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Artigo N.º 7061 - Vantagens da perfeita castidade para o apostolado
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Visto: 2405
Postado em: 10/01/11 às 12:41:31 por: James
Categoria: Artigos
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No prefácio deste livro encontra-se a seguinte observação: "Este livro foi composto, especialmente, para as almas religiosas. Parece-nos todavia, que ele pode ser lido e meditado, com proveito, por toda a alma desejosa de viver em toda a delicadeza, seja qual for a vocação que a Providência lhe tenha feito sentir".

"Os apóstolos não se contentaram com irem ter com Jesus na montanha em que Ele lhes tinha prometido aparecer; mas com as suas palavras e com os seus exemplos, eles levaram-Lhe grande multidão: o que eu devo imitar tanto quando puder, procurando a salvação do meu próximo para glória de Deus". (B.L.Marillac)


Toda a alma que "segue Jesus Cristo" sente-se imediatamente invadida pela chama apostólica, de tal forma que São Bernardo ensina que "a pureza consiste em procurar a glória de Deus e o bem do próximo". Ora, a castidade torna maravilhosamente apta a exercer:


I- O Apostolado de mediação.
II- O Apostolado de ação.


I- A castidade e o apostolado de mediação


"Entre Deus e os homens não há senão um mediador, Cristo Jesus" (I Tim., II, 5); "Ele tem todo o poder sobre os corações; maneja-os e movimenta-os como Lhe apraz" (Santa Teresa). Mas "cada um de nós recebeu, dado por Deus, o encargo do seu próximo" (Ecl., XVII, 12), e um santo doutor adverte-nos de que "temos primeiro de nos ocupar da nossa salvação, e depois de dar conta do mundo inteiro" (São João Crisóstomo).


Escutemos este queixume do Senhor: "Procurei quem Me barrasse a passagem como uma sebe, que se conservasse a passagem para Me deter, quem tomasse a defesa deste povo; não o encontrei, e lancei sobre eles a Minha indignação" (Ezequiel, XXII, 30,31). As virgens conhecem esta missão, e "como não se trata de deixar arrancar uma erva sem preço ou perecer uma flor caduca, mas da salvação de uma alma, imagem de Deus" (São Gregório de Nazianzo), elas "procuram tornar-se, tanto quanto podem, um bem comum a todos" (Bossuet), para os ganhar e os conservar em Jesus Cristo.


Elas começam pela oração. O Salvador disse um dia a Santa Catarina de Sena: "Eu quero estabelecer misericórdia no mundo, une-te às santas almas para orar". Do alto de uma vida liberta dos cuidados e tribulações do século, distingue-se melhor o que falta ao culto de Deus, compreende-se a indigência das almas menos privilegiadas, sente-se a necessidade de dar, com a própria vida, compensação à divina Majestade, uma esmola à humana miséria.


As virgens a quem "o amor levou para além das coisas" (Ruysbroeck) lembram aquelas crateras extintas que, tendo primeiro expelido as suas impurezas de lava e de escória, se encheram das águas do céu, e formaram assim aqueles belos lagos das montanhas que se espalham pelo vale para lhe levarem a fertilidade e a vida " (Mons. Baunard). Estão incessantemente ocupadas em encher-se de Deus para o darem ao mundo e "as suas súplicas transportam o universo" (São Jerônimo).


A expiação continua esta grande obra. Porque cultiva a Igreja as virgens com tanto amor? Ah! é a dízima sagrada do mais puro dos seus bens que ela oferece a Cristo, seu esposo; é o supremo recurso do seu coração desolado com as prevaricações dos maus. Ela ergueu no estado de virgindade "aquela montanha santa, em que se amontoam as graças, em que Deus se compraz em residir" (Salmo LXVII, 16-17), e de onde parte o perpétuo sacrifício que se une ao dos nossos altares para deter no caminho a cólera divina.


As virginais intervenções conjuram "aquelas tempestades com que o céu precisa por vezes de descarregar. Ele não poupa a terra senão por consideração para com elas. Deus aplaca-Se, ao vê-las, como um pai que vê os seus filhos entre os seus inimigos e suspende a sua mão" (Bossuet). O véu de Santa Águeda possuía o dom de extinguir os incêndios; "quando as cóleras de Deus se amontoam em nuvens de fogo sobre as nossas cabeças, as virgens estendem também os seus véus sagrados, e as cóleras divinas aplacam-se" (Mons. Berteaud). Somos nós suficientemente puras para esta missão redentora?


II- A castidade e o apostolado de ação


"O amor não pode estar inativo; ele está ansioso por agir; é uma atividade divina e eterna" (Ruysbroeck). Muitas consagradas não têm à sua disposição, para alimentar este fogo de zelo, senão a prece e a imolação. Quantas vezes elas ouviram dizer a bocas autorizadas, para sua consolação, que Santa Teresa nos seus claustros e com as suas orações converteu tantas almas como São Francisco Xavier com as suas pregações. As religiosas a quem os seus ministérios retêm no mundo têm ainda o recurso do exemplo e da dedicação.


"A melhor maneira de pregar é pregar com o exemplo" (Bossuet). Uma palavra pode ser proferida fora de propósito, mal julgada ou depressa esquecida. Que poder tem o exemplo perseverante! Dizia São Matias: "Quando alguém faz mal perto de um cristão, é preciso tomar conta desse vizinho que não dá muito bom exemplo" (Clemente de Alex). Aos olhos do mundo, uma vida santa representa "a carta de Cristo escrita não com tinta, mas com o espírito do Deus vivo" (II Cor., III, 3).


Acantonado no egoísmo, devorado pela cobiça, embotado pelo sensualismo, o mundo não lê o Evangelho ou declara-o impraticável. O triunfo da vida virginal, é justamente estar diante dos olhos destes cegos "um evangelho em ação, um evangelho eterno" (Orígenes), "uma luz que se não segue, talvez, mas a cujos raios se não pode escapar" (São Gregório de Nazianzo). A todos os que se lamentam dos ardentes conflitos que o Apóstolo deplorava, ela ensina que há na alma cristã suficiente força e graça para disciplinar e reduzir a vida dos sentidos. Fazendo mais do que Deus pede, ela ensina a respeitar pelo menos o que Ele manda; é uma censura viva para os indolentes, e para os fracos uma sedução.


Quando um apóstolo viu fracassar todas as tentativas do seu zelo, resta-lhe uma última indústria à qual raramente resistem os mais endurecidos: é a dedicação. Todo o homem, todo o cristão é capaz de se dedicar. Todavia, na maior parte, os primeiros entusiasmos são retidos pelos deveres, agrilhoados por afeições. Cada um dedica-se pelos seus; só por exceção os troca por estranhos. Só a virgindade dá o estranho poder de fazer da dedicação um hábito, uma profissão: todas as necessidades do corpo e da alma têm a sua irmã de caridade pronta a socorrê-las. As virgens "essas dedicadas celestes" (Pe. Gratry) libertas das escravidões da carne e do sangue, não têm nada que as retenha no caminho do sacrifício, nem mesmo o cuidado da sua vida, pois dizem consigo: "Neste momento, presto serviço a Jesus Cristo" (Ruysbroeck).


Purifiquemos bem o nosso coração e façamos a nossa alma "vasta como os praias de areia, na margem dos oceanos" (III.Reis, IV, 29), a fim de que ela seja "hospitaleira para todas as almas" (Santo Ambrósio).

Afetos. - "Ó Jesus, fazei de mim a Vossa virgem e a Vossa hóstia: quem diz hóstia, diz pureza e amor. Meu Jesus, é ao Sacerdote que incumbe fazer a sua hóstia e, na qualidade de pão que pede a sua transformação, entrego-me toda a Vós. Vendo tão claramente que Vós o queres assim, dou-me a Vós nesta qualidade de hóstia, dou-me para ser dada. A hóstia é de todos e a todas as horas; que eu me tenha dado e imolado em toda a parte onde isso for necessário à Vossa glória e à salvação das almas." (Xaverina de Maistre, carmelita)

Exame. - Sou apostólica? - Rezo e sofro pela conversão dos pecadores, perseverança dos justos, multiplicação das vocações? - É a minha vida suficientemente pura, para que a minha prece e as minhas imolações sejam bem aceitas? - Sou, ao mesmo tempo, boa e delicada nos meus ministérios? - Tenho realmente em vista dar Jesus às almas, as almas a Jesus? - Tornam-me este pensamentos o sacrifício mais leve?


Resolução
Ramalhete espiritual. - "A obra das virgens consagradas a Jesus, é ajudar a salvar as almas". (Xaverina de Maistre, carmelita).
(Ensaio sobre a castidade, pelo Pe. F. Maucourant, edições Paulistas, ano de 1959, comimprimatur)

Enviado por email ao Espacojames: Andrea Camerini /MG


Fonte: http://a-grande-guerra.blogspot.com



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