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Artigo N.º 6371 - Jesus e as crianças
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Postado em: 08/10/10 às 16:46:24 por: James
Categoria: Artigos
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As crianças vivem hoje imersas em mil dificuldades, rodeadas por um ambiente hostil que não as encoraja a serem o que Deus quer delas. Nessas circunstâncias, torna-se ainda mais necessário antecipar a idade da Primeira Comunhão.

Cardeal Antonio Cañizares Llovera
Prefeito da Congregação para o Culto Divino
e a Disciplina dos Sacramentos

Completam-se hoje cem anos do decreto Quam singulari, pelo qual Pio X - seguindo fielmente os ensinamentos dos concílios Lateranense e Tridentino - determinou que as crianças fizessem a Primeira Comunhão e a Primeira Confissão na idade do uso da razão, isto é, cerca dos sete anos. Dessa norma decorria uma mudança muito importante na prática pastoral e na concepção corrente da época, as quais, por motivos vários, haviam retardado esse acontecimento tão fundamental para o homem.

Predileção de Jesus pelos pequeninos

Através desse decreto, Pio X, o grande e santo Papa da piedade e da participação eucarística, com o desejo de renovação eclesial que inspirou seu pontificado, ensinou a toda a Igreja o senso, o momento, o valor e a centralidade da Santa Comunhão para a vida de todos os batizados, inclusive das crianças. Ao mesmo tempo, sublinhava e recordava a todos o amor e a predileção de Jesus pelos pequeninos, pois, além de fazer-Se Ele mesmo Menino, manifestou com gestos e palavras seu amor para com os pequeninos, a ponto de dizer: "Se não vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos Céus". "Deixai vir a Mim os pequeninos e não os impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se lhes assemelham". Eles são sempre amigos muito especiais do Senhor.

O melhor e maior dom de Jesus

Com igual predileção e afetuoso olhar, com a mesma atenção e particular solicitude, a Igreja olha e acompanha as crianças, por elas se interessa e preocupa. Mãe amorosa, ela deseja que os seus filhos pequenos, os primeiros no Reino dos Céus, participem logo, com a devida disposição, do melhor e maior dom que Jesus nos deixou em memória sua: seu Corpo e seu Sangue, o Pão da Vida. Graças à santa Comunhão, Jesus em pessoa, Filho único de Deus, entra na vida de quem O recebe e faz nele sua morada.

Não há amor maior, nem mais excepcional presente. É este um dom de amor mais valioso do que qualquer outro, na vida de todo homem. Estar com o Senhor; que o Senhor esteja em nós, no nosso interior; que Ele nos alimente e nos sacie, nos tome pela mão e nos guie; que nos vivifique e nos mantenha fiéis na comunhão e na amizade com Ele: isto é sem dúvida o mais excelente, agradável e jubiloso que pode nos acontecer. Como, pois, retardar esse encontro de Jesus com as crianças, seus melhores amigos, com aqueles que são particularmente amados por Deus Pai, objeto de atenções especiais da Igreja, mãe santa?

A Primeira Comunhão das crianças é como o início de um caminho junto com Jesus, em comunhão com Ele: começo de uma amizade destinada a durar e a fortalecer-se durante toda a vida com Ele; princípio de uma caminhada para que com Jesus, unidos sem nos separarmos, prossigamos bem e a vida se torne boa e alegre; com Ele dentro de nós, possamos ser com certeza melhores. Sua presença entre nós e conosco é luz, vida e sustento no trajeto. O encontro com Jesus é a força de que precisamos para viver com alegria e esperança.

Antecipar a Primeira Comunhão é hoje ainda mais necessário

Não podemos, retardando a Primeira Comunhão, privar as crianças - a alma e o espírito das crianças - dessa graça, ação e presença de Jesus, desse encontro de amizade com Ele, dessa singular participação do próprio Jesus e desse celestial alimento para poderem desenvolver-se e chegar à plenitude. Todos, especialmente as crianças, têm necessidade do Pão do Céu, pois também a alma precisa nutrir-se, e não bastam nossas conquistas, a ciência, as técnicas, por mais importantes que sejam. Temos necessidade de Cristo para crescer e maturar em nossas vidas.

Isto é ainda mais importante em nossa época, e sobretudo, para as crianças cuja grandeza, pureza, simplicidade, "santidade", inclinação para Deus e amor que os caracterizam são com frequência, infelizmente, manipulados e destruídos. As crianças vivem imersas em mil dificuldades, rodeadas por um ambiente difícil que não as encoraja a serem o que Deus quer delas; muitas são vítimas da crise da família. Nessas circunstâncias, são-lhes ainda mais necessários o encontro, a amizade, a união com Jesus, sua presença e sua força. Graças à sua alma imaculada e aberta, são elas que, sem dúvida, estão melhor dispostas a esse encontro.

O centenário do decreto Quam singulari é uma providencial oportunidade para recordar e insistir em que as crianças recebam a Primeira Comunhão ao atingir a idade do uso da razão, a qual hoje parece mesmo ter-se antecipado. Não é, portanto, recomendável a práxis que se está introduzindo cada vez mais, de elevar a idade da Primeira Comunhão. Pelo contrário, é ainda mais necessário antecipá-la. À vista de tudo quanto vem acontecendo com as crianças e do ambiente hostil no qual crescem, não os privemos do dom de Deus: ele pode ser, é a garantia de seu crescimento como filhos de Deus, gerados pelos Sacramentos da iniciação cristã no seio da santa mãe Igreja. A graça do dom de Deus é mais poderosa que nossas obras, nossos planos e programas.

Nova e vigorosa pastoral de iniciação cristã

Quando Pio X antecipou a idade da Primeira Comunhão, insistiu também na necessidade de uma boa formação, de uma boa catequese. Devemos hoje aliar a essa antecipação da idade uma nova e vigorosa pastoral de iniciação cristã. As linhas estabelecidas pelo Catecismo da Igreja Católica, pelo Diretório Geral para a catequese e pelo Diretório para Missas com crianças são guia imprescindível nesta pastoral nova ou renovada da iniciação cristã, tão fundamental para o futuro da Igreja, a mãe que, ajudada pela graça do Espírito Santo, gera e faz seus filhos desenvolverem-se por meio dos Sacramentos da iniciação, a catequese e toda a ação pastoral a ela associada.

Não fechemos, portanto, os ouvidos às palavras de Jesus: "Deixai vir a Mim os pequeninos e não os impeçais". Ele quer estar neles e com eles, porque "o Reino de Deus é daqueles que se lhes assemelham".

(Publicado em LOsservatore Romano, 8/8/2010 - Tradução: Arautos do Evangelho)


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