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Artigo N.º 13042 - Brasil: Facebook passa a permitir que usuários descrevam em seu perfil mais de 17 subtipos de "gênero".
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Postado em: 04/03/15 às 11:36:17 por: James
Categoria: Destaque
Link: http://www.espacojames.com.br/?cat=41&id=13042
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O Facebook passa a permitir que o usuário escolha o termo que preferir para descrever seu gênero, mantenha a descrição sigilosa e identifique o pronome que deseja ser tratado na rede social. As novidades estão disponíveis para os perfis do Brasil a partir desta segunda-feira (2).

“As mudanças foram realizadas para permitir que o usuário tenha liberdade para se expressar de maneira autêntica e da forma como ele achar melhor”, disse Bruno Magrani, diretor de políticas públicas do Facebook Brasil, durante o lançamento oficial da ferramenta chamada “Custom Gender”.

As opções de gênero, que antes se resumiam a “homem” e “mulher”, podem ser personalizadas.  A ferramenta apresenta uma lista exemplificada com 17 termos –entre eles trans homem, trans mulher, transgênero, travesti, sem gênero. Não quer dizer, no entanto, que o usuário tenha que optar por uma delas. “Não é uma lista fechada. É possível incluir o termo que melhor o define”, afirmou Magrani.

Para fazer a mudança, basta clicar na opção “editar perfil”, selecionar o item “informações básicas e de contato” e escolher editar “gênero”. Na sequência, selecione a opção “personalizado” e inclua o termo desejado.

No mesmo campo, é possível definir se a informação será pública, restrita aos amigos, aos amigos de amigos ou ao usuário. A ferramenta também permite criar uma lista personalizada dos amigos que possam ter acesso ao seu gênero.

Antes de concluir essa edição, a rede social pergunta qual é o pronome que usuário prefere ser tratado, com opção de feminino, masculino ou neutro. “É a forma como o Facebook vai se comunicar com você e como ela vai identificá-lo aos amigos”, explicou o diretor. “Você foi marcado na foto (…) ou você foi marcada (..). Deseje feliz aniversário a ela. Deseje feliz aniversário a ele. Ou deseje-lhe feliz aniversário”, exemplificou ele, que disse que esse tipo de tratamento é público.

A ferramenta “Custom Gender” já está disponível para perfis dos Estados Unidos desde fevereiro de 2014. E, antes de chegar ao Brasil, outros dez países [EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália, França, Espanha, Itália, Alemanha, Dinamarca e Argentina] ganharam a opção.

Aos americanos, a novidade começou com a inclusão de 58 opções de gêneros predeterminados pela rede. Apenas no último dia 27 de fevereiro, passou a permitir que o próprio usuário escolhesse o termo que melhor o caracterizasse. “A ferramenta chega ao Brasil completa”, relata Camila Fusco, diretora de empreendedorismo do Facebook, ao justificar a demora da vinda da opção para o país.

Magrani atribuiu o atraso ao engajamento com os grupos sociais diretamente envolvidos com a mudança. “Uma importante parte do projeto era estar engajado com esses grupos e ouvir as sugestões deles relacionadas à mudança”, disse o diretor, que afirmou ter contatado o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) –autor do projeto de lei de identidade de gênero–, a socióloga Berenice Bento e representantes de sociedades brasileiras de transgêneros.

“Lamento a demora, mas a mudança, que pode parecer banal para alguns, tende a ser muito significativa para os transexuais e para os seus familiares”, afirmou Wyllys, que destacou a centralidade das redes sociais nas vidas dos brasileiros. “Antes as trans estavam pela metade nas redes.”

Em novembro do ano passado, a comunidade de drag queens e transexuais entrou em confronto com o Facebook por conta da política de uso somente do nome real. Na ocasião, a rede começou a excluir perfis ou notificar pessoas com nomes diferentes, que deveriam comprovar a identidade, transformar a página em uma fanpage ou, simplesmente, sair da rede.

Apesar da polêmica, o Facebook disse que a mudança na plataforma não teve nada a ver com o episódio. Segundo Camila, a empresa vem estudando expandir a opção para o Brasil desde fevereiro de 2014, quando foi implementada nos Estados Unidos. 


Fonte:
http://blog.comshalom.org/carmadeli
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