a pregação de Jesus trombou em vários momentos.
 
Suas palavras e ações irritavam  correntes religiosas da época: saduceus, que formavam a elite sacerdotal; os doutores da lei, que eram especialistas em textos sagrados, e os fariseus, que eram nacionalistas e hostis ao Império Romano, mas de uma forma passiva, e se diferenciavam de outros grupos por crenças em questões como a ressurreição e a predestinação.
 
 
 
 
"O episódio da expulsão dos vendedores do templo é importante, por exemplo,  para entender que Jesus não se insurge contra pequenos comerciantes ou contra a venda de objetos religiosos. Quem vendia animais no espaço sagrado fazia parte de um grupo privilegiado, que se beneficiava da série de regras impostas no âmbito religioso" , diz padre Manoel.
 
 
Crítica
 
José e Maria, por exemplo, tiveram que cumprir o rito de apresentar Jesus no templo, após o seu nascimento, e, nessa ocasião, sacrificaram  um casal de rolinhas.
 
Jesus critica esse tipo de estrutura e o excesso de normatização para questões como o descanso sabático.  Faz isso, por exemplo, quando é criticado porque seus discípulos colheram milho para comer em um sábado. 
 
 
 
 
Ele não teve medo de impedir o apedrejamento de uma mulher acusada de adultério. Fez mais: mostrou a hipocrisia, pois o homem que estava com ela não é sequer mencionado. 
 
E isso, no período, em que os profetas e candidatos a messias existiam aos montes. Mas ele ganha a projeção reveladora de que é especial.
 
"Quando analisamos detalhadamente os evangelhos, percebemos o quanto a história de Jesus  é profunda. Ele  viveu, por exemplo,  cercado de pessoas que personificam as fragilidades humanas: Pedro e sua capacidade de negar quando foi preciso salvar a própria pele; Judas, que traiu; Tomé, que tinha uma fé dependente da objetividade", enumera padre Manoel.


Semana Santa é celebrada em muitas tradições cristãs

 

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Carismático e dono de um discurso cortante, Jesus ridicularizava os donos das verdades teológicas com histórias simples ou frases curtas.  Quando quiseram complicá-lo sobre a política em relação a Roma com a pergunta se era pertinente pagar impostos, respondeu: "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus".

 

 

Não à toa fez tantos inimigos. Para a sua condenação os grupos sacerdotais deixaram as divergências de lado e se uniram para convencer Pilatos, governador romano a crucificá-lo. Seus seguidores fugiram. Ao pé da sua cruz restaram  Maria, a mãe; Maria Madalena, a  discípula,  além de João, que a tradição aponta como  o autor do evangelho mais recheado de técnicas literárias, como a poesia sobre o "Verbo que se fez carne". 

 

Homem e Deus

Mas, até chegar ao fim, Jesus, mostra que não era possível, como mais tarde reconheceria o Concílio de Nicéia, separar a sua natureza humana da divina.

 

Ele chorou por medo da morte, como conta Mateus no capítulo 26 do seu evangelho. O temor e a solidão - os discípulos dormiram enquanto ele rezava e sofria - o fez até suar sangue.

Como um deus, resistiu às torturas e a uma morte com técnica cruel, pois pregava-se o corpo do condenado  à estrutura de madeira, para provocar asfixia e tétano.

 

"Mas, mesmo em meio ao sofrimento, antes da ressurreição, ele já triunfa como  Deus, pois ali está cumprido o seu projeto de salvação para o qual nasceu", afirma padre Manoel.

 

Com a aparente derrota na cruz, iniciou-se o capítulo da  ressurreição. Ali, passou  da condição de mártir regional para o personagem que influencia de forma significativa o mundo ocidental.

 

Fonte: http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/noticias/acusado-pela-fe-jesus-foi-morto-pela-arma-politica-1585134

 

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