Quem era Aylan Kurdi, menino sírio que foi encontrado morto em uma praia na Turquia
 
 
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Postado em: 17/09/15 às 13:00:37 por: James
Categoria: Destaque
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Seu nome era Aylan Kurdi. Aos três anos, o menino sírio foi encontrado morto em uma praia na Turquia nesta quarta-feira (2).

Além de Aylan, sua mãe, Rehan, 35, e seu irmão Galip, de cinco anos, também morreram na travessia. Segundo relato do jornal Telegraph, os três estão entre as 12 vítimas que morreram após um acidente com um barco, que os levaria até a ilha grega de Kos.

 

 

O único sobrevivente da família foi o pai dos meninos, Abdullah. Ele foi resgatado pela guarda costeira da Grécia horas depois do acidente.

De acordo com a agência Dogan, autoridades turcas prenderam nesta quinta quatro pessoas suspeitas de tráfico humano, que estariam envolvidas na morte de Aylan.

 

Segundo a BBC, o pai dos meninos foi sequestrado e torturado quando o Estado Islâmico sitiou a cidade natal da família, na área rural de Kobaini, na Síria. Eles, então, se mudaram para a Turquia.

O objetivo da família não era ficar na Europa. Eles tentavam chegar ao Canadá, onde vive a irmã de Abdullah.

O pedido de asilo dos quatro, no entanto, havia sido negado por autoridades do país, segundo a BBC.

Teema, irmã de Abdullah, contou que mandava dinheiro para a família, mas que ainda assim eles não conseguiram sair legalmente da Turquia.

O governo turco costuma negar vistos de saída para os refugiados que não têm documentos (o que é o caso da maioria). "Por isso eles entraram naquele barco", contou ela ao National Post.

Ela vive no Canadá há mais de 20 anos e trabalha como cabeleireira em Vancouver, segundo a NBC.

De acordo com o Independent, Teema tentou, com a ajuda de vizinhos e parentes, "patrocinar" a família que ainda estava na Síria.

A ajuda financeira, segundo o jornal, possibilitaria que eles obtivessem uma modalidade de visto denominada G5, quando pelo menos cinco cidadãos canadenses são responsáveis pelo apoio emocional e financeiro dos refugiados.

No entanto, são candidatos ao G5 apenas refugiados reconhecidos formalmente pela ONU ou por um outro país.

O ministro da Imigração e Cidadania do Canadá, Chris Alexander, cancelou sua agenda nesta quinta-feira (3) para investigar o motivo de o pedido de refúgio da família ter sido negado em junho e para participar de reuniões que devem "atualizá-lo" sobre a crise dos refugiados, segundo o Ottawa Citizen.

 

 

HISTÓRIA

A morte do menino Aylan Kurdi, encontrado morto no litoral da Turquia após o naufrágio de um barco que se dirigia à Grécia, expõe a trajetória dramática de uma família que passou os últimos quatro anos tentando fugir do horror na Síria. Aylan e seus familiares mortos na tragédia serão enterrados em Kobane, cidade de origem da família. Pai disse que filhos "escorregaram de suas mãos."

 

 

Os corpos de Aylan, três anos, seu irmão Ghaleb, de cinco, e da mãe deles, Riahnna, de 27, todos mortos no naufrágio, foram encontrados no litoral de Bodrum e transportados para um hospital da cidade turca. De lá, serão repatriados para a Síria para serem enterrados em Kobane nas próximas 48 horas, de acordo com informações de Mustefa Ebdi, jornalista que trabalha na cidade. Ele conseguiu conversar com um amigo da família que acolheu o pai dos meninos, Abdallah, que sobreviveu à tragédia.

O jornalista tentou falar com o pai, mas "ele não conseguiu falar porque não parava de chorar." Em entrevista à agência de imprensa Dogan, Abdallah disse que seus filhos "escorregaram de suas mãos" no momento que o barco virou.

"Nós tínhamos colete salva-vidas, mas o barco virou rapidamente porque as pessoas se levantaram. Eu estava de mãos dadas com minha mulher, mas meus filhos escorregaram das minhas mãos", contou.

"Era de noite e todo mundo começou a gritar. Por isso, minha mulher e meus filhos não puderam ouvir minha voz. Eu tentei nadar até o litoral graças às luzes, mas não pude encontrar minha mulher e meus filhos em terra", revelou. "Fui ao hospital e lá fiquei sabendo da má notícia", disse.

 

Trajetória de fuga

A família é de Kobane, cidade na fronteira entre Síria e Turquia, mas se mudou para Damasco quando o país entrou em uma espiral de violência, a partir de 2011.

No ano seguinte, a família teria seguido para Alepo, segunda maior cidade do país. Quando os combates se tornaram intensos, eles voltaram a Kobane, reduto dos curdos.

Quando os jihadistas do grupo Estado Islâmico lançaram um grande ataque sobre a cidade, em 2014, encontraram uma grande resistência dos curdos. Segundo Ebdi, a família então decidiu atravessar a fronteira para se instalar na Turquia. Quando os radicais islâmicos perderam o controle de Kobane, ela voltou à cidade com a esperança de que a situação estivesse mais tranquila.

Em junho, depois de uma nova ofensiva dos jihadistas contra Kobane, que deixaram mais de 200 mortos entre os civis, os Kurdi tentaram partir para o Canadá. A tia deles, instalada no país, declarou ao diário Otawwa Citizen que o pedido do estatuto de refugiado foi recusado pelas autoridades canadenses.

A família decidiu então tentar a sorte na Europa, assim como outros milhares de sírios. "Eles emprestaram dinheiro de um conhecido para tentar uma vida melhor", contou o jornalista Ebdi.

A estada em Bodrum durou um mês até conseguirem embarcar em uma pequena embarcação rumo à ilha grega de Kos, porta de entrada para muitos refugiados. O barco naufragou, matando ao menos 12 pessoas a bordo, de acordo com a guarda costeira turca.

As fotos do corpo do menino Aylan, com o rosto virado para a areia, rapidamente invadiram as redes sociais com o hashtag #KiyiyaVuranInsanlik (#ahumaniadefracassou, em turco). As imagens provocaram uma onda de comoção mundial e levaram muitos políticos a pedirem urgência na resposta à crise.

 



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