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Artigo N.º 16196 - MÊS DE SÃO JOSÉ: Orações para o 15 dia
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Postado em: 16/03/21 às 10:19:45 por: James
Categoria: Orações
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Invocação ao Espírito Santo

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.

OREMOS

Ó Deus, que instruístes os corações de vossos fiéis com a luz do Espírito Santos, fazei que apreciemos retamente todas as coisas, segundo o mesmo Espírito, e gozemos sempre de suas consolações. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém.

ORAÇÃO PREPARATÓRIA

Com humildade e respeito aqui nos reunimos, ó Divino Jesus, para oferecer, todos os dias deste mês, as homenagens de nossa devoção ao glorioso Patriarca S. José. Vós nos animais a recorrer com toda a confiança aos vossos benditos Santos, pois que as honras que lhes tributamos revertem em vossa própria glória. Com justos motivos, portanto, esperamos vos seja agradável o tributo quotidiano que vimos prestar ao Esposo castíssimo de Maria, vossa divina Mãe a José, vosso amado Pai adotivo. Ó meu Deus, concedei-nos a graça de amar e honrar a José como o amastes na terra e o honrais no céu. E vós, ó glorioso Patriarca, pela vossa estreita união com Jesus e Maria; vós que, à custa de vossas abençoadas fadigas e suores, nutristes a um e outro, desempenhando neste mundo o papel do Divino Pai Eterno; alcançai-nos luz e graça para terminar com fruto este devoto exercício que em vosso louvor alegremente começamos. Amém.


MEDITAÇÃO DÉCIMO QUINTO DIA

A Sagrada Família no Egito

Vejo uma casinha de um só andar, o térreo, toda branca. É uma pobre casa de gente muito pobre. As paredes são apenas rebocadas e cobertas com uma mão de cal. A pequena casa tem duas portas, uma perto da outra, e dão para os dois únicos cômodos da casa.

Este pequeno terreno cercado pela sebe de bambus, sobre a qual para torná-la mais firme e mais bonita, foram plantadas algumas trepadeiras, que me parecem modestos convolutos - de um dos lados, há uma moita de jasmim em flor e outra de rosas comuns - foi pacientemente cultivado, apesar de a terra ser árida e pobre, para nela se fazer uma pequena horta. Vejo ali algumas verduras muito comuns, nos poucos canteiros do centro, debaixo de uma árvore alta, que não sei dizer qual é, mas que dá um pouco de sombra para o terreno ensolarado e para a casinha. Nesta árvore está amarrada uma cabrita branca e preta, que arranca e come as folhas de alguns ramos que caíram no chão.

Ali perto, sobre uma esteira estendida no chão, está o Menino Jesus.

Parece-me ter uns dois anos, ou dois e meio no máximo. Está brincando com uns pedacinhos de madeira entalhada, que parecem ovelhinhas ou cavalinhos, e com algumas maravalhas de madeira clara, menos encaracoladas que os caracóis de ouro do seu cabelo. Com suas mãozinhas gorduchas, ele procura colocar esses colares de madeira no pescoço de seus animaizinhos.

A pouca distância dali, à sombra de uma árvore, também está Maria. Está tecendo num tear rústico e vigiando o Menino. Vejo suas mãos delicadas e brancas, que vão e vêm, atirando a lançadeira sobre a trama, e o pé, calçado com sandálias, movendo o pedal.

Vê-se que o trabalho terminou, e que a tarde está chegando. Maria pega Jesus pela mão, e o faz levantar-se de sua esteira. O Menino obedece sem resistência. Enquanto a Mamãe recolhe os brinquedos e a esteira, e os leva para casa. Ele corre aos pulinhos com suas perninhas torneadas, no rumo da cabritinha, e lhe lança os bracinhos ao pescoço. A cabrita bale, e esfrega o focinho nas costas de Jesus.

Maria volta de novo. Agora está com um longo véu sobre a cabeça, e com uma ânfora na mão. Pega Jesus pela mãozinha, e põem-se os dois a caminho, andando ao redor da casa, para chegarem ao outro lado. Maria, que regula seu passo pelo do Menino, e o Menino que vai dando pulinhos ao seu lado. Vejo os calcanhares rosados dele, que se levantam e se põem outra vez no Maria olha para o centro, e não para o campo, como se estivesse esperando alguém, depois se dirige para um pequeno tanque ou poço, que está a uns dez metros, mais ou menos, e sobre o qual algumas palmeiras fazem um circulo de sombra. Vejo que ali também o terreno tem ervas verdes.

Agora vejo, vindo pelo caminho um homem, não muito alto, mas robusto. Reconheço que é José, que vem sorrindo. Um rosto honesto e agradável, um rosto que inspira confiança. Vendo Jesus e Maria, ele apreça o passo. Traz sobre o ombro esquerdo uma espécie de serra e outra de plaina, e com a mão está segurando outras ferramentas do seu ofício. Parece que está voltando de ter ido fazer algum trabalho na casa de alguém.

Maria sorri, e o Menino solta gritinhos de alegria e estende o bracinho livre que está livre. Quando os três se encontram, José se inclina, oferecendo ao Menino uma fruta, que me parece ser uma maçã, pela cor e pela forma. Depois lhe estende os braços, e o Menino deixa a Mamãe, e vai-se aninhar nos braços de José, curvando a cabecinha na cavidade do pescoço de José que o beija e por ele é beijado. São gestos cheios de graça e de afeto. Tendo entrado no recinto da casa, José põe o Menino no chão, pega o tear de Maria e o leva para casa, depois vai tirar o leite da cabrita. E Jesus observa atentamente essas operações e a do encerramento da cabrita em um pequeno cubículo, que está ao lado da casa.

José entra em casa, em um dos cômodos da casa que deve ser oficina, cozinha e sala de jantar, ao mesmo tempo. Vê-se que o outro cômodo é o quarto de dormir. Mas nele eu não entro. Aí há uma lareira baixa, que está acesa. Há também um banco de carpinteiro, uma pequena mesa, bancos, prateleiras com umas pequenas louças e duas candeias. Em um canto está o tear de Maria. E muita ordem e limpeza. Morada muito pobre mas limpa.

Maria volta com a ânfora e, em seguida, fecha a porta, pois o crepúsculo chegou de repente. O quarto é iluminado por uma candeia que José ascendeu e pôs sobre o seu banco, onde ele está trabalhando debruçado sobre umas pequenas peças de madeira, enquanto Maria prepara o jantar. O fogo também está clareando o quarto. Jesus, com as mãozinhas apoiadas sobre o banco, e a cabecinha virada para cima, está observando o que José faz.

Depois eles se aproximam da mesa, tendo rezado antes. É José que reza, e Maria responde. Aí é que se sentam à mesa. Agora a candeia está sobre a mesa. Maria está com Jesus em seu colo, e o faz beber do leite da cabrita, no qual ela vai molhando pequenas fatias de pão, tiradas de um pãozinho redondo, de crosta escura, e escuro também por dentro. Enquanto isso, José está comendo pão e queijo, uma fatiazinha de queijo e muito pão. Depois Maria coloca Jesus sentado sobre um banquinho perto dela, e põe sobre a mesa verduras cozidas e o come Ela também, depois de José ter-se servido. Jesus, tranquilo, está mordiscando sua maçã, e sorri, mostrando os dentinhos brancos. O jantar termina com umas azeitonas ou tâmaras. É um jantar de gente pobre. Mas é tão grande a paz que se respira neste quarto, que nem a visão de um palácio real, por mais pomposo que fosse, me poderia dar uma paz semelhante. E, quanta harmonia!

Jesus diz:

"A lição para ti e para os outros é dada pelas coisas que estás vendo. É lição de humildade, de resignação e de boa harmonia. Posta como exemplo a todas as famílias cristas, e especialmente às famílias cristãs deste especial e doloroso momento.

Tu viste uma casa pobre. E, o que é mais doloroso, uma casa pobre em um país estrangeiro. Muitos, só porque são fiéis "passáveis", que rezam e Me recebem na Eucaristia, que rezam e se comungam pelas "suas" necessidades, não pelas necessidades das almas e pela glória de Deus - porque é raro alguém rezar sem ser egoísta - muitos pretenderiam ter uma vida material fácil, bem protegida de qualquer menor sofrimento, próspera e feliz.

José e Maria tinham a Mim, Deus verdadeiro, como seu Filho e, no entanto, não tiveram nem o pobre bem de serem pobres, mas na pátria deles, no lugar onde eram conhecidos, onde ao menos tinham a casinha "deles", e o pensamento em um alojamento não era mais uma preocupação constante entre tantas outras, naquele lugar onde, por serem conhecidos, era mais fácil encontrar trabalho e prover-se do necessário para a vida. Eles são dois fugitivos, e justamente  porque me têm consigo. O clima é diferente, o lugar é diferente, tão triste em comparação com os doces campos da Galiléia, língua e costumes diferentes, em meio a uma população que não os conhece, e que tem a habitual desconfiança da população para com os desconhecidos.Privados daqueles móveis cômodos e estimados da "sua" casinha, de tantas coisas humildes mas necessárias que lá havia, e que não pareciam tão necessárias, enquanto que aqui, neste nada que os rodeia, parecem tão belas, como aquelas coisas supérfulas, que tornam deliciosas as casas dos ricos. 

Com saudade da cidade e da casa, com o pensamento naquelas coisas lá deixadas, do pomar, do qual ninguém esteja cuidando, da videira e da figueira e de outras muitas árvores úteis. E, com a necessidade de prover ao alimento de cada dia, às roupas, ao fogo, dia após dia, às necessidades Minhas de menino, ao qual não se pode dar o alimento que os grandes podem dar a si mesmos. E, com tanto desgosto no coração. Pelas saudades, pelo amanhã, que ainda é desconhecido, pela desconfiança de um povo que se esquiva, principalmente nos primeiros tempos, a aceitar as ofertas de trabalho de dois desconhecidos. Contudo, tu viste a casa. Naquela morada paira a serenidade, o sorriso, a concórdia, e de comum acordo, se procura torná-la mais bela, até na pobre hortinha, para que ela fique parecida com aquela que foi deixada, e mais confortável. Nesta casa só há um pensamento: que para Mim, Santo, esta terra se torne menos hostil, menos miserável para Mim, que venho de Deus. E o amor destas pessoas de fé, que são os meus pais, amor que se manifesta em mil cuidados, que vão desde a cabrita que compraram a preço de muitas horas extras de trabalho, até aos brinquedos entalhados em sobras de madeira, e nas frutas apanhadas só para Mim, sem que delas eles nem provassem.

Meu querido pai da terra, como foste amado por Deus, por Deus pai no alto dos Céus, por Deus Filho, que se fez salvador sobre a terra!

Naquela casa não houve nervosismos, mau humor, caras fechadas, nem houve reprovações recíprocas, nem, muito menos, se falou contra Deus, que não os cumulou com o bem-estar material. José não censura Maria por ser causa de suas dificuldades, nem Maria censura a José por ele não saber dar-lhe um maior bem-estar. Eles se amam santamente, aí está a explicação, e por isso a preocupação deles não é com o próprio bem-estar, mas cada um se preocupa com o outro. O verdadeiro amor não conhece egoísmos. O verdadeiro amor é sempre casto, mesmo não sendo perfeito na castidade, como o dos dois esposos virgens. A castidade unida à caridade leva consigo todo um acompanhamento de outras virtudes e, por isso, faz de dois que se amam castamente, duas perfeições de cônjuges.

O amor de minha Mãe e de José era perfeito. Por isso ele era um incentivo para todas as outras virtudes e especialmente para a da caridade para com Deus, bendito em todo o tempo, não obstante sua santa vontade fosse penosa para a carne e o coração, bendito porque, acima da carne e do coração, estava mais vivo o senhor nos dois santos o espírito, e este, com reconhecimento, exaltava ao Senhor, por tê-los escolhido para serem guardas do seu eterno Filho.

Naquela casa se rezava. Agora reza-se pouco nas casas. Nasce o dia e chega a noite, começam-se os trabalhos, e sentai-vos à mesa sem um pensamento dirigido ao Senhor, que vos permitiu ver um novo dia e poder chegar a uma nova noite, que abençoou as vossas fadigas, e concedeu que elas se tornassem o meio de conquistar aquele alimento, e o fogo que o cozinhou, as vestes de que estais vestidos, aquele teto, que também são necessários à vossa natureza humana. Sempre é bom o que vem do Deus bom. Ainda quando pobre e escasso, o amor lhes dá o sabor e a substância, esse amor que vos faz ver no Eterno Criador, o Pai que vos ama.

Naquela casa há frugalidade. E haveria, mesmo que o dinheiro não faltasse. Aí eles se nutrem para viver, e não se nutrem para agradar à gula, com a voracidade dos insaciáveis, com os caprichos dos gulosos, que se vão enchendo até não poderem mais, e esbanjam seus haveres em alimentos caros, sem um pensamento para quem é escasso ou privado de alimento, sem refletirem que, se tivessem moderação, muitos poderiam ser aliviados do tormento da fome.

Naquela casa se ama o trabalho. E Ele seria amado, ainda quando o dinheiro fosse abundante, porque no trabalho o homem obedece ao mandamento de Deus e se livra do vício que, como hera firme, aperta e sufoca os ociosos, como a uns blocos imóveis de pedra. Bom é o alimento, sereno é o repouso, contente está o coração, quando se trabalha bem e se goza o tempo de pausa entre um trabalho e outro. Aquele vício que tem múltiplas faces, não arraiga-se na casa e na mente de quem ama o trabalho. E, não se arraigando, então aí  prospera o afeto, a estima, o respeito recíproco, e os filhos crescem numa atmosfera pura, e se tornam origens de futuras famílias santas.

Naquela casa reina a humildade. Maria é Esposa e Mãe de Deus, e,  no entanto, serve ao seu cônjuge, e não se faz servir por ele. José é o chefe da casa, julgado por Deus tão digno de ser um chefe de família, a ponto de receber de Deus a guarda do Verbo feito carne e da Esposa do Eterno Espírito. Contudo, é sempre solicito em poupar a Maria fadigas e trabalhos, e até faz os mais humildes trabalhos de uma casa, para que Maria não se canse, e não só isso, o quanto pode, procura proporcionar-lhe a Ela alguma recreação, e se esforça para tornar-lhe cômoda a casa, e viçosas de flores a pequena horta.

Naquela casa é respeitada a ordem sobrenatural, moral e material. Deus é o chefe supremo e a Ele é prestado culto e amor: ordem sobrenatural. José é o chefe da família e a ele é dado afeto, respeito e obediência: ordem moral.

A casa é um dom de Deus, como as vestes e os móveis. Em todas as coisas é a Providência de Deus que se mostra, daquele Deus que provê a lã às ovelhas, as penas aos pássaros, as ervas aos prados, o feno aos animais, as sementes e as árvores frondosas às aves, e tece a veste para o lírio do vale. A casa, as vestes, os móveis são recebidos com gratidão, bendizendo a mão divina, que lhes dá, tratando-os com respeito como dons do Senhor, sem ficar olhado para eles com descontentamento porque são pobres, sem os estragar, abusando da Providência: ordem material.

Meditai nelas, ó vós todos, que agora tanto estais sofrendo por terdes faltado em tantas coisas para com Deus, e, entre elas, também naquelas em que não faltaram nunca os santos Esposos, que para Mim foram Mãe e Pai.

E tu, deleita-te com a recordação do pequeno Jesus, sorri, pensando em seus passinhos de criança...

ORAÇÃO FINAL

Deus, que por vossa inefável Providência vos dignastes eleger o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima concedei-nos, nós vos pedimos, que mereçamos ter como intercessor no céu aquele a quem veneramos na terra como nosso Protetor. Vós que viveis e reinais com Deus Padre na unidade do Espírito Santo. Amém.




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