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Artigo N.º 9431 - Os sete pecados capitais - Parte 3 - O pecado da avareza
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Postado em: 07/02/12 às 07:59:38 por: James
Categoria: Artigos
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Dando continuidade à nossa série de artigos sobre os pecados capitais, passamos agora ao estudo do pecado da avareza.

Todos nós, em algum momento de nossas vidas, nos rendemos a um dos pecados capitais, porque ainda somos fracos e imperfeitos. Isso não significa que você deve se conformar e se entregar ao pecado, mas sim que precisa ter humildade e reconhecer suas fraquezas diante de Deus, para poder, aos poucos, superá-las.

Fazemos parte de uma sociedade para a qual quem mais possui parece valer mais do que aqueles que não têm acesso a muitos bens: as novidades da teconologia, que não param de surgir a todo instante, as roupas da moda, o luxo que a modernidade oferece... Somos bombardeados a todo instante com propaganda na TV, em publicações escritas, na internet... Nas ruas vemos enormes outdoors nos muros, nas fachadas e até nas laterais do transporte coletivo. A mensagem implícita é sempre a mesma: comprar, possuir, ter...

Trabalhe mais e mais, ganhe mais, para poder comprar e ter mais. Ser feliz é sinônimo de possuir: é isso o que a sociedade de consumo apregoa. E se o nosso valor depende do nosso poder aquisitivo, todos querem a sua parte; é natural de todo ser humano o desejo de inclusão, de fazer parte do grupo, de ser aceito e respeitado. Assim, cada vez mais pessoas querem possuir tudo, e tudo de imediato, “para ontem”: a involução do ter assumiu o lugar da antes desejada evolução do ser. Gritam aos nossos ouvidos que vestir determinada marca, pendurar ao ombro uma bolsa que custa milhares de reais ou proteger a vista com óculos de sol que valem mais que dois ou três salários de um trabalhador humilde... essas coisas nos tornam mais dignos. A partir desse triste panorama, as pessoas caem cada vez mais na tentação da avareza. Se vale mais o ter do que o ser, e para isso é preciso dinheiro, cada um faz tudo o que pode para consegui-lo, sem se preocupar com a ética. Sem pensar em Deus ou no bem do próximo.



A palavra avareza vem do latim avere. Segundo o Dicionário Aurélio, significa “excessivo e sórdido apego ao dinheiro; falta de generosidade e mesquinhez”. A avareza é o oposto da generosidade, do amor fraterno e do senso de fraternidade, solidariedade e companheirismo. O avarento é, antes de tudo, um egoísta. E a falta de generosidade gera muitas atitudes negativas: o apego aos bens materiais nos torna desumanos e inquietos, preocupados somente com nossas próprias necessidades, ocupados demais em colecionar e acumular bens, muitas vezes desnecessários. Atualmente a classe média e alta no Brasil, - um país ainda em desenvolvimento, - gasta bilhões em cuidados absolutamente supérfulos com seus cachorrinos de estimação: existem psicólogos, terapias florais, banhos de ofurô, clínicas especializadas em massagens e terapias relaxantes para cães... Enquanto isso, crianças pedem esmola e são violentadas, espancadas e mortas, ali mesmo, na esquina da sua rua. Ser avarento é, antes de tudo, ser egoísta, pensar somente em si e nos seus caprichos.

A avareza também está relacionada com a falsidade e a mentira, com a tentativa desonesta de enganar para lucrar. O lema de quem comete avareza é: “Quanto mais tenho, mais quero”. Jesus, porém, ensinou que o homem se engana ao se preocupar em acumular bens que não conseguirá levar para a vida eterna" (Mateus 12, 26).

No trabalho - Nos ambientes de trabalho encontramos esse pecado em líderes e funcionários avarentos, que não se comunicam, não confiam em ninguém, são centralizadores e monopolizam as informações que possuem: pensam que se compartilharem o conhecimento diminuirão as suas chances de alcançar o sucesso profissional. Grande engano: o melhor líder é o líder que se faz amar e respeitar, e para tanto, é preciso compartilhar e saber jogar o "jogo do ganha-ganha". Pessoas que não compreendem isto não conseguem se comunicar nem trabalhar em equipe, não entendem as ideias alheias e não se expressam claramente, querendo deter as informações para si mesmas. A equipe perde a confiança no colega ou líder avarento.



O avarento se apega às coisas, e tem um grande medo de perder aquilo que possui. Sente necessidade de disfarçar seus conflitos internos através da busca de bens materiais externos, mas nunca consegue suprir a sensação de carência, sentindo-se insatisfeito constantemente, buscando adquirir cada vez mais bens, acreditando que com a próxima conquista sentirá satisfação; - o que nunca acontece. O desejo de riqueza manipula as pessoas, controlando-as como marionetes. Em muitos casos a escolha da profissão se baseia somente nesse critério, deixando-se de lado a vocação de cada um, e muitos se lançam a uma condição de eterna insatisfação, uma vida sem prazer, sem motivação, com o único objetivo de ganhar e acumular. Muitos se casam não por amor, mas para se unir a alguém que possa prover desejos. Essa falta de consideração para consigo mesmo leva a uma busca incessante por coisas e objetos externos, pois essa pessoa acredita que dentro dela não há nada, só um imenso vazio que só poderá ser preenchido por algo que venha de fora. Daí a necessidade de ostentação, a ilusão do sucesso diante do mundo, mas não dentro de si mesmo: fuga da amarga realidade.

Atualmente vemos pais, professores e parentes dando maus exemplos às crianças, dando a entender que o dinheiro compra tudo e todos. Com o passar do tempo essa noção se aprofunda e é seguida inconscientemente. O indivíduo passa a acreditar que o amor, a atenção e a presença da família e dos amigos podem ser substituídos por roupas caras, carros, viagens... Essa substituição gera adultos que cometem não só o pecado capital da avareza, mas também a soberba, o orgulho, a vaidade e a luxúria.


Vencer a avareza

Vencer a avareza é um exercício diário: o exercício de considerar e apreder a ver que tudo é palha diante do Reino de Deus e da Vida na Graça, que é a verdadeira riqueza da alma. É cultivar a capacidade de contemplar, a cada dia, em cada momento, a simplicidade de coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, seu amor pela pobreza e pelos mais humildes, e buscar imitá-lo. Toda a vida de Jesus Cristo foi voltada a fazer a Vontade do Pai, e a Vontade de Deus é Amor, que se traduz em humildade e desapego.

Aquele que possui, viva como se não possuisse, pois neste mundo nada nos pertence de fato: tudo nos foi dado por empréstimo. No devido tempo, teremos que prestar contas por tudo o que recebemos de nosso Pai Celestial. Manter isto em mente, todos os dias, em todos os momentos, no trabalho, na escola, no lar, em nossos momentos de lazer... É vencer o pecado da avareza.

"Coragem! Eu venci o mundo!"
(Jesus Cristo - João 16, 33)


Fontes e referência:
Ref.: LADARIA, Luis F. História dos Dogmas 2, O Homem e sua Salvação. Loyola: São Paulo, 1995, p. 152;
"Avareza", artigo de Dr ª Rosemeire Zago, psicóloga clínica.


Fonte: http://vozdaigreja.blogspot.com



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