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Artigo N.º 12202 - História da Imagem de Jesus Misericordioso - Parte 06 - O confessor e diretor espiritual do Irmã Faustina - o beato Padre Miguel Sopocko
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Postado em: 10/04/14 às 08:54:03 por: James
Categoria: Mensagens de Jesus à Santa Faustina
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Continuação...

Eis a tua ajuda visível na Terra. Ele te ajudará a cumprir a Minha vontade na Terra” (Diário, 53).

O pensamento dele está estreitamente unido com o Meu e, portanto, fica tranquila quanto à Minha obra. Não permitirei que ele se engane e nada faças sem a permissão dele!” (Diário, 1408).

 

O BEATO

Na missão da santa irmã Faustina, a providência Divina assinalou um papel especial ao seu confessor e diretor espiritual − o pe. Miguel Sopocko, durante a permanência da irmã Faustina

em Vilna, Lituânia (1933-36), que foi para ela um auxiliar insubstituível no reconhecimento das vivências e das revelações interiores. Por recomendação sua ela escreveu um “Diário”, que era um documento de mística católica de valor excepcional. Nesse “Diário” apresenta-se também a figura singular do pe. Sopocko, bem como a contribuição do seu trabalho para a realização das exigências de Jesus Cristo.

 

O beato pe. Miguel Sopocko (1888-1975)

 

PADRE MIGUEL SOPOCKO

“É um sacerdote segundo o Meu Coração. (...) Por ele agradou-Me divulgar a honra à Minha misericórdia”(Diário, 1256).

Pelos seus esforços uma nova luz brilhará na Igreja de Deus para o consolo das almas” (Diário, 1390).

A pintura da imagem de Jesus Misericordioso, a sua exposição para o culto público, a divulgação do terço da Divina Misericórdia, a tomada das providências iniciais pela instituição da Festa da Misericórdia e para a fundação de uma nova congregação religiosa − realizou-se em Vilna graças aos empenhos do pe. Miguel Sopocko. Desde aquela época, a obra comum, alcançada graças à oração e ao sofrimento de ambos, irradia-se pelo mundo inteiro.

 

 

Ao considerar o trabalho e a dedicação do padre Dr. Sopocko nesta questão, eu admirava a sua paciência e humildade. Tudo isso custava muito, não apenas dificuldades e diversos dissabores, mas também muito dinheiro e, no entanto, o padre Dr. Sopocko fez todos os gastos. Noto que a providência Divina preparou-o para cumprir esta Obra da Misericórdia antes que eu pedisse isso a Deus. Oh! como são admiráveis os Vossos caminhos, ó meu Deus, e como são felizes as almas que seguem o chamado da graça de Deus” (Diário, 422).

O padre Miguel Sopocko nasceu em Nowosady, nas proximidades de Vilna (atual Lituânia). Nos anos 1910-1914 estudou teologia na Universidade de Vilna, e posteriormente em Varsóvia, onde concluiu também o Instituto Superior de Pedagogia. Depois de obter o grau de doutor em teologia moral em 1926, foi nomeado diretor espiritual no seminário de Vilna. Defendeu sua tese de docente em 1934. Trabalhou como professor de teologia moral na Faculdade de Teologia Stefan Batory em Vilna e no Seminário Maior de Bialystok (1928-1962). Nos anos 1918-1932 foi capelão do exército polonês em Varsóvia e em Vilna.

(veja Biografia)

Nos trabalhos científicos que publicou, o padre Sopocko forneceu os fundamentos teológicos para as novas formas do culto da Divina misericórdia (veja Trechos do livro), que ele propagava com zelo, envolvendo-se na atividade evangelizadora e social. Foi confessor de diversas comunidades religiosas e leigas. Para a primeira comunidade de irmãs, que deu origem à nova congregação religiosa, escreveu cartas de formação. A seguir, para a organização da Congregação das Irmãs de Jesus Misericordioso fundada, redigiu as suas constituições − de acordo com os ideais e as propostas de irmã Faustina. Com base nos textos da religiosa, compunha orações à Divina misericórdia.

Ó meu Jesus, Vós vedes que grande gratidão tenho para com o padre Sopocko, que levou tão longe a Vossa obra. Essa alma tão humilde soube suportar todas as tempestades e não se abalou com as adversidades, mas respondeu fielmente ao chamado de Deus” (Diário, 1586).

“Quando conversava com o meu diretor espiritual, vi interiormente a sua alma em grande sofrimento, num tal martírio que só poucas almas o experimentam. Esse sofrimento provém dessa obra. Virá o tempo em que esta obra, que Deus tanto recomenda, será como que totalmente destruída e, depois disso, a ação de Deus se manifestará com grande força, que dará testemunho da verdade. Ela será um novo esplendor para a Igreja, ainda que há muito tempo nela já exista.

Que Deus é infinitamente misericordioso, ninguém o poderá negar; mas Ele deseja que todos saibam disso, antes que venha a segunda vez como Juiz; quer que primeiro as almas O conheçam como Rei da misericórdia.

Quando esse triunfo sobrevier, nós já estaremos na vida nova, na qual não há sofrimentos. Mas, antes disso, a alma dele será saciada de amargura à vista da ruína dos seus esforços. Contudo, essa destruição será apenas ilusória, visto que Deus não muda o que uma vez tenha decidido; mas, ainda que a destruição seja aparente, o sofrimento será bem real. Quando isso sucederá, não sei; quanto tempo vai durar, não sei” (Diário, 378).

“Jesus, essa obra é Vossa; por que então procedeis com ele dessa maneira? Parece que lhe criais dificuldades e ao mesmo tempo exigis que a faça. Escreve que dia e noite o Meu olhar repousa sobre ele e, se permito essas contrariedades, é só para multiplicar os méritos dele. Não recompenso pelo bom êxito, mas pela paciência e pelo trabalho suportado por Minha causa” (Diário, 86).

“Haverá tantas palmas na sua coroa quantas almas se salvarem por essa obra” (Diário, 90).


“Recebi uma carta do padre Sopocko. Fiquei sabendo que a causa de Deus está progredindo, embora aos poucos. (...) Conheci que neste momento Deus está exigindo de mim, nessa obra, orações e sacrifícios. (...) Conheci nessa carta a grande luz que Deus está concedendo a esse sacerdote. Isso me confirma [na] convicção de que Deus realizará essa obra através dele, apesar das contrariedades, de que realizará essa obra, ainda que as adversidades se acumulem. Bem sei que, quanto mais bela e maior a obra, tanto mais terríveis as tempestades que se desencadearão contra ela” (Diário, 1401).

“Deus permite, às vezes, em Seus insondáveis desígnios, que aqueles que empreenderam os maiores esforços em alguma obra, na maioria das vezes não gozem o fruto dessa obra aqui na Terra. Deus reserva-lhes toda a felicidade para a eternidade, mas, apesar de tudo, algumas vezes Deus lhes dá a conhecer quanto Lhe agradam os esforços deles; e esses momentos fortalecem as almas para novas lutas e provações. São essas almas que mais se assemelham ao Salvador, o qual, em Sua obra fundada aqui na Terra, só sentiu amarguras” (Diário, 1402).

“Jesus deu-me a conhecer como tudo depende de Sua vontade, dando-me assim uma profunda tranquilidade quanto a toda essa obra. Ouve, Minha filha! Embora todas as obras que surgem da Minha vontade estejam sujeitas a grandes sofrimentos, reflete se alguma delas esteve sujeita a maiores dificuldades do que a obra diretamente Minha − a obra da Redenção. Não deves preocupar-te demais com as adversidades. O mundo não é tão forte como parece; sua força é estritamente limitada” (Diário, 1642-1643).

 


Após a morte de irmã Faustina, com a qual manteve contato até o final da vida dela, de forma coerente o pe. Sopocko procurou realizar as tarefas assinaladas nas revelações.

Trecho do “Diário” do pe. Sopocko: “Existem verdades que são conhecidas e a respeito das quais com frequência se ouve falar e se fala, mas que não são compreendidas. Foi o que aconteceu comigo no que diz respeito à verdade da Divina misericórdia. Tantas vezes eu havia lembrado essa verdade nos sermões, refletido a respeito dela nos retiros e repetido nas orações da Igreja – especialmente nos salmos – mas eu não compreendia o seu significado nem penetrava o seu conteúdo mais profundo, o de ser o mais elevado atributo da atividade Divina exterior. Foi preciso que aparecesse uma simples religiosa, irma Faustina, da Congregação da Proteção de Nossa Senhora (das Madalenas), que, levada pela intuição, falou-me a respeito dessa verdade de forma sucinta, e com frequência repetia isso, estimulando-me a pesquisar, a estudar e a pensar com frequência a seu respeito.

(...) No início eu não sabia bem do que se tratava. Eu ouvia, demonstrava descrença, refletia, pesquisava, buscava os conselhos de outras pessoas – e somente anos mais tarde compreendi a importância dessa obra, a grandeza desse ideal e me convenci da eficácia desse grande e vivificante culto, na realidade antigo, mas negligenciado e necessitado de renovação nos nossos tempos.

(...) A confiança na misericórdia Divina, a propagação desse culto da misericórdia entre os outros e a ilimitada dedicação a ele de todos os meus pensamentos, palavras e ações, sem sombra de busca de mim mesmo, será o princípio fundamental de toda a minha vida subsequente, com a ajuda dessa imensurável misericórdia”.

O Padre Miguel Sopocko até o fim da vida engajou-se com heroico zelo pastoral no aprofundamento e na difusão dos mistérios da Divina misericórdia. Faleceu em Bialystok no dia 15 de fevereiro de 1975, com fama de santidade, no dia iografia do pe. Migel Sopocko da memória de Santa Faustina, padroeira da irmã Faustina.

Casa na qual o pe. Sopocko passou o último período da sua vida e que atualmente pertence à Congregação das Irmãs de Jesus Misericordioso. Na residência do padre Sopocko foi instalada a sala da sua memória.

 

CASA DA CONGREGAÇÃO DAS IRMÃS DE JESUS MISERICORDIOSO - SALA DA MEMÓRIA
Casa onde passou seus últimos anos de vida o pe. Miguel Sopocko.

 

No dia 20 de setembro de 2008, por um decreto pontifício, Bento XVI conferiu ao padre Miguel Sopocko, diretor espiritual da irmã Faustina Kowalska − fundadora da Congregação das Irmãs de Jesus Misericordioso − o título de beato.


Aos pés de Jesus, estava o meu confessor, e, atrás dele, um grande número de altos dignitários, cujas vestes nunca tinha visto, a não ser nesta visão. E, atrás deles, havia membros da vida consagrada; mais além vi grandes multidões de pessoas, que a minha vista não podia abarcar. Vi saindo da Hóstia esses dois raios tal como na Imagem, que se uniram estreitamente, mas não se misturaram, e passaram às mãos do meu confessor, e, depois, às mãos desses religiosos, e de suas mãos passaram às pessoas e voltaram à Hóstia... e, nesse momento, me vi na cela, como se mal tivesse acabado de entrar...” (Diário, 344).

 

Continua na parte 7

 


 

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