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Postado em: 25/06/10 às 21:25:32 por: James
Categoria: Artigos Site Aarão
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No comentário final que fiz ao texto “Eu fora enganada”, sobre a conversão de Patty Bonds eu afirmei, referindo-me à Sagrada Eucaristia: “Minha tristeza, de fato, é por um lado saber que é assim, saber que tudo isso é verdade, que é assim, saber que Deus está ali, Vivo e Inteiro, mas infelizmente não conseguir nem SENTIR e nem VIVER esta tremenda realidade. Isso me assusta!”.

De fato me assusta! Mas acreditem: este parágrafo foi certamente, em todos estes anos de trabalho um dos que mais chamou a atenção dos leitores, e um dos que mais foi por eles comentado. Isso porque muitos sentem a mesma coisa em relação ao grande Mistério da Santa Missa, do verdadeiro drama celeste que ali se realiza, mas que permanece ainda tão desconhecido e é tão pouco entendido por bilhões de católicos. Eu disse: bilhões! Entre eles me encontro eu!
 
     Foi quando pedi e gentilmente recebi de leitores o livro “O Banquete do Cordeiro”, isso porque tencionava escrever mais uma vez sobre a Eucaristia, nosso mais lindo, incrível, assombroso e fantástico Mistério de Fé! Claro, nem estas palavras grandiosas são capazes de comportar esta realidade tão tremenda, até porque não existem termos no Universo capazes de definir a aquilo que é ininteligível ao nosso mísero conhecimento humano. Nós não temos capacidade de entender, não temos capacidade de sentir, nem O conseguimos viver. Quem sabe, na eternidade, um pouco tarde, o compreenderemos?
 
     E isso me conformou, de certa forma, pois também foi dito por um dos leitores: “Nós primeiramente precisamos entender que não podemos ir além das nossas limitações, e depois é preciso compreender que tudo é dom recebido de Deus. A cada um de nós Ele abre uma ponta do véu, apenas no limite de nossa capacidade”. Eu não posso jamais chegar aos pés de um São Pedro Julião Eymmard, quem sabe o homem da nossa Igreja mais apaixonado pela Eucaristia, e isso entre todos os santos do Céu. Sem se falar em Maria, é claro! Nem chegaremos aos pés de uma Santa Teresinha, ou de um Padre Pio, ou de um São Cura de Ars. Porque é preciso ter antes, outros dons, capazes de fazer suportar a explosão de amor deste.
 
     Eu explico: se por um motivo qualquer, seja por graça ou vontade de Deus – isso sem o amparo Dele – nos fosse dado ver a realidade que se desenrola numa Santa Missa, a quase totalidade de nós morreria ali mesmo, pois se trata de algo que ultrapassa o limite natural do ser humano. Se Deus Se revelasse tal como Ele é às nossas almas pecadoras, primeiro nós morreríamos como que esmagados pelo peso de nossas faltas. Eis que, então, Ele Se obriga a velar nosso entendimento, a esconder a verdadeira realidade, porque ninguém de nós quereria mais viver neste mundo. Nosso desejo nos impulsionaria ao infinito que ela representa. Sim, porque a Eucaristia é certamente o Céu na terra!
 
     Naturalmente li, embora rapidamente, ao livro citado. De fato, Scott Hahn dá na gente um baile de didática sobre a Santa Missa, desvelando nela toda a Bíblia Sagrada, desde o Gênesis até o Apocalipse. Aliás, é exatamente no Livro do Apocalipse que ele encontra a maior identidade com a Liturgia da Missa, isso quando nós comumente enxergamos ali apenas monstros e criaturas abomináveis, além de guerras, confusões, astros que caem e impérios que são destruídos. Mas ele tem razão, tudo isso está numa Missa, nesta tão misteriosa e sublime Liturgia Celeste.
 
     Como o leitor entendeu, eu parei por aqui. Daqui não consigo passar porque agora entendi a minha limitação. Se não consigo penetrar mais profundamente nele, ou é porque o próprio Deus não quer que assim seja – e isso com todos os que sentem igual – ou é porque minha limitação assustadora me impede de seguir avante. Mas mesmo que me conforme, isso não me permite parar de buscar, não por um orgulho pessoal de dizer “eu sei”, ou “eu sinto”, mas porque sabendo mais, entenderei melhor que sou um nada. 
 
     Comparemos – numa realidade visível – a Igreja, e a sala da Santa Missa, a um palácio real e a uma sala do trono do rei. Ali na nave principal, no lugar mais elevado e digno, sentado na cadeira mais rica e brilhantemente ornada está sentado o rei; ao redor dele o séqüito dos ministros, dos págens, dos dignitários, enfim toda a rica corte está reunida, porque o momento é solene. Tudo é esplêndido, tudo é bem ornado e tudo obedece a uma ordem séria e suntuosa. Há silêncio sepulcral, ninguém se atreve a produzir um barulho, e ninguém conversa sem a ordem do rei.
 
     E chegam os que buscam audiências ou trazem os cumprimentos de ordens. Com os pés descalços, eis que se ajoelham diante do rei, inclinam-se profundamente e só ousam se levantar e falar, quando o rei faz um sinal com o cetro. Todos são anunciados pelo som das trombetas, e forma-se um espetáculo de suntuosidade e profundo respeito, quem sabe ao fundo um cravo, uma harpa dedilham acordes de som envolvente, e todos eles são profundas reverências e gestos de submissão.  
 
     É assim que se observa em filmes e se lê em livros, sobre o que acontecia nas antigas cortes reais. Mas gente, ali estava apenas um homem! Um mísero ser humano, nada mais que um verme de duas pernas. Ali estão apenas simples pessoas, e não importa que todos estejam trajados com vestes de ouro cravejadas de brilhantes e nem importa que o rei use em sua cabeça uma coroa de safiras: trata-se de um simples mortal comum, um pobre ser rastejante que nasceu um dia e nada evitará que noutro morra. Como se pode confiar nele se não passa de um sopro que um dia cessará?
 
     Voltemos agora para a Igreja e para a nave principal onde será celebrada a Santa Missa. Que você observa de visível? Aos olhos mortais, observa um amplo espaço, com alguns bancos de madeira, um altar nem sempre bem talhado, alguns nichos com imagens, e um altar onde alguns objetos indicam o início da cerimônia: hóstias, vinho, água, alguns cálices, alguns panos e toalhas, e tudo isso nem sempre de material fino e raro. Nada, absolutamente nada, que faça lembrar a pompa, a riqueza, a majestade, o respeito, a dignidade e a soberania, daquela sala anterior, aquela do rei terreno. Ou seja: para um reles soberano no mundo o orgulho, para o Senhor do Universo a humildade.
 
     E o desrespeito! Pois chegam as pessoas, um gesto qualquer e exterior de reverência fingida, e sentam-se nos bancos, e conversam, e trocam sorrisos e abraços efusivos. E sem respeito algum como se estivessem na rua ou num salão de espetáculos, ninguém se dá conta da realidade assombrosa que ali está se desenvolvendo. O desconhecimento é total! Porque é já de loucura o baixo nível a que chegaram os homens, na banalização do sagrado, na sua aceitação do profano, e na sua incrível capacidade de ligar-se apenas nos sentidos exteriores, deixando de agir pela força do Espírito de Deus.
 
     Meu Senhor, e meu Deus! É neste momento que eu conclamo! Fechemos nossos olhos carnais por um instante, e abramos os olhos da nossa alma, porque o grande palco do maior espetáculo do Universo está aberto. Não para o show da vida e a festa do mundo, mas para o Drama revolucionário da Paixão e Morte de um Deus, eis que para isso ali está presente toda a corte celeste. Diante do Grande Pai no trono do altar do Sacrifício, o Seu Filho se oferecerá como vítima expiadora, manso Cordeiro que misteriosamente vai morrer mais uma vez pelo homem, justamente pela mais ingrata de todas as criaturas.
 
     Porque lá fora do recinto, no mundo inteiro é o caos. Aos milhões e milhões os pecados acontecem a cada minuto e é preciso que alguma força misteriosa detenha este mal, esta avalanche de crimes inomináveis, porque senão a vida seria literalmente impossível. Esta força é o Sacrifício da Missa. Pois ali, naquele recinto, daquela simples Igreja, e assim em todas as Igrejas da terra onde se celebram Santas Missas, o mesmo Poder, em verdade, o único poder capaz de deter o mal se apresenta. A Sagrada Eucaristia – Deus Vivo em nosso meio – é sim, o escudo que protege a terra. Sem a Eucaristia no mundo, ele já teria sido destruído!
 
     De fato, ali acontece passo a passo um Drama incrível, assombroso e misterioso, onde o Soberano do Infinito entrega-se como um simples cordeirinho, e novamente segue os passos do Calvário. Sem o derramamento visível sim, mas misticamente sim é como fosse real. Não, não como num teatro onde se representa uma cena de Cruz, mas pelo efeito do poder de Deus o Sacrifício é Real, embora não visível. Embora não se veja o Sangue que escorre do altar, ele acontece e o Pai o aceita novamente! Embora a vítima não seja visível, misteriosamente ela morre mais uma vez, e assim seguidamente vai Se imolando, tantas vezes quantas Missas se celebram na terra.
 
     Ó Deus, ó Céus, mas aonde as trombetas do infinito anunciando esta tremenda hora? Onde ó Senhor dos Mundos o respeito e a solenidade? Onde a profunda compunção interior diante de tão sagrado mistério? Nada disso, antes disso, eis que antes rufam os tambores, chocalham os pandeiros, brandem as guitarras barulhentas, e já não mais o canto suave, mas sim berros fazem reboar no ambiente a presença do profano. E bradam gritos como se buscassem um Deus louco. Onde a música celestial? Onde o amoroso e celeste coro dos Serafins? Onde a melodia suave, capaz de envolver a alma, de compungir o espírito, e assim penetrar no mais recôndito do ser de cada um?
 
     Esqueçamos por um momento o visível, e voltemos para os olhos da alma. Fechemos os seus olhos carnais por um momento, e imaginemos e tentemos perceber o mistério de assombro que está diante de nós. Você está diante do Senhor do Infinito! Você está diante da Onipotência Suprema! Você está diante do Deus dos deuses. Você está diante do Tudo, e perceba então o quanto você e eu somos um nada! E se pergunte: de que outra forma Deus poderia nos provar que nos deu tudo, se não tivesse dado por nós também a própria vida? E não somente uma vez, mas milhares de vidas? De que outra forma Deus poderia nos provar Seu Amor infinito, se não Se tivesse entregado, Ele mesmo que é Tudo, como dádiva e como Vítima expiadora, para este mistério supremo?
 
     Ponha-se agora, no lugar de Maria, a Mãe de Jesus! Imagine que você está trilhando novamente o Calvário, aquele antigo e cruento, com sangue vertendo, gritos, chicotadas e blasfêmias. Imagine que é o filho de sua carne que está ali, passo a passo, de queda em queda buscando o topo da montanha, para o doloroso espetáculo da Cruz. Tente, agora, sentir a dor que nossa Mãezinha sentia! Tente ouvir os golpes dos açoites! Ouça o estalar dos escarros e das cusparadas em sua face! Ouça os gritos e blasfêmias que Lhe atiram! Ouça as imprecações e veja a fúria assassina dos algozes... E ouça o som das marteladas, dos cravos que rasgam carnes e adentram o madeiro! Ouça a vítima, leves gemidos! Como você poderá ficar insensível ou distraído diante de tão doloroso espetáculo? Mas com toda certeza você tem diante de si, exatamente, e misteriosamente o mesmo Drama de Amor.
 
     Todo católico que participa de uma Santa Missa, tem diante de si tudo isso. E deveria sim, ver, e sentir, e ouvir tudo isso que Maria viu, sentiu e ouviu. E deveria saber que Jesus a Vítima expiadora se deixou esmagar daquela forma, como uma uva triturada no lagar, apenas por ele. Que toda esta dor e todo este sofrimento e todo este esmagamento foi vivido e sentido para cada pessoa, para cada alma pecadora individual e coletivamente, porque a eficácia redentora dele somente se consumou em plenitude, porque foi destinada a todos indistintamente, embora nem todos quisessem se apropriar de seus méritos.  
 
     Na realidade, na Santa Missa, todo católico tem diante de si, inteiro, todo o Céu. Embora se saiba que no Sacrifício da Missa não escorra sobre o altar, de forma visível – embora real no mistério – o Sangue precioso da Vítima imolada, na verdade Deus em Seu Poder Infinito assim o considera e O aceita como se fosse um Sacrifício cruento, onde diante de nossos olhos carnais, tudo se refizesse. E assim se repetisse do nascer ao por do sol em todos os países da terra. Eis aí o Sacrifício Costumado, de Daniel, exatamente aquele que nos querem tirar... E por um tempo tirarão!
 
     Pois bem, durante toda a Missa você também está subindo o Calvário, quer você queira quer não. Mas você tem duas formas de subir e escolhe: está indo igual a Maria, em silêncio interior profundo e contrito, de coração esmagado pelo peso arrasador de suas próprias faltas e na certeza absoluta de sua miséria infinita? Ou segue como a plebe ignara que apupa e vaia, e assovia uiva e blasfema, a rufar tambores e pandeiros, não se dando conta de que em poucos momentos verá os céus se entenebrecerem e a terra vibrar em tremores de espanto, diante de tão hediondo crime? Que se consumará mais uma vez e em breve, eis que já descem as primeiras trevas!
 
     Medite agora na Santa Missa – sempre Santa – que acontece em sua capela, ou na Paróquia que você freqüenta: para qual tipo de expectador ela é celebrada? Melhor perguntando: que tipo de assistente você é? Mais para Maria ou mais para a turba ignara? Mais para os anjos e santos presentes, ou mais para aquele bando de molambos, de maltrapilhos, de horrendos e malcheirosos, falo da maioria das almas que estão ali. Estão por estar. Estão sem saber! Estão sem sentir! Estão sem viver! Estão sem amar! Estão mais por conveniência, por obrigação fingida, quem sabe irada e contra a vontade. É este tipo de sentimento que devotam ao Rei e Criador do Universo!
 
     Meu Senhor e meu Deus! Mas ali está presente toda a corte celeste! Ali está nosso Deus, Vivo e Verdadeiro. Estão ali os mais poderosos e resplandescentes príncipes criados dentre os nove coros angélicos. Estão ali os milhões de santos que já habitam a Mansão Celeste e ali está soberana e vitoriosa a Grande Rainha, a vencedora da serpente infernal. Como não ter respeito profundo, adoração profunda, e também uma fé tão ardente e tão amorosa, capaz de morrer ali mesmo, de pura alegria? Como não estar ali, de alma pura, coração transparente e cristalino, para poder sorver aos haustos o caudal de graças que então brota do Trono Eterno? Então você se curva e se cala mudo de espanto diante de um rei humano, mas não faz a mesma coisa, ou boceja, ou se distrai, ou conversa, diante do Deus Altíssimo?
 
     Nada disso se vê hoje, ou muito pouco! É antes o espetáculo dos insanos, a dança dos maltrapilhos e sapatos rotos. É antes o espetáculo da turba que uiva e apupa – estou falando não dos corpos físicos, mas das almas – que fazem de sua caminhada interior um tropel de loucos. E estão ali, alheados ou como comedores de moscas – eu estou entre eles sim, e tenho plena consciência disso – porque, como já disse, uma coisa é saber que é e uma outra, ainda mil vezes mais profunda é viver esta realidade estupenda.
 
     Ó quantas vezes, durante a Santa Missa, me pego eu alheado e distante, com o meu pensamento voltado para coisas sentido, e embora tendo vergonha eu percebo então que naquele momento eu deveria é lavar uma daquelas cusparadas que Jesus levou, pelo meu desrespeito! Tivesse então lágrimas para chorar, nem isso eu tenho! Mas deveria, e não como reflexo do orgulho ferido pela chamada de atenção, mas como sentimento de culpa ainda mais viva, porque aquelas que Jesus levou por mim, foram exatamente pelas minhas dissipações, minha falta de amor, e minha total falta de reconhecimento.
 
     A que nós podemos comparar a santidade da Missa, diante da nossa não compreensão dela? O infinito diante de um grão de pó é certamente pouco, porque na realidade é Tudo diante do nada. É o Eterno diante do mortal! Sim, nem os maiores santos e santas da nossa Igreja viram tudo o que acontece ali! Nenhum ser vivo poderia suportar a visão do que na Santa Missa realmente acontece, porque a fragilidade humana envolta neste corpo mortal é incapaz de comportar uma centelha que seja dos mistérios do Espírito. Somente a algumas almas, e muito privilegiadas, Deus abre uma pontinha do véu deste Seu Mistério, prova incontestável de Seu imenso Amor.
 
     Meu Senhor e meu Deus! Clamo de novo, e pergunto: que acontece hoje? Nos templos se retira o Soberano do Universo, se expulsa Ele como um rei indigente para um canto, e o fazem como um subalterno, para que no átrio principal brilhe o homem. Eis a criatura erguida à divindade! Eis o homem querendo ser Deus, quando teve o exemplo de Lúcifer que tentou a mesma coisa. Eis a “comunidade celebrante” como supremo alvo da liturgia, ela o ator, ela o roteiro, ela o cenário. E já não mais Jesus como Sacerdote Eterno. E já não mais Sacrifício Expiador e sim, simples ceia de confraternização entre os homens, como se comemorassem a morte e Deus celebrando a vida terrena. É isso que fazem! Compreendem a imensidão do abismo que há entre ambas?
  
     Mas ali está o Poder, a força que faz vergar os anjos mais poderosos e todas as celestes criaturas. Ali está o Rei que faz cair de joelhos até a Rainha e Mãe do Universo, e ali está o Deus Criador de tudo quanto existe no Infinito. Como não se dobrar diante desta força e deste Poder? Como não se dobrar diante deste Amor, na realidade desta humildade e desta singeleza, de um Deus que não apresenta como um Leão furioso, ou um Touro bravio, mas sim como um singelo e manso e alvíssimo e amorosíssimo Cordeiro?
 
     Na Missa, seja dominical ou diária, todo católico deveria compenetrar-se desta incrível realidade. Na Santa Missa não há lugar para dissipações, nem distrações. Ela deveria ser para cada um de nós um profundo mergulho interior até os confins da alma. Através dela deveríamos todos fazer um exame de consciência de nossa vida, procurando viver a certeza de que foi devido as nossas faltas de amor, aos nossos pecados, aos nossos crimes que Jesus está ali, mais uma vez repetindo e continuando a repetir seu Sacrifício na Cruz. Sim, onde o Sangue não verte novamente, mas onde a DOR é real. Mente quem diz que Deus não sofre. Se não sofresse não seria Pai! Se não sofresse não seria Irmão! Se não sofresse não teria o Amor de quem dá a vida pelo irmão, pois ninguém dá a vida sem dor. Então jamais se preocuparia conosco!
 
     Isso quer dizer que nossa Missa, nenhuma Santa Missa, deve ser vivida sem profundo recolhimento interior, sem um mergulho abissal na alma. Mas este mergulho antes de nos causar angustia ou enfado, ou vontade célere de fugir dali, de nos fazer sair da capela acabrunhados e esmagados, deve fazer com que saiamos dali livres e libertos, com um profundo reconhecimento de que foi devido a Cruz, a estes Sacrifício Supremo de um Deus que Se imola, que conquistamos a graça da salvação eterna. Graça que se renova à cada Missa, e que se perpetua como aliança eterna.
 
     Missa não é festa, não é ceia comum, não é banquete de despedida, não é explosão de sentimentos exteriores, mas sim profunda compenetração da alma, e explosão de amor que brota do espírito. E isso não comporta tambores, nem batuques, nem cantos profanos e tampouco letras que exaltam a miséria, a pobreza e libertação física das pessoas. Pois ali falamos de plena liberdade da alma, para vôos infinitos. Porque na verdade Missa é a riqueza infinita, é dom supremo, é liberdade perfeita, é força que nos redime e santifica e é efeito poderoso da Misericórdia que salva. E salva eternamente!
 
     Meus amigos, as forças do mal estão para nos tirar este maravilhoso tesouro. Não deve estar longe o dia em que tentarão oficializar e impor a todos os católicos que a Missa não é Sacrifício, e sim apenas uma ceia comemorativa como os protestantes a celebram. Como se Jesus, que durante a Ceia declarou “Minha almas está triste até a morte”, estivesse ali para comemorar festivamente a sua Morte e Paixão iminente. Este entendimento é de fato satânico, é blasfemo, e sem dúvida merecerá de Deus, um fulminante: BASTA!
 
     Nos últimos vimos como o Papa Bento XVI fez retornar a antiga fórmula da eleição dos papas, que ardilosamente havia sido mudada pelos maus cardeais. A fórmula antiga e milenar era sempre por maioria de 2/3, entretanto haviam mudado para maioria simples. Agora retorna a fórmula antiga, o que obrigará os maus a conseguirem esta maioria, sob pena de invalidar o pleito. Mas atenção: se por um lado isso é bom, por outro lado trás uma realidade terrível: sinaliza que no futuro realmente os maus poderão efetivamente ser e ter maioria. Sim, até porque as mensagens falam que 2/3 dos católicos apostatará.  
 
     Outra agravante desta medida, é que isso contribui para a fúria dos modernistas, fúria esta para a qual não estamos nem aí, porque estamos firmes com Bento XVI e nunca e nada com aqueles que o combatem, odeiam, e contradizem. Na realidade a maioria dos católicos pensa que tudo vai bem em sua Igreja, quando está um caos. E quando acontecer a rebelião e tudo explodir abertamente, estes optarão seguramente pela porta larga, pela falsa igreja mundana e “moderna” que nos querem impingir; longe de Deus, contra Deus e nada a ver com a Igreja verdadeira de Jesus nosso Deus.
 
    Hoje é dia quatro de julho, e estarei em viagem dia sete, quando está programada a publicação oficial do Motu Próprio do Papa Bento XVI, liberando a Missa em latim. Não se trata de torná-la obrigatória, mas sim permiti-la livremente, porque antes era necessária uma autorização especial dos bispos para a celebrarem. E, diga-se de passagem, a imensa maioria deles não dava esta autorização! Na verdade, ambas as Missas são VÁLIDAS, porém a Missa em latim, do rito de Pio V, é a única realmente plena e eficaz.
 
     Este novo documento do Santo Padre deverá vir acompanhado de uma Carta pessoal – não se trata daquela que virá no início do próximo ano – onde certamente Sua santidade irá revelar os motivos desta tomada de posição. Que está correta e visa corrigir uma falha muito grande acontecida em relação à Santa Missa, não porque a atual não seja válida, mas porque ele banalizou ao extremo o Rito Sagrado da Missa o que nos fez perder dilúvios de graças. Querem transformá-la numa simples ceia protestante.
 
    Assim, doravante o leitor amigo poderá ir percebendo uma gradativa perda de poder por parte de Bento XVI, porque esta rebeldia contra suas ordens se irá generalizar. Mas na medida em que ele ir perdendo este poder, na mesma proporção satanás o irá obter para os seus. E vou ser bem claro: todo aquele católico que reza e que vive e entende esta mensagem final, que quiser se manter fiel ao Santo Padre e à Igreja verdadeira, que se prepare para a batalha final. Porque o inferno está já hoje “urrando de porta em porta”, vendo e sondando as famílias que rezam. A perseguição virá sobre elas com fúria. E já começou! Mas Deus permite isso para nossa fortaleza! Com Deus venceremos!
 
     Mas ninguém deve temer, porque como está no Salmo 26, “ainda que uma guerra estoure contra mim, mesmo assim estarei confiante” porque Jesus é nosso sustentáculo e nossa fortaleza. E na Eucaristia Ele estará mais presente do que nunca, embora tenha de ser mantido escondido por algum tempo da fúria dos perseguidores. As famílias de fé O manterão, e muitas luzes de sacrários permanecerão acesas, e nunca apagarão.
 
     Porque toda a batalha final será travada em torno da Eucaristia. Ela o alvo, porque satanás sabe que é dali que brota, inteiramente, toda a nossa força. Sem ela somos frágeis e seremos abatidos com a maior facilidade. E será abatido todo aquele que não se manter perto Dela, porque onde houver Eucaristia ali estará a Mãezinha, ali estará Deus Vivo, e ali estará a verdadeira Igreja de Pedro. Rezemos pela Igreja! Rezemos por nosso valente Pedro, escolhido por Deus para esta hora suprema! É da Igreja e de Pedro que partirão os sinais, aqueles anunciados pelos anjos do Apocalipse. Mas o decreto foi fixado para um tempo e uma data, e ele confirma antecipadamente a vitória arrasadora de Deus sobre seus inimigos, sobre os que O odeiam, e sobre os algozes da Eucaristia.
 
    Sabemos agora que muitos ficarão com medo; entre eles a MAIORIA dos que participam do Movimento. Bem, o medo não evitará a perseguição, e o fugir neste momento será dar um atestado de derrota, para alegria da fera! Rezemos para não estar entre os fugitivos!
 
Aarão
 



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Postado por: James - www.espacojames.com.br em: 25/06/10 às 21:25:32 h.


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