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Postado em: 28/08/10 às 12:41:26 por: James
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Variado repertório de fatos verídicos ou verossímeis que, visam mover seus leitores ou ouvintes a julgar sãmente do seu valor moral, e, por conseguinte, os disponha, à luz desses exemplos, a praticar o bem e evitar o mal.

n.° 27
a) O AMOR DOS PEQUENINOS
   Perguntaram a uma piedosa jovenzinha:
   - Que é a Primeira Comunhão?
   - É um dia de céu na terra.
   Perguntaram-lhe em seguida:
   -E que é o céu?
   - É uma Primeira Comunhão que nunca terá fim - respondeu ela graciosamente.
   E respondeu muito bem, porque a felicidade dos Anjos e Santos no céu consiste em possuir a Deus eternamente. Ora, não é justamente a Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, que possuímos na Santa Comunhão?
 
b) DENTES DE LEITE
   Escrevia em l945 um missionário: Uma òrfãzinha do Orfanato de Trichinopoli, que poderia ter dois palmos de altura, veio um dia suplicar-me que a admitisse à Primeira Comunhão.
   - Que idade tens? perguntei-lhe.
   - Ah! isso não sei.
   Recolhida de lugar desconhecido, não pode saber quantos anos tem; nem as Irmãs o puderam descobrir.
   - Mostra-me os dentes - disse.
   Com um sorriso gracioso descobre a inocentinha duas filas de alvíssimos dentinhos.
   - Oh! exclamei; os teus dentes de leite dizem-me que não tens nem sete anos. Portanto, êste ano não farás a Primeira Comunhão.
   Meu Deus! quem o acreditaria? tendo ouvido aquelas palavras, a menina, sem dizer a ninguém, corre ao quintal, toma uma pedra e, intrèpidamente, faz saltar da bôca todos os dentinhos.
   Depois, com a bôca ensangüentada, mas com ar de triunfo, volta e diz-me:
   - Padre, não tenho mais nem um dente de leite. Dai-me, oh! dai-me Jesus! Eu o quero muito bem!...
   Chorando de comoção - diz o missionário - tomei-a em meus braços e segredei-lhe ao ouvido:
   - Filha, amanhã te darei Jesus...
   Sím, não podia deixar de atendê-la.
 
n.° 29
QUERO IR AONDE ESTÁ JESUS
   Um pastor protestante, inclinado já ao catolicismo, foi um dia com sua filhinha em visita à capital da Inglaterra. A menina contava apenas cinco anos.
   O pai levou-a primeiro a uma igreja católica e a atenção da pequena ficou muito tempo prêsa à lâmpada do Santíssimo.
   - Papai, - disse - para que aquela lampadazinha?
   - Filha, é para lembrar a presença de Jesus atrás daquela portinha dourada.
   - Papai, eu quero ver Jesus!
   - Filha, a porta está trancada e Ele está escondido debaixo de um véu, não o poderás ver...
   - Ah! papai, quanto eu quisera ver Jesus!...
   Saindo dali, entraram logo depois num templo protestante, onde não havia nem imagens, nem lâmpada nem sacrário.
   - Papai, por que não há lâmpada aqui?
   - Filhinha, é porque aqui não está Jesus.
   Desde aquêle dia a menina só falava na Igreja Católica.
   Nunca mais quis entrar num templo protestante, que para ela não tinha já nenhum atrativo. Perguntaram-lhe:
   - Aonde queres ir, então?
   - Quero ir onde está Jesus.
   O pastor ficou confundido e comovido. Compreendeu, como sua filha, que só se pode estar bem onde está Jesus. Havia de fazer-se católico, havia de abjurar sua seita e renunciar a uma renda de cem mil libras, de que vivia a sua família, e ver-se pobre de um dia para o outro.
   Não obstante, pai e mãe se converteram ao catolicismo, dizendo com sua filha: "Queremos estar onde está Jesus". 
 
Enviado por Victor
 
Tradição Católica em Vitória-ES
site: tradicaocatolicaes.t35.com
e-mail: tradicaocatolicaes@yahoo.com.br
tel.: 27 9913-1117
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O Milagre Eucarístico de Douai
Severiano Antonio de Oliveira - 2010/01/13
Um prodigioso fato presenciado por multidões de fiéis e relatado pelo Bispo de Cambrai, testemunha ocular.
 
Ano de 1267, domingo de Páscoa, entre 8 e 9 horas da manhã. Na cidade de Douai - norte da França, a meio caminho entre Amiens e Lille - o Pároco distribuía a Comunhão aos fiéis na igreja dos cônegos de Santo Amato.
 
De repente, sem saber como se dera o acidente, viu uma Hóstia no chão. Consternado, pôs-se logo de joelhos e estendeu a mão para recolher a sagrada Partícula. Mas eis que Ela, por si mesma, elevou-se da terra e foi colocar- se sobre o sanguinho (toalhinha de linho usada para enxugar o cálice da Missa). Enquanto seus olhos estavam piedosamente fixos na Santa Eucaristia, viu que ela se transformava em um encantador menino.
 
O celebrante deu um grito e chamou os Cônegos, os quais se encontravam no coro da igreja. Acorrendo à sua voz, estes perceberam, sobre a toalhinha sagrada, o menino cheio de vida. Os fiéis presentes foram chamados e todos, sem distinção, desfrutavam dessa celestial visão.
 
A aparição durou cerca de uma hora. Transcorrido esse tempo, desapareceu o Menino, restando sobre o altar a branca Hóstia consagrada. Então o Pároco encerrou-a no tabernáculo e cada um dos felizes assistentes saiu publicando o milagre pela cidade e suas redondezas.
 
A notícia chegou aos ouvidos do Bispo de Cambrai, Dom Tomás de Cantimpré, que se dirigiu logo a Douai. Chegando à casa do Deão dos Cônegos, do qual era muito conhecido, perguntou-lhe se ele também poderia ver a Hóstia milagrosa. De pronto, este concordou e acompanhou o Prelado à igreja. Em pouco tempo reuniu-se lá uma numerosa multidão de fiéis, convocados pelo toque do sino.
 
O que segue abaixo é reprodução exata do relato do próprio Bispo, testemunha ocular dos fatos.
Narração do Bispo de Cambrai
Abre-se o sacrário. O povo aproxima- se. Logo após ser aberto o cibório, cada um começa a exclamar:
 
- Aqui está, eu O vejo!
 
- Eis aqui o meu Salvador!
 
Eu estava de pé, tomado de admiração: eu não via senão a forma de uma Hóstia muito alva, e, entretanto, minha consciência não me reprovava por nenhuma falta que pudesse impedir-me de ver, como os demais presentes, o Corpo sagrado.
 
Mas este pensamento não me inquietou durante longo tempo, pois logo também eu vi distintamente a face de Nosso Senhor Jesus Cristo na plenitude de sua idade. Sobre sua cabeça estava uma coroa de espinhos, e da fronte corriam duas gotas de sangue que desciam sobre cada lado do rosto. Pus-me instantaneamente de joelhos e, em prantos, O adorei.
 
Quando me levantei, não percebi mais nem a coroa de espinhos nem as gotas de sangue, mas vi uma face de homem, venerável além de tudo quanto se possa imaginar. Ela estava voltada para a direita, de modo que mal se podia ver o olho direito. O nariz era longo e reto, as sobrancelhas arqueadas, os olhos baixos e dulcíssimos. Uma longa cabeleira descia sobre os ombros. A barba, que nunca havia sido cortada, ondulava debaixo do queixo, e, perto da boca, a qual era muito graciosa, ela se adelgaçava, deixando de cada lado do queixo dois pequenos espaços sem pêlo, como acontece ordinariamente aos homens jovens que deixam crescer a barba desde a adolescência. A fronte era larga, as faces magras, e a cabeça, junto com o longo pescoço, inclinava-se ligeiramente.
 
Eis aí o retrato, e tal era a beleza dessa dulcíssima face.
 
Durante uma hora, os presentes viam o Salvador debaixo de formas diferentes: uns O viam estendido sobre a Cruz; outros, como vindo para julgar os homens; outros, enfim, em maior número, viam-no sob a forma de um menino.
Um milagre repetido durante vários dias
Não restou, infelizmente, nenhum outro relato de testemunha ocular do milagre. Mas o autor dos "Anais de Flandres", falecido em Lille no ano de 1626, informa que ele durou vários dias, renovando-se cada vez que a santa Hóstia era exposta. Todos quantos entravam na igreja presenciavam o prodígio.
 
E a miraculosa transfiguração continuava operando-se sob diferentes formas. Na opinião do Cônego Capelle, de Cambrai, mais provavelmente as almas puras contemplavam um Menino doce e gracioso; os pecadores viam Jesus crucificado; e aos hereges Nosso Senhor se mostrava com fisionomia de Juiz irritado.
Além do depoimento do Bispo de Cambrai, uma incontestável tradição atesta de forma categórica a veracidade desse fato milagroso. Em 1356 - um século após a aparição - celebrava- se já em Douai a festa do Santo Sacramento do Milagre, e o documento que a ela faz menção indica ser essa celebração um costume já antigo.
 
A Hóstia miraculosa, que recebeu as homenagens de tantas gerações de fiéis, foi conservada na igreja canonical de Santo Amato até a época da Revolução Francesa.
 
Em
1790 a basílica foi fechada e, três anos depois, entregue ao saque. Os vasos sagrados foram quebrados, e as relíquias lá existentes desde quase dez séculos foram consumidas pelas chamas. Alguns energúmenos atiraram- se contra o altar, quebraram o tabernáculo e abriram a teca de prata na qual se guardava a Hóstia do milagre.
 
Deus, porém, não permitiu este último sacrilégio: ela estava vazia, mãos piedosas haviam posto a salvo o augusto Sacramento.
********
 
A Eucaristia é o maior milagre
Pode o católico dar crédito a relatos de fatos maravilhosos, como esse ocorrido em Douai?
São Tomás diz que a Eucaristia é, em si mesma, o maior dos milagres operados por Deus. Outros teólogos afirmam ser ela "o milagre dos milagres", pois nela se verifica uma série de prodígios: a conversão de uma substância em outra substância, a presença de Jesus Cristo em vários lugares ao mesmo tempo, em todos os pontos do globo onde esteja uma Hóstia consagrada, etc.
Entretanto, somente a luz da Fé nos leva a crer na sagrada Eucaristia. Pois, quando o celebrante pronuncia as palavras da Consagração, esse milagre não se opera de modo visível. Nossos olhos humanos continuam vendo as aparências do pão e do vinho, e não Nosso Senhor Jesus Cristo realmente presente, em corpo, sangue, alma e divindade.
Com freqüência, porém, Deus se compraz em manifestar outras maravilhas complementares, para confirmar de modo sensível o milagre máximo operado sobre o Altar.
Assim, os inúmeros fatos prodigiosos relatados por historiadores idôneos constituem uma coroa de glória para o Santíssimo Sacramento. Além disso, servem para fortificar a Fé nas almas dos fiéis e excitá-los à adoração e ao reconhecimento em relação a Jesus Cristo, o qual, segundo expressão do Concílio de Trento: "prodigalizando as riquezas de seu amor no dom da Eucaristia, compraz-se ainda em fazê-la resplandece aos olhos de todos pelas numerosas maravilhas de seu Poder".
Vários teólogos de peso atribuem a esses milagres a importância de um argumento - secundário, mas apreciável - para a demonstração do dogma sobre a sagrada Eucaristia. Entre eles,
destaca-se o grande São Roberto Belarmino.
 
Foto: Vitral da Catedral de Dijon, França
(Revista Arautos do Evangelho, Out/2004, n. 34, p. 32-33)
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OUTRO MILAGRE
Por Severiano de Oliveira - 2009/11/24
 
Por ter muita fé, confiança e persistência, uma devota da Eucaristia obteve o que pedia. Exemplo para todos quantos querem ser ajudados. Haverá quem não o queira?
Paris, 31 de maio de 1725. Pelas ruas engalanadas do "Faubourg Saint-Antoine", seguia majestosa a procissão do Santíssimo Sacramento.
 
A certa altura, um acontecimento inesperado quebrou a solenidade do augusto evento. Na porta de uma casa, uma mulher visivelmente extenuada por alguma enfermidade desvencilhou- se das amigas que a sustentavam de pé e tentou ajoelhar-se diante do Deus Sacramentado que passava.
 
O resultado foi desastroso: caindo ao chão, viu-se ela reduzida à humilhante situação de ficar apoiando-se nos joelhos e nas mãos.
 
Indiferente a tudo, porém, fixando a branca Hóstia consagrada, ela suplicava em alta voz: "Senhor! Se quiserdes, podeis curar-me!" Algumas pessoas compassivas fizeram menção de ajudá-la, mas ela, sem lhes dar atenção, insistia: "Senhor, sois o mesmo Jesus que restituiu a saúde a tantos enfermos, durante vossa vida terrena. Perdoai meus pecados e serei curada!"
 
Vendo passar o Santíssimo Sacramento, ela começou a avançar de rastos, como podia, e não cessava de gritar: "Jesus Cristo, curai-me!"
 
- Coitada, é uma louca - comentavam alguns.
 
- Está embriagada... - sentenciavam Outros.
 
De uma ou outra maneira, todos os circunstantes mostravam-se escandalizados por esse espetáculo de uma mulher arrastando-se assim por terra e gritando sem parar. E a pressionavam para que se retirasse.
 
Mas nada foi capaz de detê-la: "Deixai- me livre de seguir meu Deus!" - respondia aos que a interpelavam. E continuou a avançar, repetindo aos brados sua súplica: "Senhor, perdoai meus pecados, e serei curada!"
 
Quem era a heróica protagonista dessa dramática cena que nos faz recordar vivamente diversos episódios dos Santos Evangelhos?
Fé recompensada
Era uma mulher cuja fé foi posta à prova de forma admirável e recompensada com um maravilhoso prodígio que comove e serve de exemplo para todos quantos dele tomam conhecimento.
 
Chamava-se Ana, tinha 45 anos, era esposa do mestre-marceneiro Delafosse, senhora de vida exemplar e piedade edificante. Há duas décadas, sofria de uma hemorragia que foi se agravando a ponto de os médicos julgarem tão inútil quanto perigoso prosseguir o tratamento.
 
Nos últimos meses, seu esgotamento não lhe permitia mais caminhar nem sequer de muletas. As dores tornavam- lhe insuportável a permanência no leito, e precisava ser carregada para sentar-se numa poltrona. Esse seu lamentável estado era público e notório no "Faubourg Saint-Antoine" e em vários outros bairros de Paris.
 
Reduzida a esse extremo, ela tomou a resolução de recorrer diretamente a Nosso Senhor Jesus Cristo no dia em que a procissão do Santíssimo Sacramento passaria diante de sua casa. Chegada a hora, pediu para ser levada até a porta. Lá permaneceu à espera, sustentada por duas caridosas amigas.
 
Quando uma delas lhe disse: "Está chegando o Santíssimo Sacramento", ela soltou-se de seus braços e tentou ajoelhar-se sozinha. Aí deu-se o comovente episódio narrado acima.
Persistência recompensada
Longe de se deixar abater pelos que a pressionavam para sair da procissão, Ana Delafosse sentiu-se de repente fortalecida e conseguiu pôr-se de pé. Então, gritou com voz mais forte ainda: "Senhor, concedei-me a graça de entrar na vossa igreja, e serei curada!" Isto dito, pediu àquelas que a amparavam para soltá-la, pois queria caminhar sozinha.
 
Estupefação geral! Todos a viram andar no meio da multidão. Sem socorro de ninguém, mas perdendo uma grande quantidade de sangue, ela continuou caminhando até a igreja paroquial de Santa Margarida, ponto terminal da procissão.
 
Diante da porta da igreja, Ana Delaffose intensificou suas preces: "Senhor! Não permitais que eu entre no lugar santo sem estar plenamente curada!"
 
Os circunstantes observavam com crescente respeito e admiração essa mulher tão sofredora, tão confiante e ousada em suas súplicas.
 
No exato momento em que transpôs o umbral do templo sagrado, ela sentiu secar-se a fonte da hemorragia. Sem ajuda de pessoa alguma - ora de pé, ora de joelhos - assistiu à longa Missa solene durante cerca de duas horas. Depois se aproximou do sacrário e ficou rezando mais algum tempo diante de Jesus Sacramentado.
 
Quando, por fim, retornou à sua casa - caminhando com toda normalidade, sem qualquer auxílio - foi acompanhada de uma grande multidão, que louvava a Deus por ter dado aos pobres mortais uma tão eloqüente prova de seu poder e de sua bondade.
 
Lá chegando, a feliz Ana não pôde conter um sorriso ao ver que estavam à porta alguns parentes, com uma poltrona, prontos a carregá-la para sua cama de enferma incurável... Não tendo presenciado o milagre, não conseguiam esconder seu espanto ao verem-na subir a escada e caminhar pela casa como se nunca houvesse estado doente.
Testemunhas insuspeitas
A notícia do prodígio espalhou-se por toda a cidade. Um dos primeiros a dele tomar conhecimento foi o Dr. Prouhet, cirurgião que dela havia tratado durante quinze anos seguidos. "Não acredito, a menos que eu mesmo a veja caminhando", afirmou. E foi no mesmo dia verificar com seus próprios olhos. Vendo-o entrar na casa, sua ex-cliente levantou-se e foi ao seu encontro, dizendo:
 
- Meu caro Doutor, um médico muito mais poderoso do que vós acaba de me curar!
 
Emocionado, o experiente cirurgião não mais duvidou do milagre, após ver a mulher descer com ele a escada e acompanhá-lo até a porta de saída, movimentando-se com a agilidade de uma jovem saudável.
 
Dois ilustres contemporâneos deixaram registrados seus insuspeitos depoimentos.
 
O advogado Barbier anotou em suas memórias: "Tivemos em Paris, na procissão de Corpus Christi, um milagre tão autêntico que até eu vejo-me obrigado a nele crer, o que não é pouca coisa" (Diário de Barbier, tomo I, p. 119).
 
E o ímpio Voltaire, tendo testemunhado o fato, depôs favoravelmente na investigação promovida pela autoridade
Fachada da Igreja de Santa Margarida, em Paris,onde Ana
Delafosse foi miraculosamente curada
eclesiástica. Escreve ele, numa carta a Madame de Bernières: "O milagre do ‘Faubourg Saint-Antoine deu-me um pequeno verniz de devoção. Fui citado no decreto. Fui convidado para o Te Deum cantado em ação de graças pela cura da Sra. Delafosse".
Pronunciamento da autoridade eclesiástica
Tomando conhecimento do extraordinário acontecimento, o Arcebispo de Paris, Cardeal Noailles, promoveu logo um inquérito. As informações e depoimentos de sessenta testemunhas conduziram à constatação da inegável veracidade do fato: a Sra. Delafosse, sofrendo de uma moléstia que se agravava a cada dia, de tratamento já não só inútil mas até mesmo perigoso, ficou num instante inteiramente curada, a ponto de parecer ter gozado sempre de perfeita saúde.
 
Não havendo, pois, como pôr em dúvida esses fatos, o Cardeal-Arcebispo Noailles emitiu um decreto de reconhecimento do milagre. E determinou que todos os anos, no domingo da oitava da festa de Corpus Christi, se realizasse uma comemoração litúrgica na Igreja de Santa Margarida.
(Revista Arautos do Evangelho, Janeiro/2005, n. 37, p. 32-33)


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