A Imperatriz covardia
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Artigo N.º 7914 - A Imperatriz covardia
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Postado em: 26/05/11 às 21:25:32 por: James
Categoria: Artigos
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Uma palavra que pode bem caracterizar a crise pela qual a Igreja tem passado, por causa da fraqueza de seus filhos, nos últimos tempos é covardia.

Sendo a Igreja militante e sendo o cristão um soldado de Cristo, para o cristão, covardia equivale, de certo modo e como que a uma velada apostasia.

Sempre houve covardes na história da Igreja, e por isso sempre houve apóstatas.
A covardia pode levar à apostasia explícita.

Como, porém, o número de covardes nunca foi tão grande como nos últimos tempos, por isso mesmo nunca houve maior apostasia.

Há exatos cem anos, em 1907, o Modernismo era condenado solenemente por São Pio X, através da encíclica Pascendi e do decreto Lamentabili.

Porém, como as autoridades da Igreja subseqüentes a São Pio X não tiveram a mesma coragem de se opor tenazmente às manifestações da heresia modernista, esta acabou vindo a triunfar com o Concílio Vaticano II.

Comemorar, pois, agora, os cem anos da coragem de S. Pio X, significa também lastimar os cem anos de covardia daqueles que deviam ter imitado o exemplo do único Papa santo do século XX.

Foi a covardia, portanto, que produziu a maior desgraça da história da Igreja: o Concílio Vaticano II, com sua gama de funestíssimas inovações, todas, por sua vez, também marcadas com o sinete da covardia.

O Vaticano II significou, por assim dizer, uma tentativa de “regularizar” a covardia dos Pastores em enfrentar os lobos...

O que foi a “abertura ao mundo”, senão o resultado da covardia de contrariar as idéias e caprichos dos tempos atuais?

O que significou a acolhida do ecumenismo, senão a regularização oficial da covardia em enfrentar hereges e cismáticos?

O que foi a aceitação da tese da liberdade religiosa, senão a oficialização da covardia em lutar pelo reinado social da única Igreja de Cristo?

E a aprovação da tese da colegialidade, o que foi senão a expressão da covardia em defender a autoridade suprema do Papa?

E quanto à “reforma” litúrgica, em que se constituiu ela, senão num verdadeiro compêndio de todas as covardias conciliares?

Os chamados papas conciliares, infelizmente, não tiveram a coragem que seria necessária para resistir aos desmandos de Cardeais e Bispos.

Os senhores Bispos, por sua vez, foram covardes frente aos abusos de seus sacerdotes.
Os Padres, seguindo o exemplo de seus maiores, fizeram-se covardes diante dos pecados do povo.

E assim Sua Majestade, a Imperatriz Covardia, tudo dominou...

Os pais tornaram-se covardes com os filhos.
Os professores se tornaram covardes com os alunos.
As autoridades civis acovardaram-se na defesa da vida e da família.

Os pregadores se acovardaram frente a seus ouvintes, bem como os confessores em relação a seus penitentes.

Acovardaram-se também os reitores dos seminários, permitindo que estes se transformassem em verdadeiros “feminários”...

A falta de coragem dos Pastores da Igreja em combater os erros, acabou dando espaço à proliferação de grupos que não honram o nome de cristãos: RCC, Neo-Catecumenato, Comunhão e Libertação, etc.

Inventaram até uma “Pastoral dos Casais em Segunda União”, a qual bem mereceria ser chamada de “Pastoral da Ilusão”, pois ilude os divorciados adúlteros com a perspectiva de se salvarem sem se converterem...

A covardia de abraçar e pregar o mistério da Cruz, inspirou a certos pseudo-frades a materialista Teologia da Libertação.

Religiosos com medo do sacrifício, alteraram as regras e costumes deixados por seus Santos Fundadores, entregando-se a uma vida relaxada, de tal modo que, por exemplo, Santo Inácio teria vergonha dos jesuítas atuais, e Santo Afonso coraria ao visitar um convento redentorista moderno...

Por covardia, deixou-se de falar dos Novíssimos, de se pregar a penitência, de se atacar as ocasiões de pecado. As pregações tornaram-se uma romântica “água com açúcar”...

Por covardia, cessou-se de anunciar que Deus odeia infinitamente toda religião que não seja a Santa Igreja Católica, Sua única Igreja, fora da qual não há e nem pode haver santidade ou salvação.

Por covardia frente ao comunismo, se recusou condená-lo no Vaticano II, bem como se recusou a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria.

Nem mesmo o “Índex” dos livros proibidos escapou de ser abolido, em conseqüência da covardia para corajosamente condenar erros.

Deixou-se de cantar ao “Senhor Deus dos Exércitos”, para se cantar ao “Deus do Universo”...
Só não houve covardia em se tratando de pecar e de desonrar o nome de cristão.

E não se alegue ignorância para desculpar a covardia de nossos tempos. Muitos conhecem a verdade, mas cruzam os braços quando se trata de defendê-la.

Todos sabem, por exemplo, que a prática da “comunhão na mão” ocasiona a perda de muitos fragmentos eucarísticos, os quais acabam pisados, varridos, etc, e, no entanto, quantas são as vozes que se levantam para protestar contra estas evidentes profanações e sacrilégios?

Onde foi parar o destemor dos Mártires, a bravura dos cruzados, o zelo dos inquisidores, a coragem dos missionários e o ardor de todos os Santos, que sempre caracterizaram a cristandade?

Será que pretendemos que os Anjos desçam a lutar em nosso lugar?
Covardia, covardia...

E como “a leão morto até as lebres insultam”, é lógico que os inimigos da Fé se aproveitam imensamente da indolência dessa raça mole de cristãos.

Esta cristandade às avessas parece só se irritar com uma coisa: com o zelo dos que ainda resistem ao mundo.
Seja um covarde que tudo aceita, e você será aplaudido.
Seja um católico combatente, e você será apedrejado.

Esquece-se, assim, do que já no século XVII ensinava o Pe. Manuel Bernardes:

“Se espancas os cães da vinha, pareces ser também ladrão. (...) Mas lá está o Senhor da vinha, a quem darás conta dos frutos que nem defendeste, nem deixaste defender.”

Já não se aplicam excomunhões...
Exceto contra os que não se curvam perante Sua Majestade, a Imperatriz Covardia.
Época maldita, que canonizas traidores e excomungas Confessores da Fé!

Quer-se, de todo modo, levar os soldados de Cristo a abandonar a batalha e a deixar o estandarte da Igreja Católica para seguir a bandeira do Concílio Vaticano II.

Quer-se, ao menos, que se calem...
Mas como poderiam fazê-lo, sabendo que isso seria dar a vitória a este “Deus” estranho, ao qual serve a “civilização do amor”?

Sim, porque os devotos da “modernidade” servem a um outro “Deus” que não o nosso.
E esse “Deus” da “civilização do amor” é realmente muito estranho...
Mostra-se extremamente tolerante e “compreensivo”.

Prefere acordos duvidosos a combates.
Tem diplomatas em vez de soldados.
Mais se agrada de um “Encontro das Religiões” em Assis, do que de uma missão para converter os infiéis.
Sua moral é a liberdade.
Sua hierarquia é a igualdade.
Sua ascese é a fraternidade.
Seu culto, a filantropia.
Seu apostolado, o ecumenismo.
Seu dogma, o relativismo.
Sua “Igreja”, a humanidade.
Um “Deus” bem “aggiornato”...
E não digamos que este estranho “Deus” não existe.
Existir, ele existe. Só que não é verdadeiro Deus e, segundo a tradição popular, tem chifres...

Pelos interesses dele trabalha, de modo quase “onipresente”, Sua Majestade, a Imperatriz Covardia.

Não se espere, porém, que esta Imperatriz se nos apresente pelo seu nome próprio. Ela prefere usar os doces nomes de Tolerância, Paz, Solidariedade, Amor...

E assim inúmeros homens vão, a cada dia, aumentando as fileiras do sonolento e preguiçoso Império da Covardia.

E se o sangue dos Mártires é semente de novos cristãos, o sono dos covardes também não deixa de ser uma sementeira, mas de novas apostasias...

E diante deste triste espetáculo poderíamos ficar, deliciosamente, de braços cruzados?
Não seria isso trair o caráter indelével de soldados de Cristo que recebemos no sacramento da Crisma?
Não seria pisar o Evangelho d’Aquele que proclamou não ter vindo trazer a paz, mas a espada (Mt X, 34)?
Cumpre reacender o sangue cristão daqueles que acovardaram diante do mundo, diante do Modernismo, diante do Vaticano II.

E quanto a nós, antes a morte do que desertar!
Antes morrermos do que prostrar-nos ante o asqueroso trono dessa tão infelizmente reinante, Imperatriz Covardia.

Se é preciso que desçamos à arena, que assim seja.
Conosco está a Virgem Imaculada, “terrível como um exército em linha de batalha” (Cant VI,9).
Conosco estão os Santos, nossos heróis de guerra.

E pelo Deus que morreu por nós, morramos nós também, cantando com Santa Teresa d’Ávila:

“Não haja entre nós covarde!
Aventuremos a vida:
Não há quem melhor a guarde
Que o que a deu por já perdida.
Jesus comanda a investida,
E prêmio será da guerra;
Ah! Não durmais; ah! não durmais,
Porquanto não há paz na terra.” (Santa Teresa d’Ávila)

(Retirado da Associação Cultural...)

 


Fonte: http://a-grande-guerra.blogspot.com



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