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Artigo N.º 1715 - JEJUEM COM O CORAÇÃO
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Postado em: 10/06/09 às 19:22:40 por: James
Categoria: Artigos Medjugorje
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Cura e conversão de uma peregrina americana

Escrever sobre jejum parece negar o jejum porque de acordo com a Bíblia, o jejum deve ser feito em particular somente para Deus. Falar sobre jejum é revelar a fraqueza no meu coração e em minha alma, a timidez de minha vontade, mas faço isto esperando que ajude os outros a abraçar o dom que é esta disciplina.

 

A primeira vez que ouvi falar de Medjugorje foi de um amigo que me disse que havia adolescentes na Iugoslávia vendo Nossa Senhora todo dia.

Foi em 1990, e eu estava lutando contra o alcoolismo.  Derrubada pelo desespero, depois de numerosas hospitalizações por depressão e tentativas de suicídio, recebi meu diagnóstico: desordens de tensão pós traumáticas, crônicas.

Meu marido estava desesperadamente tentando fazer a família funcionar e cuidar de nossas quatro crianças.  Eu, funcionava só no nível básico, cozinhando alguma coisa e colocando as crianças para a escola, mas emocionalmente inútil. 

As notícias sobre Nossa Senhora aparecendo levaram um minuto para serem absorvidas por meu cérebro dormente.  Quando caíram, meu coração começou a bater forte e eu senti algo como sentia quando contemplava a magnitude de Fátima ou Lurdes.

Fui para casa e achei o terço que minha mãe tinha me dado quando eu fiz onze anos.  Lembrei-me do terço em família e da consagração a Nossa Senhora, quando eu estava na oitava série.  Uma luz que se manteve acesa todo este tempo.  Eu ia a missa e fazia a roleta da Bíblia, abrindo ao acaso para ver o que Deus queria falar comigo, principalmente quando eu estava mais desesperada.  A luta contra pensamentos suicidas era a pior delas. 

Sem o álcool eu não tinha nada para amortecer isto e as feridas emocionais chegaram a um ponto que pensar em morrer me passava a idéia que seria o controle de minha vida. 

Minha vida parecia uma corrida para o fundo da depressão, desde 1987 um ano depois do nascimento do meu quarto filho.  Na época eu estava ajudando a preparação da primeira comunhão do meu filho mais velho, Matthew, e na noite que ele fez sua primeira Confissão, ele voltou do padre e disse, “mãe agora você vai”. 

Havia seis anos que eu não me confessava e a última vez não foi bom.  Com quatro lindos filhos e um marido amoroso, eu tinha muito que agradecer mas eu estava sempre quase chorando.  Disse ao padre que sabia que tinha pecado muito mas não sabia dizer mais que isto.  Então ele me ofereceu orientação espiritual e eu aceitei.  As reuniões eram semanais na sacristia.  No que chegamos a assuntos mais graves, que eu andava evitando há anos, comecei a lutar e mesmo obedecendo ao padre que me pedira para estudar o evangelho de São Mateus, eu comecei a sentir Deus se afastando de minha vida.

Era uma tristeza tão profunda que eu não conseguir parar de chorar.  Meu coração tinha uma saudade física de Deus, eu ajoelhava na frente do Santíssimo e pedia que Ele viesse a meu coração.  Mas havia o silêncio e me disseram que eu estava vivendo a noite escura da alma.  A frase não significava nada para mim, mas aos poucos fui me afastando da família, da paróquia e dos amigos.

Fiquei como que dormente.  Para sentir coisas comecei a beber, comecei a fumar,e no final de uma semana eram três maços por dia o que eu não fazia desde antes de meus filhos nascerem.  A depressão tornou-se clínica, perdi vinte quilos em cinco meses.  Eu tinha 1.75  pesando 60 quilos e a morte começou a chegar perto.  A dor não era física, nem emocional, era espiritual e doía muito.

A diferença é que eu não sabia dizer onde doía.  Em agosto, comecei a ter pensamentos suicidas,  e de  uma caixa de pílulas  tomei duas que foram o suficiente para me levarem ao hospital inconsciente.  Passei três semanas sendo reidratada e alimentada e aconselhada por terapeuta.  Eu não tinha nada a dizer a ele e não queria lembrar nada da minha infância.  Eu só conseguia lembrar de duas coisas.  A primeira eram meus cinco anos em que minha mãe tinha me dado um escapulário que eu usaria todos os dias de minha vida, e a segunda eram a minha primeira comunhão e a imensa alegria e união que senti com Jesus.  Dia 3 de dezembro de 1987 eu tentei novamente o suicídio e fiquei um dia em coma. 

Nossa Senhora deve ter ouvido minhas fracas tentativas de rezar o terço  e não saia do meu lado porque de alguma forma eu sobrevivi.  Comecei a subir, amparada pelo terço como uma corda salva-vidas. Em dezembro de 1997, consegui viajar até Medjugorje.  Minha oração, durante aquela peregrinação não era para receber os grandes sinais que os outros recebiam mas que eu tivesse uma cura completa no meu coração, corpo, emoções e mente.  Queria ficar limpa de todas as tristezas, ressentimentos, culpas, arrependimentos e pecados.

Também pedi para continuar rezando e jejuando com o coração, quando voltasse.  Eu tinha tentado jejuar antes mas falhara.  Eu esperava receber este dom lá.  Compreendi que o jejum é um grande dom para voltar a Nossa Senhora e eu queria dar a ela esse presente em troca de seu incessante amor por mim.

Essa peregrinação fez muito bem a minha espiritualidade, conseguia rezar três horas por dia.  Ia a missa diariamente e lia a Bíblia assim como outros escritos da igreja.  Pela primeira vez meu coração cantava. 

E as coisas começaram a acontecer.  Comecei a sentir necessidade de confissão a cada quinze dias porque Deus começou a me mostrar os pecados soterrados sob a racionalização e sob ilusões.  No final de 2001 eu estava cansada do meu trabalho e de muitas crises familiares.  Alguém sugeriu que eu fizesse um retiro.  Fui a um retiro com Padre Jozo em Siroki Brijeg e as palavras dele nas meditações eram particularmente pungentes:  a traição de Jesus por um apóstolo, a venda de Jesus por dinheiro, o beijo que era uma mentira. 

Isto me afetou nervo por nervo.  As lembranças passavam por minha cabeça entre os pensamentos sobre a família, o trabalho, a oração, o alimento, o medo e o desejo.  O beijo da traição queimava minha boca, a minha alma, dado por um padre bêbado, não só um padre,  mas três deles.  Estes assuntos tinham sido abordados em terapias e anos de tormento, mas a raiz do ressentimento não foi identificada até que Padre Jozo leu sobre a Agonia. 

Roubaram minha inocência.  Mas roubaram também um desejo que eu tinha desde a infância de entrar numa ordem de freiras para rezar o dia inteiro.  Agora, eu entendi, isto era a causa, o coração de meus pensamentos desconectados toda vez que eu ia em algum retiro ou peregrinação para sentar-me em silencio com Deus e contemplar sua imensa bondade e amor.  E o conhecimento disto causou uma quantidade de lágrimas que não queriam parar. 

Mas não eram de auto piedade e sim minha oferta pelas almas daqueles padres para que Deus tivesse misericórdia deles.  Em tantas confissões anteriores em casa eu não tinha sentido o perdão de Deus. Naquele retiro, imediatamente eu fui para a confissão com esperança. 

Bati e me chamaram. Falei tudo o que aconteceu no retiro incluindo meu passado para que o padre soubesse minha história.  As lágrimas correram e ele aproximou-se de mim e colocou sua mão sobre minha cabeça. Era a primeira vez que eu me sentia segura.  Se fosse no passado eu teria dado um tapa na mão dele.  O padre se apresentou, Padre Ciarin, um exorcista da Irlanda e disse que não era coincidência que estivesse acontecendo com ele. 

Alguns dos tormentos que eu contei a ele tinham começado em 1987, incluindo uma sensação de ser perseguida por espíritos maus.  Eu ficava acordada a noite e via criaturas horrorosas, meio homem meio animais entrar em meu quarto e passar por minha porta, fosse com olhos fechados ou abertos, me fazendo pensar que estava louca.  Padre Ciarin teve que ajudar na missa mas me pediu para encontrar com ele em Medjugorje para que ele pudesse me dar as orações de libertação.  Antes de eu ir embora de Siroki Brijeg Padre Jozo rezou sobre mim  na frente do sacrário da igreja.  No dia seguinte Padre Ciarin rezou sobre mim as orações de bênção em latim.  Naquela tarde, na missa, eu estava feliz que meu problema tinha acabado e que eu podia me entregar a Jesus para a cura.  Na manhã seguinte fomos ao quarto antigo de Vicka onde ela tinha tido as primeiras aparições.  Ela chegou e rezou sobre nós longamente, foi uma grande graça, quando saí de lá estava flutuando. 

A cura foi completa.  Os fantasmas não mais retornaram e fiquei livre do espírito de trevas.  A depressão acabou e mesmo durante os longos invernos nunca mais voltou.  O evangelho diz que se um espírito mau se vai, temos que rezar e jejuar para que ele não volte.  Meus jejuns são sucessos e fracassos e  quando são fracassos considero aprendizados.  Reconheço meu pecado, reconheço que meu coração é apegado a cafeína, doces, salgados e etc e aprendo como esta espécie de apego fica maior que minha capacidade de amar a Deus com todo o meu ser.  Pelo desapego, ganho liberdade.

Meu compromisso com o jejum não existiria se eu não rezasse.  Sem oração, jejum é um exercício por si.  Sem oração não há conversa, diálogo e nem capacidade de esvaziar-se no coração de Deus.  Jejum e oração são grandes armas para cortar as mentiras de nossa cultura e descobrir a verdade de Deus.  No jejum a verdade sobre nós é revelada.  Não é surpresa, que as filas de confissão aumentem quando Nossa Senhora pede jejum. 

Jesus rezava e jejuava, e se quero me tornar como Ele, tenho que fazer a mesma coisa.  Ele se esvaziou por três anos e deu-Se na Eucaristia para sempre antes de se consumir totalmente na cruz por amor a nós;  como o trigo que é moído para fazer o pão eucarístico, cada pedaço de pão que consumo me lembra que sou chamada a ser pão para outros e que tenho que morrer um pouco a cada dia.  Quando tenho sede no jejum, lembro das ultimas gotas de água que saíram do lado de Jesus – a grande misericórdia sobre nós – e pergunto:  como é que estou sendo misericórdia para outros?

Vejo que a confissão sai naturalmente do jejum. É necessário reconhecer que estas coisas que eu escolho acima do amor de Deus todos os dias  se revelam durante o jejum.  É importante ter um confessor regular para que ele me conheça integralmente.  Isto permite, não somente que eu olhe mais cuidadosamente meus pecados cometidos mas também os omitidos e os de indiferença.  Então posso trabalhar na mudança das raízes destes comportamentos. 

O fato de que estou viva e não morta, o fato que consegui perdoar e aceitar perdão, o fato de que eu quero rezar e jejuar e ler a palavra de Deus são fontes de grande amor e força e gratidão que não posso guardar para mim.  Devo dar aos outros a alegria que recebi para mantê-la.  Faço isto sendo ministra da eucaristia, catequista de crisma, voluntária no ministério de jovens e apresentadora de retiros na escola média.

Como o terço, minha vida tem os mistérios gozosos, dolorosos, gloriosos e até luminosos.  O que eu considero hoje confiavel como o meu terço de criança, é o amor e a misericórdia de Deus e da Virgem Maria que sinto quando rezo e jejuo com o coração.

Peggy Angstadt, Vermont EUA
 

 


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