Patrick Glynn: De ateu que era, tornou-se homem de fé - Ateu prova que Deus Existe
 
 
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Ateismo
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Postado em: 13/12/09 às 08:02:19 por: James
Categoria: Ateismo
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A descoberta da fé:

Em síntese: O autor do livro é Ph. D., formado em Harvard (U.S.A.) e Cambridge (Inglaterra). De ateu que era, tornou-se homem de fé, guiado pela evidência da verdade que seus estudos lhe propiciaram, ao pesquisar a grandeza e harmonia do universo, o psiquismo humano feito para os valores transcendentais e o vazio da sociedade que, sem fé, procura prazer nas drogas e no abuso da sexualidade. Patrick Glynn enuncia os dados da ciência que o levaram a descobrir e reconhecer a existência de Deus.


* * *

Patrick Glynn é Diretor Associado e Acadêmico residente da George Washington University Institute for Communitarian Policy Studies em Washington, DC. Estudou Literatura, Filosofia e História em Harvard e Cambridge, chegando ao título de Ph. D. Escreveu o livro "Deus. A Evidência. A Reconciliação entre a Fé e a Razão no Mundo atual"[1], livro em que apresenta quatro razões que o levaram a passar da incredulidade para a fé:

- os físicos descobrem uma ordem inexplicável no universo;

- os médicos relatam o poder de cura da oração;

- as experiências no limiar da morte mostram aos psicólogos que a fé estimula a saúde mental;

- os sociólogos reconhecem as conseqüências deletérias de uma sociedade desprovida de valores espirituais.

O livro é altamente interessante, vista a sinceridade com que o autor aborda as relações entre a ciência e a fé; a própria evidência decorrente de sérios estudos levou o autor por si mesmo a professar a fé em Deus. Nas páginas que se seguem, apresentaremos alguns dos dados que P. Glynn propõe como persuasivos de que a fé não está ligada à ignorância e o ateísmo não é uma característica necessária do cientista.

1. "Um Universo nem tão aleatório"

Tal é o título do capítulo 1º, no qual Patrick Glynn se associa aos físicos que afirmam "o princípio antrópico", a saber: "as inúmeras leis da Física foram orquestradas ordenadamente desde o início do universo até o aparecimento do homem; o universo em que habitamos aparenta ser explicitamente planejado para o surgimento dos seres humanos" (p. 29). "Brandon Carter e outros cientistas descobriram uma série de misteriosas coincidências ou acidentes de sorte no universo, cujo único denominador comum era preparar o aparecimento do homem. A mais leve alteração das forças fundamentais da Física - gravidade, eletromagnetismo, a sólida energia nuclear ou a fraca energia nuclear - teria como resultado um universo irreconhecível: universo formado de hélio, sem prótons ou átomos, sem estrelas, universo que desmoronaria sobre si mesmo antes dos primeiros momentos de sua existência. Modificar as proporções exatas da massa das partículas subatômicas em relação umas às outras traria efeitos semelhantes. Mesmo a base da vida, como carbono e água, depende de uma fina sintonia extraordinária em nível subatômico, coincidências estranhas nos valores, para as quais os físicos não possuem explicação" (p 334). Patrick Glynn apresenta alguns exemplos dessa fina sintonia sem a qual não haveria o universo:

"A gravidade é cerca de 1039 vezes mais fraca que a força eletromagnética. Se a gravidade fosse 1033 vezes mais fraca, as estrelas teriam um bilhão de vezes menos massa e queimariam um milhão de vezes mais rápido.

A fraca energia nuclear tem 1028 vezes a força da gravidade. Se a fraca energia nuclear fosse levemente mais fraca, todo o hidrogênio no universo se teria transformado em hélio (impossibilitando a existência de água, por exemplo).

Uma forte energia nuclear (de 2%) teria impedido a formação dos prótons, produzindo um universo sem átomos. Decrescendo seu valor em 5%, teríamos um universo sem estrelas.

Se a diferença em massa entre um próton e um nêutron não fosse exatamente a que é - cerca de duas vezes a massa de um elétron -, então todos os nêutrons se transformariam em prótons e vice-versa. E diríamos 'adeuzinho' à química como a conhecemos - e à vida.

A natureza propriamente dita da água - tão vital para a vida - é algo misterioso... A água, única entre as moléculas, é mais leve em estado sólido que em estado líquido: o gelo flutua. Se isso não acontecesse, os oceanos congelariam de baixo para cima e a Terra, agora, estaria coberta de gelo sólido. Por sua vez, essa propriedade pode ser atribuída a propriedades exclusivas do átomo de hidrogênio.

A síntese do carbono - o núcleo vital de todas as moléculas orgânicas - em uma escala de importância, envolve aquilo que os cientistas denominam uma 'estarrecedora' coincidência na proporção da energia forte (strong force) para o eletromagnetismo. Essa proporção permite ao Carbono 12 atingir um estado estimulado de exatidão da ordem de 7,65 MeV na temperatura típica do centro das estrelas, o que cria uma ressonância que envolve o Hélio 4, o Berilo 8 e o Carbono 12, possibilitando a ligação necessária que ocorre durante uma janela diminuta de oportunidade, que dura 10E-17 segundos" (p. 35).

Comenta Patrick Glynn:

"A profundidade do mistério envolvido aqui foi apresentada da melhor maneira pelo astrônomo Fred Hoyle, um antigo propositor da teoria do estado estático:

'Tudo o que vemos no universo de observações e fatos, em oposição ao estado mental dos esquemas e suposições, permanece inexplicado. E mesmo em seu supostamente primeiro segundo, o universo em si não é casual. Isso quer dizer que o universo precisa saber com antecedência o que irá acontecer antes de saber como iniciar a si próprio. Porque, de acordo com a Teoria do Big-Bang, por exemplo, em um período de 10E-43 segundos o universo precisa saber quantos tipos de neutrino irão existir no período de 1 segundo. Isso funciona de modo a iniciar a expansão na taxa exata para adequar-se ao número final de tipos de neutrino'.

O conceito de Hoyle sobre a necessidade do universo em 'saber com antecedência' resultados que viriam posteriormente, captou a profundidade do mistério. A sintonia fina de valores e proporções aparentemente heterogêneos, necessários para ir do Big-Bang à vida conforme a conhecemos, envolve uma coordenação intrincada sobre amplas diferenças na escala - desde o nível intergalático ao subatômico -, e através de sistemas de tempo de vários bilhões de anos" (p. 36).

Ora, isto tudo aponta para a Inteligência Criadora.

2. As manifestações da psyché humana

O cap. 2º do livro trata da influência da fé e dos valores religiosos no comportamento humano, influência averiguada pela Psicologia Contemporânea; longe de causar alienação, a fé bem atendida (não crendice nem superstição) contribui poderosamente para estruturar sadiamente a personalidade. - Eis o que afirma Patrick Glynn:

"O Fator 'Fé'

Na raiz da psicologia moderna encontrava-se uma ambição digna do Dr. Fausto: substituir a compreensão da religião tradicional por um mecanismo totalmente novo, 'livre de valores', devido à vida mental baseada completamente na ciência. Essa ambição foi anunciada há tempos, no século XVII, por Thomas Hobbes - o primeiro pensador moderno a tentar aplicar os métodos das novas ciências físicas às vidas social e mental. ("A negação da alma", por Hobbes, valeu-lhe ampla condenação como ateísta).

Os comentários de Freud sobre religião e ciência consistiram simplesmente em uma declaração repetida desse tema moderno e original do Iluminismo. Mas, com a proximidade dos ventos do século XX, o paradigma psicológico moderno, após a fase de ruptura com a Igreja, é um estado de colapso intelectual. Longe de confirmarem as diversas teorias modernas sobre a vida mental, décadas de pesquisa e prática clínica demonstraram, na verdade, com freqüência, a impossibilidade de formular uma visão coerente da vida humana sem moral nem horizonte religioso. De forma lenta, mas acertada, a psicologia moderna encontra-se tardiamente redescobrindo a alma.

Tomemos a própria pesquisa sobre a crença religiosa. O veredicto, aqui, é avassalador. Fica difícil encontrar uma relação de interdependência mais consistente entre a saúde mental e a sólida fé religiosa. Eis alguns exemplos da descoberta:

Suicídio - Em 1972 um estudo amplo descobriu que as pessoas que não frequentavam igrejas tinham quatro vezes mais probabilidade de cometer suicídio que os participantes mais freqüentes. Um exame de doze estudos sobre a relação entre o compromisso religioso e o suicídio encontrou uma correlação negativa em todos os doze casos. Descobriu-se que a ausência no comparecimento à igreja aumenta os índices de suicídio.

Vício em Drogas - Estudos numerosos mostraram uma correlação inversa entre o compromisso religioso e o vicio em drogas. Um levantamento com cerca de 14.000 jovens descobriu que o vício varia na proporção direta da força do compromisso religioso, sendo que os jovens religiosamente mais conservadores são os que apresentam as menores taxas de vício. Os autores concluíram que a religião era a melhor forma de coibir os padrões de vício.

Alcoolismo - Diversos estudos descobriram que o alcoolismo é muito maior entre aqueles com pouco ou nenhum compromisso religioso. Um estudo descobriu que aproximadamente 90% dos alcoólatras perderam o interesse na religião em sua juventude.

Depressão e Estresse - Vários estudos descobriram que altos índices de compromisso religioso encontram-se relacionados a níveis mais baixos de depressão, de estresse e maior aptidão para lidar com o estresse. Pessoas religiosas apresentam uma recuperação de cirurgia mais rápida que os ateus e agnósticos.

Divórcio - Muitos estudos encontraram uma sólida correlação inversa entre a freqüência em igreja e o divórcio.

Satisfação Matrimonial e Sexual - Um estudo de 1978 descobriu que o comparecimento à igreja previa satisfação matrimonial de modo mais eficaz que outra variável. Casais em matrimônio de longa duração, que passaram pela pesquisa em outros estudos, relacionaram a religião como uma das 'prescrições' mais importantes para um casamento feliz. O mais extraordinário: uma análise de dados partindo de uma pesquisa maciça entre leitores da revista "Redbook" nos anos setenta descobriu que 'várias mulheres religiosas relataram uma maior felicidade e satisfação com o sexo matrimonial do que as mulheres de prática religiosa moderada ou sem prática religiosa'. Assim, as pessoas religiosas, de forma exata, parecem desfrutar mais do sexo matrimonial!

Felicidade e Bem-Estar Psicológico no Âmbito Geral - Aqueles que professam uma fé de modo mais sólido relatam maior felicidade no âmbito geral, bem como satisfação com a vida. Em uma pesquisa do Instituto Gallup, os entrevistados com sólido compromisso religioso concordavam duas vezes mais em que 'Minha fé religiosa é a influência mais importante em minha vida' do que aqueles com um mínimo de compromisso espiritual, para descreverem a si mesmos como 'muito felizes'.

Para termos certeza, existem exceções para toda a regra, e sem dúvida podemos encontrar casos em que perspectivas extremadas sobre a religião encontram-se ligados à psicopatologia. Mas as estatísticas formam uma declaração poderosa sobre as condições típicas da humanidade. Para resumir; se a religião é uma 'neurose obsessiva devemos esperar que sejamos todos 'neuróticos' dessa maneira" (pp. 60-63).

O autor volta-se para outro traço do comportamento humano estritamente relacionado com os valores religiosos:

"Uma Vida sem Valores

Interessante verificar que os dados que relacionam o compromisso religioso com o bem-estar mental são refletidos com crescente evidência por uma avassaladora relação entre conduta lasciva e vida infeliz, ou aquilo que podemos chamar; em uma linguagem mais franca, pecado e angústia. Um dos exemplos mais notáveis vem de "The New Harvard Guide to Psychiatry" (que não é um texto religioso), publicado em 1988. Em um capítulo sobre adolescentes, o editor, professor psiquiatra da Escola Médica de Harvard, colocou em pormenores algumas das conseqüências perniciosas, sobre a psicologia e a saúde, da revolução sexual e da promiscuidade entre os jovens dos anos sessenta, setenta e oitenta:

'Muitos dos que trabalharam com adolescentes durante a última década têm percebido que a liberdade sexual não tem levado, de forma alguma, a maiores prazeres ou a relações mais consistentes entre os sexos, ou a uma libertação estimulante das inibições asfixiantes. A experiência clínica tem mostrado que a permissividade leva, com freqüência, a relacionamentos vazios, a um sentimento de desrespeito a si próprio e inutilidade, epidemia de doenças venéreas, um rápido aumento dos índices de gravidez não desejada. Os clínicos que trabalham com estudantes de Faculdades começaram a comentar esses efeitos já há vinte anos. Notaram que os estudantes que se encontravam dentro dessa nova liberdade sexual achavam-na insatisfatória e sem sentido... Um estudo mais recente com estudantes normais de Faculdades (que não se encontram sob os cuidados de um psiquiatra) revelou que, embora seu comportamento sexual de modo geral parecesse uma tentativa desesperada de superar um sentimento profundo de solidão, descreveram seus relacionamentos sexuais como menos do que satisfatórios e proporcionando pouco da proximidade emocional que desejavam... descreveram sentimentos difusos de culpa e a preocupação de que estivessem usando outras pessoas e também sendo utilizados como objetos sexuais'" (pp. 63s).

Mais adiante conclui o autor:

"A psicologia moderna no final do século XX, longe de substituir a religião, parece reconciliar-se com ela - importando para dentro da teoria psicológica muitas das idéias religiosas e categorias morais que haviam sido banidas como vestígios de uma visão do mundo obsoleta e não científica. Claro que existiu sempre um elemento alternativo de raciocínio entre os teóricos da psicologia bem menos hostil à religião do que Freud era. As diferenças entre Jung e seu antigo mentor a respeito desse tema são bem conhecidas. 'Dentre todos os meus pacientes na segunda metade da minha vida', observou Jung em 1932, '...não houve nenhum cujo problema, em último recurso, não fosse encontrar uma perspectiva religiosa para a vida. É seguro dizer que cada um deles se sentia doente por ter perdido aquilo que as religiões vivas de cada era têm dado a seus seguidores e nenhum deles curou-se de verdade sem ter recuperado sua perspectiva religiosa'. Jung exerceu papel indireto na criação dos Alcoólicos Anónimos, entre os quais o reconhecimento de um 'Poder Superior' forma um alicerce central do mais famoso tratamento de êxito para o alcoolismo. Frich Fromm era um agnóstico, com uma visão bem menos crítica da religião, que absorveu importantes conceitos religiosos em sua teoria da personalidade - em especial, a idéia do ágape ou do amor incondicional, no Novo Testamento. Viktor Frankl, sobrevivente de Auschwitz, formulou uma marca registrada de terapia existencial que incorporava os conceitos espirituais na terapia, por meio de um estilo exclusivo. Seu livro "Man 's Search for Meaning" foi um dos mais populares do século. Durante os anos setenta, Abraham Maslow foi o pioneiro da investigação psicológica das experiências místicas ou 'de pico' - tratando-as não como instâncias de um 'narcisismo primário', como Freud teria feito, mas como manifestações de uma forma superior de consciência" (pp. 66s).

E ainda a respeito da psicanálise freudiana:

"Um número crescente de psicólogos e psiquiatras começa a reconhecer os dados que mostram o forte elo positivo entre o compromisso religioso e a saúde mental. 'Enquanto Freud repudiava a religião, julgando-a algo pouco mais do que uma ilusão neurótica, o critério que está surgindo na psicologia é que pelo menos algumas variedades de experiência religiosa se mostram benéficas à saúde mental', publicou em 1991 o New York Tímes. 'O resultado é que um número crescente de psicólogos está descobrindo a religião, se não em sua vida particular, pelo menos em seus dados. O que antes, na melhor das hipóteses, era um tópico que não se adaptava à psicologia, renasceu como uma evidência respeitável para a pesquisa cientifica'.

Paralelamente a esses desenvolvimentos, surgiu uma modificação institucional. O uso da psicanálise tradicional encontra-se em declínio, em parte pela redução na confiança de sua eficiência, em parte porque os seguradores ficaram menos dispostos a pagar pelos tratamentos demorados que acarretam. Enquanto isso, uma das maiores fontes de desenvolvimento na indústria da saúde mental surgiu nos assim chamados Conselhos Cristãos das Congregações - patrocinados pela Igreja e com uma orientação religiosa; esses centros de conselho misturam explicitamente técnicas da psicoterapia secular aos temas religiosos. Uma das maiores organizações que oferecem terapia com orientação religiosa, a "New Life" atua hoje em setenta clínicas em cinqüenta cidades dos Estados Unidos. A Associação Norte-Americana de Consultores Cristãos, uma organização formada por terapeutas, em sua maioria protestantes, passou de 751 membros em 1991 para mais de 14.000 em 1995. 'Alguns dos maiores entusiastas defendem que o Conselho seja dirigido de modo espiritual', escreve o psicólogo Lewis Andres; 'São médicos e executivos de seguradoras que acreditam no poder da fé para ajudar muitos pacientes a lidar com doenças que ameaçam sua vida'.

Em resumo, a preocupação do meio do século XX de que a psicologia moderna suplantaria a religião não vingou" (p. 68).

3. A Fé e os Médicos

O capítulo 3º do livro tem o título acima. Aborda as relações entre fé e saúde física e psíquica. São palavras de P. Glynn:

"Conectados pela Oração

Algumas das descobertas mais interessantes que surgiram desta nova pesquisa estão relacionadas com os benefícios da oração. Claro que a oração não tem lugar no paradigma freudiano. De modo geral, não se trata de algo que tem seu lugar no consultório do médico moderno...

Contudo, os dados mostram que a oração desempenha função importante na vida da vasta maioria dos norte-americanos. Diversas pesquisas de opinião pública indicaram que mais de 90% das mulheres e 85% dos homens fazem orações. Mais de três quartos dos norte-americanos fazem orações pelo menos uma vez por semana, e cerca de 60%, uma vez ao dia. De modo paradoxal, mesmo entre os 13% da população que se descreve como ateísta ou agnóstica, uma entre cinco pessoas afirmaram rezar diariamente. E em uma pesquisa do Gallup, patrocinada pela "Time", 95% responderam 'sim' à seguinte pergunta: 'Suas orações já foram atendidas alguma vez?'

Será que nós, os 95% de norte-americanos que acreditam que alguma vez nossas preces foram atendidas, estamos sofrendo de alucinação coletiva? Em caso afirmativo, a pesquisa médica mostra que isso é uma das mais benéficas alucinações que uma pessoa possa ter. A oração vem produzindo benefícios enormes, tanto em escala macroscópica quanto microscópica. Ou seja, as pesquisas de opinião mostram, de maneira consistente, uma sólida relação entre a oração frequente e o bem-estar relatado pelas pessoas. E a pesquisa de laboratório revelou uma conexão entre determinados estados meditativos ou de devoção e os melhoramentos nos indicadores fisiológicos e na saúde geral" (pp. 77s).

O capítulo 4º do livro, intitulado "Insinuações de Imortalidade", trata dos relatos de pessoas que estiveram em coma profundo e recuperaram lucidez de mente. Tal assunto já foi abordado em PR 447/1999, pp. 367-375; os relatos atestam que os pacientes entrevistados acreditam numa vida póstuma e a imaginam suave e feliz; todavia não se pode, por causa disso, dizer que o além é precisamente aquilo que tais pacientes descreveram; é, antes, o indizível.

4. Conclusão

O livro de Patrick Glynn demonstra que o elemento religioso não é algo de acidental ou momentâneo para o ser humano, mas é um fator constitutivo ou integrante de qualquer personalidade. O capítulo 1º do livro vem corroborar, em termos de ciência moderna, a quinta via de S. Tomás de Aquino, que, para provar a existência de Deus, parte da ordem existente no universo. Os demais capítulos reforçam o argumento antropológico, que se fundamenta na estrutura e nas aspirações inatas do psiquismo humano. Ver nosso Curso de Filosofia, Módulos 43, 44 e 45.

A obra de P. Glynn vem a ser um marco na história do pensamento, pois dissipa muitos preconceitos nocivos à cultura humana. "Por 150 anos, os cientistas mantiveram-se presos ao estreito paradigma ateístico, mas em quatro áreas significativas tal paradigma está-se partindo como gelo na primavera" (Michael Novak, nas orelhas do livro).


Nota:

[1] Tradução de Pedro Marcelo Sã de Oliveira e Giorgio Oronato Capelli. - Ed. Madras, Rua Paulo Gonçalves 88, 02403-020 São Paulo (SP), 140 x 210 mm, 190 pp.

Autor: d. Estêvão Bettencourt
Fonte: PR 451 - pp. 566-573
Tradução:



Fonte Extraída do site:
http://www.sinaisdostempos.org/ateus/aevidenciadeDeus.htm





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