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Artigo N.º 1714 - SANTO EFRÉM...
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Postado em: 10/06/09 às 10:51:33 por: James
Categoria: Artigos Site Aarão
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Deus conduz tudo, aqui segue uma prova. Mesmo o mais terrivel bandido pode, de uma hora para outra converter-se, basta que tenha ainda uma pequena abertura em sua alma, por ali Deus entra. O irmão João, de Portugal, me mandou uma parte da história deste santo. Isso para que as mães e pais que tem filhos rebeldes nunca percam a esperança.

A sociedade do nosso tempo está a passar por uma grande crise de fé: ora não se acredita na existência de Deus, ora acreditando-se põe-se em dúvida a Sua Providência e a Sua Misericórdia. Casos como o que aconteceram há poucos dias com o avião põem à prova a nossa fé. Apenas podemos chegar a uma conclusão: a nossa mente é muito pequeninha para poder julgar os actos de Deus. Enquanto nós vemos as coisas à nossa volta numa questão de metros, apenas no exterior e quantas vezes julgamos mal as coisas, Deus vê tudo em todo o lado (passado, presente e futuro) e também o interior dos corações e por isso apenas Ele está em condição de fazer um Julgamento Justo.. Uma vida interior não é suficiente para aprender a confiar totalmente em Deus.
Hoje é dia de Santo Efrém, um santo sírio, diácono e doutor da Igreja. Que a história que vou contar a seguir e que ajudou à sua conversão, nos ajude a compreender a Divina Providência.
Santo Efrém, um dos grandes santos e apóstolos da Igreja católica, na Síria, que hoje se celebra, assim narra a sua vida. Conta o santo:
"Apesar de ter sido baptizado pouco depois de nascer e de receber optima educação cristã de meus pais e de ter sido estimulado à virtude com os exemplos de companheiros virtuosos, entrei às largas pelo caminho do mal. Ainda criança, já me mostrava amigo de bulhas, invejoso e mau. Só usava frases de insulto e palavras de desprezo para com os estrangeiros, para com os pobres e até para com os meus amigos e vizinhos. Por nada ardia em cólera. Por qualquer pequena questão valia-me das injúrias e até da força das mãos.
Ao chegar à idade das paixões, manchava a minha alma com pensamentos impuros. Para me acabar de perder, o demónio meteu-me na cabeça que não havia Providência de Deus e que todas as coisas do mundo se governavam pelo acaso.
Um dis, os meus pais mandaram-me para o campo. À beira do caminho vi uma toura abandonada, que fugiu para o bosque próximo. Fui atrás dela perseguindo-a até à noite, atiraqndo-lhe com pedras e não lhe dando um momento de descanso até que a deixei sem vida.
Pertencia esta tourinha a um pobre lavrador. Ao encontrar-me quando eu voltava para casa, perguntou-me:
- Não viste por aqui uma toura perdida?
Não satisfeito com negar que a tivesse visto, carreguei ainda de injúrias o pobre infeliz.
Passado um mês, de novo os meus pais me enviaram para o campo. Voltei para casa já tarde e a noite desceu sobre mim. Passei por um pastor que levava um rebanho de ovelhas e que me disse:
- Aonde vais a estas horas, meu filho?
- Vou para onde me levarem os pés – respondi-lhe. porque a noite
- Acredita-me, rapaz. O melhor é vires comigo e dormires na minha cabana, está muito escura.
Aceitei o convite e deitei-me na sua tenda. Era já meia-noite quando os lobos caíram sobre o rebanho abrigado à nossa volta. As ovelhas ou morreram ou fugiram espavoridas por todos os lados. O dono do rebanho deu conta da desgraça. Não querendo acreditar que tinham sido os lobos que dispersaram as ovelhas, acusou-me de propositadamente ter deixado entrar os ladrões para roubarem o seu gado.
Protestei, com juramento, que estava inocente, mas não acreditou. Atado de pés e mãos, fui conduzido à presença do juiz que me mandou meter na cadeia.
Ali, naquele calaboiço, encontrei-me com outros dois presos. Na noite seguinte tive um sonho e pareceu-me ver de pé junto de mim, com o rosto cheio de magestade, um jovem, que ao princípio me meteu medo. Era um Anjo de Deus. Com voz meiga e doce disse-me:
- Efrém, que fazes nesta cadeia?
Comecei a tremer e não pude pronunciar palavra.
- Não temas – disse-me o jovem – conta-me a tua desgraça.
O tom afectuoso da sua voz deu-me coragem. Comecei a chorar e respondi-lhe:
- Ai, senhor! Quando ia de caminho surpreendeu-me a noite, abriguei-me na cabana de um pastor, vieram uns lobos e dispersaram o rebanho. Fui acusado de ter introduzido os ladrões para roubarem as ovelhas. Senhor, é uma calúnia: eu estou inocente.
O Anjo sorriu e continuou:
- Já sei, caro Efrém, que estás inocente deste crime. Mas também sei que há alguns dias perseguiste às pedradas num bosque a toura de um pobre lavrador. E mataste-la. Reconhece nesta tua desgraça a Justiça de Deus, que tudo governa. Os dois presos que dormem ao pé de ti também estão inocentes. Mas fala com eles amanhã e convencer-te-ás que não é sem causa que todos três recebeis este castigo. Assim, ums vez mais, ficarás sabendo que há no Céu um Deus Justo.
Chegada a manhã, perguntei aos meus dois companheiros de cadeia:
- Irmãos, porque estais presos?
- Acusaram-me de ter morto um homem, mas estou inocente – confessou o primeiro.
- A mim – disse o outro – acusam-me de um terrível atentado, mas eu não cometi tal crime.
Perguntei-lhes então:
- Não sereis talvez culpados de algum grave pecado que a Providência de Deus quis castigar trazendo-vos para aqui?
- Na verdade – declarou o primeiro – poucos dias antes de ser injustamente acusado, passei por um rio e vi um desgraçado a afogar-se. Na sua angústia estendia-me a mão e pedia com grandes gritos que lhe valesse e eu tive a crueldade de deixá-lo morrer.
- E eu – acrescentou o segundo – há coisa de dois anos tornei-me cúmplice de dois irmãos criminosos, que pretendiam excluir da herança paterna uma sua irmã pobre e viúva. Com um falso testemunho acusei-a diante do juíz de a ter apanhado num crime que a tornava incapaz de herdar. Assim aquela infeliz nada recebeu da fortuna do pai.
Contei-lhes também eu a minha história e todos três reconhecemos que há uma Providência Justíssima que governa todas as coisas.
Passados dois dias realizou-se o julgamento. Mandou o juíz que viessem todos os instrumentos da tortura e que se procedesse ao nosso interrogatório.
Depois de feitas as perguntas do costume, atormentaram o réu acusado de homicídio. Foi posto em liberdade porque no meio do suplício se manteve firme em declarar a sua inocência.
Chegou a vez do segundo. Enquanto o atormentavam, apoderou-se de mim um espantoso terror, ao pensar que dentro de momentos iria sofrer o mesmo castigo.
O segundo acusado foi, como o primeiro, reconhecido inocente. Ambos foram postos em liberdade depois de passarem por uma boa prova, não pelos crimes de que os acusavam, mas por outros que anteriormente tinham cometido. O juíz adiou o meu interrogatório e deu ordem para eu ser de novo levado para a cadeia, onde encontrei três novos presos.
Na noite seguinte tornou-me a aparecer o anjo, que já antes tinha visto, e disse-me:
- Reconhece, Efrém, em todos os sucessos misteriosos deste mundo o justo Juízo de Deus. Para que te persuadas desta verdade fica sabendo que destes três novos presos, dois são os irmãos da viúva que, com a ajuda do teu antigo companheiro, foi injustamente despojada da sua legítima herança. O terceiro é o criminoso que deitou ao rio o pobre desgraçado que se afogou e que o outro teu colega não quis auxiliar.
E, dito isto, desapareceu.
Chegada a manhã, escutei dos próprios lábios dos criminosos a verdade dos factos que o Anjo me tinha revelado.
Também eu estava preso, por uma falsa acusação. Mas a verdade é que, se não tinha esse crime, era culpado de outro.
Todos nós, cheios de terror, adorámos a Justiça de Deus.
Na manhã seguinte fomos conduzidos ao tribunal. Os dois irmãos, que tinham prejudicado a sua irmã viúva, foram os primeiros a ser torturados. Passadas algumas horas no suplício, confessaram os seu crime. O juíz condenou-os a serem enforcados, depois de lhes cortarem uma das mãos. O terceiro criminoso também confessou o crime de ter atirado ao rio um homem. Foi condenado a cortarem-lhe ambas as mãos e a morrer no patíbulo.
Chegou a minha vez. Mandou o juíz que me pusesse no centro e me despisse da cinta para cima. Chorando amargamente, invocava o Senhor e dizia-Lhe no mais íntimo da minha alma:
- Salvai-me, Senhor! Salvai-me, Deus Todo Poderoso. Eu prometo fazer-me frade e servir-Vos daqui para diante com toda a fidelidade.
- Atai-o – sentenciou o juíz – e açoitai-o com correias de couro.
Aproximou-se então o fiscal e disse:
- Senhor juíz, se vos parecer bem, deixemos esta questão para amanhã, porque é hora de comer.
O juíz mandou que me desatassem e me metessem de novo na cadeia.
De novo me ternou a aparecer o Anjo, que me perguntou:
- Que pensas, Efrém? Deus governa, ou não, o mundo?
- Sim, governa – respondi – e as Suas obras são admiráveis.
Com as lágrimas nos olhos continuei:
- Ó consolador caritativo, acabai a vossa obra de misericórdia. Por Deus vos peço, tirai-me desta cadeia a fim de que, desde agora até à morte, eu possa servir na vida religiosa a nosso Senhor Jesus Cristo.
O anjo sorriu-se e respondeu-me:
- Serás ainda levado outra vez ao tribunal, mas deixar-te-ão livre.
- Senhor – voltei eu – as ameaças do juíz aterram-me e tremo espantosamente diante dos horríveis tormentos.
Sem mudar o seu gracioso rosto, o Anjo exclamou:
- Se tivesses sido bom, não terias vindo para este lugar… Mas, tem confiança, não serás atormentado. Outro juíz substituirá aquele que tu temes e absolver-te-á.
Proferidas estas palavras, desapareceu.
Apesar de tais promessas, estava muito inquieto e nem me atrevia a esperar um termo tão feliz das minhas penas. Cinco dias mais tarde chegou aos meus ouvidos que tinha vindo outro juíz, muito amigo dos meus pais.
Ao sétimo dia, mandou-me comparecer no tribunal. Olhar para mim e reconhecer-me foi tudo um. Feito o interrogatório e terminada a acusação, declarou-me inocente e pôs-me em liberdade.
Não me esqueci de cumprir a promessa. Sem demora, pelo caminho mais curto, dirigi-me para a serra onde vivia um santo velhinho, grande patriarca dos monges e dos eremitas.
Lancei-me aos seus pés, contei-lhe as maravilhosas aventuras da minha vida e supliquei-lhe ardentemente que me recebesse no número dos seus discípulos.
Pouco depois, Efrém começou a levar a vida de tão piedosos frades.
Com o andar dos anos tornou-se um grande santo, devoto apaixonado de nossa Senhora. Santo Efrém é o mais célebre escritor católico da Síria, eum dos mais extraordinários mestres da fé, quer pela multidão dos seus escritos, quer pela excelência da sua doutrina
A 5 de Outubro de 1920 o Papa Bento XV declarou-o Doutor da Santa Igreja.


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