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Postado em: 06/05/10 às 08:54:17 por: James
Categoria: Artigos Site Aarão
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Volto a falar sobre este assunto, hoje da maior importância, especialmente devido ao volume assustador de doenças, dores, perseguições, carências e mil outros problemas, que acabam afetando não somente as pessoas em si, mas as famílias, a comunidade e o mundo todo. Penso que poucas vezes – a não ser em tempos de guerra mundial – houve tanta dor entre as pessoas, pois de fato o mundo inteiro geme e soluça. E suspira por uma intervenção divina!

Muitas pessoas nos continuam perguntando o sentido disso tudo e até mesmo ainda vemos algumas revoltadas contra Deus, que dizem ser injusto por permitir que as pessoas sofram tanto. E gritam: onde estava Deus naquela hora em que meu filho sofreu aquele acidente? Ou: onde está Deus, que não observa o sofrimento de minha mãe, meu pai, que são pessoas tão boas, tão santas? Por que alguns precisam sofrer tanto? E assim vai!
 
Quando eu retorno a este tema, me parece às vezes malhar em ferro frio, porque acredito que umas mil vezes eu já disse e escrevi: nenhum sofrimento vem de Deus! Toda a dor, e todo sofrimento, toda angustia, privação, perseguição, ataque, incompreensão, brigas e intrigas, seja em que sentido for – físico ou espiritual – tudo isso tem conseqüência apenas no pecado, e tem sua raiz em satanás. Grande ou pequena, suportável ou não, toda a dor que sofremos tem conseqüência no pecado. Nosso ou dos outros!
 
Acontece que, amiúde, quem sofre mais não é diretamente aquela pessoa, mas outra, que nada em si tem a ver com aquilo tudo. Porque Deus permite isso? Porque a pessoa que sofre é talvez a única dentro daquela linha de família ou linhagem de sangue, que se dispõe a suportar mais aquela cruz. Não tanto “se” dispõem, mas é capaz de levar mais aquele peso, a fim de que cheguem ambos juntos ao Céu. Naturalmente que, toda pessoa que aceita este pedaço de cruz extra, receberá em cêntuplo o pagamento, e este é eterno.
 
Milhões de pessoas existem que simplesmente abandonam suas cruzes à beira da estrada, e seguem inconscientes, rumo à ponte do abismo, que é a hora da morte. E não se entra no Céu sem esta Cruz, que estendida sobre o abismo dá vau de passagem para o outro lado. Se a pessoa não a aceitou carregar em vida, dificilmente transporá o abismo e nele cairá. E se cair, tendo a graça do Purgatório, precisará de mãos que a suspendam, pois sozinha ela jamais sairá dali. E se ela cair tão fundo que demandar o inferno, ali não existe braço humano, nem divino que a retire de lá.
 
Milhões de pessoas reclamam constantemente de suas dores. Se as pessoas soubessem o quanto Deus sofre ao não poder interferir e evitar todos estes sofrimentos de seus filhos – mesmo os maus – elas não reclamariam jamais de dor alguma, de qualquer sofrimento ou privação. Tudo tem raiz na liberdade que Deus deu ao homem, e que Ele respeita até ao infinito. O fato é que as pessoas sofrem, apenas porque escolhem os caminhos longe de Deus, onde só existe dor, tristeza e pranto.
 
Como tantas vezes também já repeti, em sua bondade infinita, Deus concebeu toda a criação para viver em harmonia perfeita, no amor e na ternura eterna, onde nada, absolutamente nada, pudesse magoar a qualquer pessoa, nem mesmo minimamente. O projeto inicial do paraíso previa ao homem e à mulher uma vida de encantamentos, na mais pura inocência, numa alegria permanente e inquebrantável. Toda a natureza deveria responder no mesmo tom, tal que os homens acabariam por entender o canto das aves e até mesmo serem capazes de se comunicarem com as árvores e com os animais.
 
E nenhum deles, nem mosquitos nem animais peçonhentos, jamais um só sequer tocaria num homem ou mulher, em respeito profundo ao centro da criação, a aquele que fora dada a tarefa de gerir toda a natureza, perfeitamente afinada com o Criador de tudo. Os homens então, não sentiriam sequer o arranhão de algum galho de planta ao passarem – antes receberiam dela uma carícia ou beijo – ou seriam atacados por animais miúdos e malfazejos como hoje vemos. Isso porque os filhos de Deus jamais deveriam sentir algo que não fosse ternura, carinho, afeto, em suma: amor e vida em plenitude! Mais do que isso, deveriam viver na constante presença do Criador, que os serviria nos mínimos desejos, pois desejos apenas de paz. Bastaria uma só coisa: obedecer!
 
Ora, o pecado quebrou todo este encantamento. Já muito antes, perdida nas brumas do tempo, acontecera a queda dos anjos, e Lúcifer, o inventor do mal e do pecado, havia pela primeira vez quebrado o elo da perfeita criação, rebelando-se contra seu Criador e Deus. Depois disso, nunca mais o Universo foi igual. Depois deste ato de extrema rebeldia, toda a criação desandou por mil abismos, e a conseqüência disso foi a dor, o sofrimento, o verdadeiro terror vivido pelos demônios no inferno, e pela humanidade atual, neste quase inferno em que ela transformou a vida na terra.
 
Muitas pessoas não entendem o castigo brutal que os demônios atraíram sobre si, mas pensemos bem. Os anjos são criaturas de luz e inteligentíssimas. Eles não sofrem os efeitos da carne e os bloqueios da fragilidade humana, antes têm a noção profunda e o conhecimento perfeito de Deus – no que é possível a qualquer criatura. Lúcifer conhecia Deus na intimidade e conviveu com Ele por milhares de anos. Ele sabia que Deus criara tudo e que extraía tudo do nada. Ele sabia que diante de Deus, mesmo ele, príncipe da luz, não passava de um grão de pó. Lúcifer sabia que, de seu poder, JAMAIS conseguiria tirar do nada um só grão de pó... Mesmo assim ele quis tomar o lugar de Deus! Ou seja: eles adquiriram o castigo eterno por um só pecado! E Adão caiu pelo mesmo sentimento!
 
Dirá você: mas que tenho eu a ver com a queda de Adão? Ele que pagasse por seu ato rebelde, mas não eu! Eis aqui o primeiro grande erro de quem assim se expressa ou sente: ele não sabe que, se estivesse no lugar de Adão, faria exatamente a mesma coisa. E vou dizer mais, com o tempo ele cairia, mesmo que soubesse como nós sabemos hoje, o que aconteceu com Adão naquele tempo. Quero dizer, sem a fortaleza de Deus, todos nós sem exceção, cairíamos na lábia de satanás, quer seja pela “maçã”, quer seja por outra forma. E pecaríamos invariavelmente, mais dia, menos dia! Ou seja: o mal, a dor, o sofrer e tudo o que atormenta ao homem, nos advém por conseqüência do pecado. Nosso e dos outros. Dos estranhos e principalmente de nossa linhagem de sangue!
 
Vamos ao capítulo 3 do Gênesis, que define os castigos advindos do pecado, para cada um o seu castigo. Para a serpente: 14 Então o Senhor Deus disse à serpente: "Porque fizeste isso, serás maldita entre todos os animais e feras dos campos; andarás de rastos sobre o teu ventre e comerás o pó todos os dias de tua vida. 15 Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar."
 
Ou seja: pelo pecado da desobediência dos anjos maus, o mal entrou no mundo, e com ele a dor. Nem se fala na dor do inferno dos condenados, castigo eterno e infinito. De fato, no extremo oposto da imensa bondade, da infinita prodigalidade de Deus para com suas criaturas inteligentes, vemos aqui o infinito eterno da dor da condenação, da separação consciente e irreversível de Deus, somente poderia resultar um brutal castigo. Porque se de um lado o infinito da bondade e da misericórdia de Deus atestam sua Onipotência, também o peso de sua justiça para os rebeldes, tem a dimensão exata do outro extremo.
 
Para a mulher: 16 Disse também à mulher: Multiplicarei os sofrimentos de teu parto; darás à luz com dores, teus desejos te impelirão para o teu marido e tu estarás sob o seu domínio."
 
Ou seja: o veredicto aqui lançado por Deus contra a mulher, na verdade não lhe adveio como um castigo pela sua falta, mas como uma constatação. O Pai Santo apenas lhe disse que doravante todas estas coisas aconteceriam à mulher, em todos os tempos, como uma conseqüência do pecado dela. Não é que Deus lhe desejasse isso, ou lhe aplicasse esta pena, mas sim, esta seria a cruz que ela carregaria por haver se rebelado. Alguém poderá dizer que Deus deveria então ter avisado a Eva, ter-lhe explicado isso. Ora Deus lhes havia dito claramente: se desobedecerdes, vós morrereis! Assim, tal como o pecado é a fonte da morte, a Cruz é a renovação da vida!
 
Para o homem: 17 E disse em seguida ao homem: "Porque ouviste a voz de tua mulher e comeste do fruto da árvore que eu te havia proibido comer, maldita seja a terra por tua causa. Tirarás dela com trabalhos penosos o teu sustento todos os dias de tua vida. 18 Ela te produzirá espinhos e abrolhos, e tu comerás a erva da terra. 19 Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado; porque és pó, e pó te hás de tornar."
 
Foi realmente brutal o veredicto lançado ao homem. Trabalho, suor, cansaço, fadiga, dor, doença, tudo isso teve sua raiz num ato de rebeldia, de inveja e orgulho. Também Adão – que era cerca de 40 vezes mais inteligente que qualquer homem de hoje – tinha conhecimento bem claro acerca de Deus e da lei. Ele é que não mediu as conseqüências à longo prazo – tal como nós não a medimos no curto quando pecamos – daquele gesto que parece tão simples, mas que no fundo é profundamente pecaminoso. Ora, o ato de Adão e Eva, é o mesmo nosso, dos homens e mulheres de hoje. E fruto da rebeldia é a dor.
 
Neste sentido, uma coisa que tenho observado é que as pessoas que ousam ainda levantar a voz reclamando de sua cruz é que elas perderam a noção da assombrosa negritude do pecado, qualquer pecado. Se a Misericórdia de Deus é o extremo oposto de Sua Justiça – em perfeito equilíbrio – também o pecado é o extremo oposto do próprio Deus, pureza infinita. Isso faz com que as pessoas minimizem o efeito de suas faltas, porque as avaliam pelo peso da reles justiça humana. Mas se procurassem medir seus atos maus mirados na Pureza Infinita de Deus, acabariam por compreender que sua cruz ainda é pequena, e muito leve.    
 
Considerando isso as pessoas esquecem, quando reclamam da dor, que elas de fato banalizam a dimensão infinita da misericórdia e da bondade divina. Os homens tendem loucamente a cada vez mais diminuir a Onipotência de Deus, retraindo-O até o limite de sua própria capacidade limitadíssima. Quando é inexplicável que uma reles criatura, que sozinha, pela sua própria força e poder não é capaz sequer de sorver um trago de ar, tenha a ousadia de limitar o Onipotente, pior ainda é como se O quisesse calcar aos pés.
 
Assim, antes de reclamar do peso de sua cruz, e antes mesmo de pedir alívio dela junto aos outros, as pessoas deveriam meditar em algumas coisas:
 
1 – Por maior que seja a tua dor, olha ao teu redor e sempre acharás alguém que sofre mais do que tu.
 
Vejo que milhares de pessoas simplesmente não suportam nada. Vejo pessoas com saúde, com uma posição invejável na sociedade, com emprego e bom salário, ou empresas, que vêm reclamar e pedir orações por coisas simples, e julgam que somos mesmo obrigados a lhes prestar assistência espiritual. Não somente isso: sentem-se no direito de exigir de nós uma solução. Se elas de fato não fosse tão insensíveis, quem sabe Deus lhes concederia até este auxílio, mas como Ele – sendo justo – estaria obrigado a atender coisas tão insignificantes de quem já tem tanto, diante de tantos que sofrem muito mais?
 
2 – Ninguém chega ao Céu sem a sua cruz, porque Jesus: se alguém quer ser meu discípulo, tome a sua cruz de cada dia e Me siga.
 
Acontece de as pessoas terem uma simples dor de cabeça, uma indisposição momentânea e então que fazem elas? Disparam para a farmácia! E se entopem de analgésicos e de outros químicos, coisas que a longo prazo acabam sendo fonte de novas dores. Pois nos é dito que suportar se analgésicos, por amor a Jesus uma simples dor de cabeça, por estes 15 minutos, pode evitar um Purgatório de até um ano mais tarde. Isso explica o motivo pelo qual 98% dos que se salvam devem passar algum tempo lá: porque aqui rejeitam a sua cruz!
 
3 – Se eu não carregar a minha cruz, fatalmente alguém a terá de carregar por mim. Isso quer dizer que quando eu rejeito a cruz, de certa forma rejeito também o Céu. E neste caso, quem verdadeiramente lucra é quem ajuda a recuperá-lo!
 
Uma coisa que muitos sofredores não percebem é que, se vivem reclamando, xingando os outros, ou apenas comentando continuamente suas dores, no fundo elas estão dividindo a sua cruz com eles. Não somente dividindo, como de certa forma coagindo-as a ajudar a carregá-la! Porque, na outra ponta, ouvir com paciência os reclames dos que sofrem, na verdade é dividir o peso da cruz. Assim, os que vivem a reclamar de tudo, deveriam antes olhar para Jesus: que não abriu a boca! Foi como um cordeiro ao matadouro, sem um aí sequer! Ou seja: Jesus foi o único que não dividiu sua cruz com ninguém!
 
Milhares de mulheres reclamam de seus maridos, e até acredito que a maioria tenha de fato razão. Não razão de reclamar, mas realmente tais maridos são cruzes pesadas! Mas creio que a maioria destas mulheres, se esquece de analisar os primórdios de sua união, os antecedentes, seu namoro, sua vida comum, vivida em Deus. Se antes de reclamar, cada uma delas procurasse avaliar as causas de sua situação familiar, ficaria com muita vergonha ao perceber que a culpa não está somente no marido. É como o caso de Adão e Eva: um procurou colocar a culpa no outro, sem assumir sua parte sem contestação!
 
Da mesma forma os pais reclamam de seus filhos, e ali entram a rebeldia, a não oração, e até as terríveis drogas. Mais uma vez aqui, um exame de consciência sem pré-convenções poderia chegar a belas constatações. Tal pai, tal filho! Tal mãe, tal filha! O grande mal das famílias atualmente, foi não saber impor limites aos filhos. Nesta Quaresma, num dos seus pronunciamentos, o Santo Padre voltou a lembrar que este excesso de liberdade do homem é um dos grandes males da atualidade. Isso acontece, até porque os próprios pais há seu tempo, também buscaram viver sem limites! A conseqüência disso tudo é que este grito rebelde acaba sendo um grito contra Deus, cuja lei contém SIM limites CLAROS!
 
Mas que tem a ver isso tudo com o sofrimento? Como já explicamos Deus não quer a dor, Dele não vem o sofrer, por mínimo que seja. Entretanto, na sua infinita bondade Ele aceita esta dor como pagamento de nossas faltas. Digamos que para nos libertar, satanás exige um preço e Deus paga. Jesus já pagou a parte maior e foi na frente, ele abriu nosso caminho para a salvação. Mas esta salvação não vem de graça, sem esforço de nossa parte! Isso porque é preciso que nós queiramos a salvação, temos de decidir por ela, e lutar por ela, e isso se faz exatamente pela aceitação da cruz sem reclamar.
 
Ora, na realidade a cruz acaba por aproximar os homens de Deus. E o Pai Eterno tem mil e um artifícios para nos atrair, o que faz sempre pelo chamado da cruz. Pergunto: por qual motivo Jesus disse que é difícil um rico se salvar? Porque a riqueza é para ele uma armadilha terrível. Quando a pessoa tem de tudo e nada lhe falta, ela jamais pensa em Deus e se o faz é apenas como um efeito social. Os ricos se perdem porque não têm cruz alguma, pois tudo está à sua disposição, sem esforço. Nem de partilhar se lembram! Nunca de agradecer!
 
Consideremos agora a outra ponta: são milhares as pessoas que hoje sofrem devido à problemas de ordem financeira, desde os resultantes da falta de emprego e salário, até os provindos de empresas falimentares, por mil efeitos que não vêm ao caso. Ora, na verdade o fato de Deus permitir e aceitar, estas agruras financeiras é uma prova de seu infinito amor para com elas, e não um castigo como poderia erradamente supor. É que, quem sabe, a totalidade destas pessoas, se tivesse fartura e abundância, se esqueceria de Deus. E passaria a viver cada vez mais longe Dele, até perder-se. Eles e os seus!
 
Milhões de pessoas sonham ganhar na loteria e viver de rendas. E até tem os que jogam com Deus dizendo que se Ele as fizer ganhar, passarão a fazer caridades e a dedicar-se aos pobres, aos doentes, despendendo seus ganhos em atividades religiosas. Estes, em sua maioria não sabem o que dizem, e Deus faz bem em não permitir que ganhem fácil. Porque até, num primeiro tempo elas até poderiam fazer alguma coisa neste sentido, mas depois, o dinheiro lhes amorteceria as consciências e elas passariam a criar uma vida social elegante, cheia de facilidades e de diferentes atrativos, como viagens, hobies, e outros “compromissos” com o mundo. E Deus aos poucos morreria para elas!
 
Da mesma forma a dor, o sofrimento, o câncer e todo tipo de doença! Toda pessoa com dor, mesmo as mais atéias, tende a procurar algum alívio no superior. Em Deus! De fato, uma pessoa sem Deus, no meio das dores, é sem dúvida a mais infeliz das criaturas. Isso porque não tem esperança! Nada lhe faz sentido! E tantas vezes, nestes casos, Deus permite que isso lhes aconteça, exatamente para que se verguem! Ou para que blasfemem contra Ele, como se Deus fosse a causa de seus sofrimentos! Eis porque muitos destes sofrem como cães nesta vida, e vão sofrer mil vezes mais na eternidade. São réprobos!
 
Antigamente, nos tempos de Jesus, chegava-se a pensar que a doença, a lepra, por exemplo, era um castigo destinado aos grandes pecadores. E tais pessoas eram rejeitadas pela sociedade como tal: como pecadores afligidos por Deus! Ora esta é uma condenação humana, e uma tendência que infelizmente ainda hoje se verifica. E tantas vezes, dentro das famílias, os seus membros chegam mesmo a pensar que isso é verdade. Quando pode ser que parte das dores, estão sendo aceitas por Deus em sufrágio de quem assim pensa.
 
Existe também o sofrimento que vem por efeito da linhagem de sangue. Digamos que há 200 anos atrás viveu um parente meu, que eu nunca conheci e que era mau. Mas ele, depois de pegar um Purgatório de alguns anos, acabou indo para o Céu, até antes mesmo de um nascer. Vejam: como o tempo de Deus é um eterno agora, Ele correu a linhagem de sangue de minha família e percebeu que eu poderia saldar a conta de meu parente. Que eu aceitaria levar a Cruz dele, e me deu a dor, o sofrimento! E enquanto eu sofro, ele que merecia o inferno, acha-se agora na Glória Eterna. Seria justo isso?
 
Vejam, dentro da ótica da justiça humana, quem sabe isso seria injusto. É como se eu fosse pagar na prisão, o crime de um parente bandido. E enquanto ele está solto para cometer mais crimes, eu fico prisioneiro em seu lugar. Mas na ótica divina, tal não ocorre! Isso porque Deus misericordioso aceita esta troca, naquilo que na Igreja Católica chamamos de “Comunhão dos Santos”. É por este misterioso artifício de salvação, por esta verdadeira obra de engenharia divina, que são redimidos a maioria dos pecadores.
 
Mas continua a pergunta: será justo eu pagar a conta dele? Sim, com certeza é! Isso porque, daquele parente distante, posso eu ter herdado características e benefícios, que foram transmitidos através da genética. Posso ter recebido dons especiais de Deus, que foram passados por geração advinda desta raiz de sangue. Isso quer dizer que recebi em troca da dor, um pagamento invisível, mas muitas vezes precioso. Entre estes dons, pode ser o da vida, ou de alguma virtude, de uma graça extensiva aos meus filhos, de modo que Deus sempre fica credor de cada um de nós. Tanto aqui, como na eternidade!
 
De fato, é na eternidade que todos nós saberemos e entenderemos este mistério. Sem esta troca de favores, sem dúvida a maioria dos homens se perderia. Isso porque, as dores de poucos, são tão preciosas como moeda de pagamento da Justiça Eterna, e Deus as considera tanto, que uma só alma vítima dentro de uma família, pode levar ao Céu toda a sua geração. Passada e futura! Disso se entende o quanto Deus sente, Ele mesmo, com as nossas dores e sofrimentos, e mostra a forma como valoriza tudo isso, em especial quanto aceito livremente, como prova de amor a Deus e de caridade com o próximo.
 
A verdade é que Deus nada perde em termos de dores e sofrimentos. E a dor de seus filhos, se medida na suprema bondade do Altíssimo, gera um fenômeno de magnitude ímpar, tornando-se a “moeda de troca” e o preço a salvação de quase todos. Sim, falo isso quanto à parte que nos cabe, porque ninguém entra no Céu sem cruz. De fato: Jesus pagou com seu Sangue custo do resgate de todos os homens, entretanto tudo isso pode ficar sem efeito, se não fizermos a nossa parte! Ou se ninguém a fizer por nós.
 
Enfim, creio mesmo que a imensa maioria dos homens se salva sem mérito algum. Falo isso, deixando de lado os méritos infinitos do Sangue de Jesus Cristo, e fixando-me apenas no lado humano, na parte que cabe a cada um cumprir. Este mérito dos que se salvam este bilhete de entrada no céu, da imensa maioria dos homens é pago pelas dores dos que sofrem como vítimas expiadoras, e pelas orações dos justos que dia e noite imploram a misericórdia divina. Digamos que Jesus abriu a porta do Estádio Celeste, mas cada um de nós precisa da cruz como chave para entrar lá. Se alguém não a tem, precisa de outro que lhe abra, é assim que ocorre nos condomínios fechados.
 
Digamos que os que aceitam sofrer e rezar, pelos que não querem sofrer nem rezar, são como cambistas às avessas. Eles compram a maioria dos ingressos, e depois os dão de graça aos que chegam ali sem direito à entrada. A diferença é que, enquanto estes que entram pela porta da misericórdia, com bilhetes grátis, vão depois povoar as “gerais” do Estádio Eterno, os que lhes deram o bilhete de ingresso poderão apreciar o espetáculo da criação, assistindo nos camarotes requintados e dos lugares privilegiados do Céu. E dali, ninguém, nunca mais os irá tirar! Por exemplo: um lugar maravilhoso no Céu pertence aos padres santos! Mas quem salvar a alma de um padre tem assento ainda mais elevado!
 
É, pois, de grande sabedoria aceitar a dor, sem reclamar. Afinal, Deus jamais aceitará dar uma cruz maior a uma pessoa, do que ela poderá carregar. Ninguém precisaria, de fato, dividir suas cruzes com ninguém. E realmente, se todos carregassem a sua pequena Cruz como lhes chega, sem reclamações ou xingamentos, a cruz de todos seria mais leve, até dos que sofrem mais. E mais que isso, se pelo futuro adiante, Deus visse que os homens todos levariam suas cruzes desta forma, paciente e consciente, teria retirado de Jesus grande parte do seu imenso e doloroso fardo.
 
Por último podemos dizer que a maioria dos que reclamam de suas cruzes, realmente não avaliam o peso das próprias faltas. Mesmo um pecado venial e diminuto, é de fato mais horrendo do que o mais fulminante e doloroso câncer. Em si, então, mesmo a Cruz mais pesada de alguém que sofre muito, em síntese não é pagamento suficiente nem para um só pecadinho cometido por ela mesma, quanto mais pelos grandes pecados dos outros.
 
A diferença disso se mede no pavoroso sofrimento do purgatório. Aqui é fácil de saldar a conta com a Justiça Eterna. No Purgatório é terrível! Uma só gota de suor de uma alma ali colocada pode fulminar instantaneamente a um vivente. Imagine então quantas gotas já derramaram este Simão o Mágico e José Bársabas, há quase dois mil anos na Torre.
 
Enfim, antes de reclamar, antes de pedir que os outros rezem por sua pequena cruz, faça o propósito de inverter o processo: reze pelas cruzes dos outros! Tenho certeza absoluta de que, todo aquele que fizer e cumprir este propósito – antes de rezar por si, rezar pelos outros que sofrem mais – miraculosamente verá sumir, em tempo, as suas próprias dores.
 



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Postado por: James - www.espacojames.com.br em: 06/05/10 às 08:54:17 h.


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