Os sete pecados capitais - Parte 4 - O pecado da inveja
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Artigo N.º 9432 - Os sete pecados capitais - Parte 4 - O pecado da inveja
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Postado em: 07/02/12 às 08:07:12 por: James
Categoria: Artigos
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Dando continuidade à nossa série de artigos sobre os pecados capitais, passamos agora ao estudo do pecado da inveja.

A natureza humana, que segundo a nossa fé se tornou contaminada pelo pecado de Adão, insiste em contrariar as inspirações do Espírito Santo de Deus, que são sempre as mais saudáveis para a nossa vida espiritual. Estamos falando da eterna luta entre a carne e o Espírito: “Porque o que a nossa natureza humana quer é contra o que o Espírito quer, e o que o Espírito quer é contra o que a natureza humana quer. Os dois são inimigos...” (Gl 5, 17).

Quando a Comunhão com o Senhor esfria, a natureza humana (a fraqueza da carne) aumenta, toma conta da vida e dos nossos desejos, e começa a produzir frutos ruins, porque tudo o que podemos ser e fazer de bom vem de Deus; é fruto do Espírito. Um dos resultados mais imediatos desse afastamento de Deus é o afastamento da Igreja. Outros resultados são a depressão, a perda da fé, uma angustiante sensação de vazio, de uma vida sem sentido...

A inveja é um dos mais terríveis pecados que podemos cometer, porque ter inveja é sentir desgosto, raiva ou tristeza por ver o bem ou a felicidade de outra pessoa! Este sentimento mesquinho se reflete num desejo negativamente intenso, - às vezes violento, - de possuir os bens alheios, ou as qualidades alheias. A inveja é um dos frutos da natureza humana que, entre outros, causa profundas feridas na vida espiritual. Essas "feridas" são muito sérias, a ponto de lançar os que se entregam à inveja numa existência de trevas. Complica ainda mais o fato de ser um pecado que pode passar desapercebido pelos que estão próximos, mas que internamente consome as vidas dos que a ele se entregam.

A paz de espírito dá saúde ao corpo, mas a inveja destrói como o câncer.” (Pv 14, 30)

O ódio é cruel e destruidor, mas a inveja é ainda pior.” (Pv 27, 4)

A inveja é tão grave que, dos dez Mandamentos do Senhor entregues a Moisés, ela foi condenada em dois: (9º) Não desejar a mulher do próximo; e (10º) Não cobiçar as coisas alheias. – A cobiça das coisas que não nos pertencem é a marca do pecado da inveja. É assim que a inveja leva ao roubo.

A inveja é também uma prova certa de uma vida carnal, e da necessidade urgente de arrependimento e mudança de vida, como disse São Tiago em sua epístola: “Se no coração de vocês existe inveja, amargura e egoísmo, então não mintam contra a verdade, gabando-se de serem sábios”. (Tg 3, 14)





Vencendo o pecado da inveja

Enquanto cristão, cabe a você a responsabilidade de não deixar que a inveja cresça e floresça em sua vida. A melhor prática de combate a esse pecado devastador é pedir ao Espírito Santo que lhe dê a sensibilidade para perceber essa fraqueza ainda no início (em sua mente), reconhecendo que está sentindo inveja enquanto ela ainda não é mais forte que o seu desejo de ser santo. É sua a decisão e o esforço para viver em santidade. Assim não deixará portas abertas a qualquer tipo de cobiça das coisas ou qualidades do seu próximo.

Viver em santidade, para o cristão, não é opção: é ordem direta de Jesus (conf. Mt 19, 21), e a única maneira de encontrar a felicidade, a plenitude e a vida eterna! Para cumprir este mandamento é preciso seguir o exemplo de Ezequiel (3, 3), “se alimentar da Palavra de Deus, orar muito e se sacrificar com agradáveis jejuns”. Este desejável jejum, mais que o jejum alimentar, é o jejum das práticas que não são agradáveis a Deus, e que portanto nos prejudicam, entre as quais a inveja. Este conjunto de ações nos leva mais perto de Deus e capacita-nos a ouvir a Sua Voz.

Mesmo depois de ter perdido a semelhança com Deus por seu pecado, o homem continua sendo um ser feito à Imagem e Semelhança do seu Criador. O batizado combate a inveja pela benevolência, pela humildade e pelo abandono nas Mãos da Providência Divina.

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Fonte consultada:

Ref.: ULLMANN, Reinholdo Aloysio. Sei em Quem Confiei,
Rio Grande do Sul: EdiPUCRS, 2004, pp. 277.


Fonte: http://vozdaigreja.blogspot.com



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