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Artigo N.º 7551 - Livro: As Profecias e Revelações de Santa Brígida - Parte 26
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Postado em: 30/03/11 às 09:01:32 por: James
Categoria: Livro Aberto
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Palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo à sua esposa escolhida e muito amada, Santa Brígida; sobre a proclamação de sua santíssima encarnação; a rejeição, profanação e abandono de nossa fé e batismo; e como Ele convida sua amada esposa e todo o povo cristão a amá-Lo.

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Livro 2 - Capítulo 7

O Filho falou à esposa, dizendo: “Eu sou o Rei da coroa. Tu sabes por que eu disse ‘Rei da coroa’? Pois minha natureza divina foi, será, e é sem começo ou fim. Minha natureza divina, é perfeitamente assemelhada a uma coroa, pois a coroa não possui ponto de inicio ou fim. Assim como uma coroa é destinada ao futuro rei, minha natureza divina também foi destinada a ser a coroa de minha natureza humana.

Tive dois servos. Um foi sacerdote, o outro leigo. O primeiro era Pedro, que possuía uma função sacerdotal, enquanto Paulo foi, por assim dizer, um leigo. Pedro era casado, mas quando percebeu que seu casamento não era consistente com sua função sacerdotal, e considerando que sua intenção poderia ser posta em perigo pela falta de continência, ele se afastou do, acima de tudo, licito casamento, no qual ele se separou da cama de sua mulher, e se devotou a mim de todo seu coração.

Paulo, por outro lado, observou o celibato e mantinha-se puro. Veja que grande amor Eu tinha por esses dois! Eu dei as chaves do Céu a Pedro para que tudo o que atasse e desatasse na Terra, fosse atado e desatado no Céu. Eu permiti que Paulo se tornasse como Pedro em glória e honra. Como, juntos, eles foram iguais na terra, assim, agora, eles estão unidos em glória eterna no Céu e juntos glorificados. Entretanto, embora Eu tenha mencionado esses dois individualmente pelos nomes, por e através deles quero denotar também outros amigos. De modo semelhante, sob a antiga Aliança, Eu costumava falar a Israel como se estivesse me dirigindo a uma só pessoa, embora tivesse a intenção de designar todo o povo de Israel por esse único nome. Da mesma forma, agora, usando esses dois homens, tenho a intenção de denotar a multidão dos que eu enchi com meu amor e glória.

Com o passar do tempo, o mal começou a multiplicar-se e a carne começou a se enfraquecer e a se tornar mais e mais inclinada ao mal. Assim, estabeleci normas para cada um dos dois, ou seja, para o clero e o laicato, representados aqui por Pedro e Paulo. Em minha misericórdia, decidi permitir que o clero possuísse uma quantia moderada de propriedades de igreja para suas necessidades corporais para que eles pudessem crescer mais ardorosos e constantes em servir-me. Eu também permiti ao laicato que se unissem em matrimonio de acordo com os preceitos da Igreja. Entre os sacerdotes, havia um bom homem que pensou consigo: ‘A carne me arrasta a baixos prazeres, o mundo me arrasta à olhares prejudiciais, enquanto o demônio arma varias armadilhas para pegar-me pelo pecado. Então, para não ser apanhado pelo prazer carnal, eu observarei moderação em todas as minhas ações. Serei moderado em meu repouso e divertimento. Dedicarei o tempo apropriado ao trabalho e orações e reprimirei meu apetite carnal através do jejum. Segundo, para que o mundo não me afaste do amor de Deus, abrirei mão de todas as coisas mundanas, pois são perecíveis. É mais seguro seguir Cristo na pobreza. Terceiro, para não ser enganado pelo demônio que sempre nos mostra falsidade em vez da verdade, eu me submeterei à regra e obediência de um outro; e eu rejeitarei todo o egoísmo e mostrarei que estou pronto para dedicar-me a tudo o que seja ordenado pela outra pessoa’. Este homem foi o primeiro a estabelecer uma regra monástica. Ele perseverou nisso de maneira louvável e deixou sua vida como um exemplo a ser imitado por outros.

Durante um tempo, a classe do laicato foi bem organizada. Alguns homens cultivavam o solo e bravamente perseveravam trabalhando a terra. Outros navegavam e transportavam mercadorias a outras regiões de forma que os recursos de uma região supriram as necessidades de outra. Outros eram especialistas e artesãos. Entre esses estavam os defensores de minha Igreja que hoje são chamados de cavaleiros.

Eles pegaram em armas como vingadores da Santa Igreja para lutar contra seus inimigos. Entre eles, surgiu um bom homem e meu amigo que pensou consigo: ‘Não cultivo o solo como um fazendeiro. Não trabalho nos mares como um comerciante. Não trabalho com minhas mãos como um habilidoso artesão.

O que, então, posso fazer ou através de qual trabalho posso agradar meu Deus? Não sou bastante disposto no serviço da Igreja. Meu corpo é muito mole e fraco para suportar danos físicos, minhas mãos não têm força para derrotar os inimigos e minha mente não se adapta a refletir sobre o Céu. O que posso fazer então?

Sei o que posso fazer. Eu me comprometerei a um príncipe secular através de um juramento, prometendo defender a fé da Santa Igreja com minha força e meu sangue’. Este meu amigo dirigiu-se ao príncipe e disse: ‘Meu senhor, sou um dos defensores da Igreja. Meu corpo é fraco demais para suportar danos físicos, minhas mãos não têm força para derrubar outros; minha mente é instável quando levada a pensar e realizar o que é bom; minha teimosia é o que me agrada; e minha necessidade de repouso não me permite tomar uma postura forte pela casa de Deus. Assim, comprometo-me com um juramento público de obediência à Santa Igreja e ao senhor, o Príncipe, jurando defendê-la todos os dias de minha vida para que, embora minha mente e vontade possam ser mornas com respeito à luta, eu possa ser compelido a trabalhar por causa de meu juramento’. O príncipe respondeu-lhe: ‘Irei com você até a casa do Senhor e serei testemunha de seu juramento e promessa’. Os dois vieram até meu altar, e meu amigo ajoelhou-se e disse: ‘Sou de corpo muito fraco para suportar danos físicos, minha teimosia muito me agrada, minhas mãos são muito indecisas quando é preciso desferir golpes.

Então, prometo obediência a Deus e a ti, meu chefe, comprometendo-me através de um juramento para defender a Santa Igreja contra seus inimigos, para confortar os amigos de Deus, fazer bem às viúvas, órfãos e fiéis a Deus, e nunca fazer nada contrario à Igreja ou à fé. Além disso, me submeterei à sua correção se eu errar, para que, comprometido por obediência, eu deva temer o pecado e o egoísmo ainda mais e me dedicar mais ardorosa e prontamente em realizar a vontade de Deus e sua própria vontade, sabendo eu mesmo, ser somente o mais digno de condenação e desprezo se eu me atrever a violar a obediência e transgredir seus mandamentos. Depois dessa promessa ter sido feita em meu altar, o príncipe decidiu sabiamente que o homem deveria se vestir de forma diferente dos outros leigos como um sinal de auto-renuncia e como uma lembrança de que tinha um superior ao qual devia se submeter.

O príncipe também colocou uma espada em suas mãos, dizendo: ‘Esta espada deve ser usada para ameaçar e matar os inimigos de Deus’. Ele colocou um escudo em seu braço, dizendo: ‘Defende-te com este escudo contra os projéteis do inimigo e suporte pacientemente o que é lançado contra ele. Que possas antes, vê-lo despedaçado do que fugir da batalha!’ Na presença de meu sacerdote que está escutando, meu amigo fez-me o firme propósito de observar tudo isso. Quando fez a promessa, o sacerdote lhe ofereceu meu corpo para dar-lhe força e coragem para que, uma vez unido a mim através de meu corpo, meu amigo nunca se separe de mim. Assim foi meu amigo George, como também muitos outros. Assim também, deve ser com os cavaleiros. Devem obter seu título como resultado do mérito e usar seu traje de cavaleiro como resultado de suas ações em defesa da Sagrada Fé.

Ouçam como meus inimigos estão agora, indo contra as primeiras façanhas de meus amigos. Meus amigos costumavam entrar no mosteiro através de suas sábias reverências e amor por Deus. Mas aqueles que estão hoje em dia nos mosteiros, saem para o mundo por orgulho e ambição, seguindo sua obstinação, satisfazendo o prazer de seus corpos. A justiça exige que as pessoas que morrem em tais disposições não devam experimentar a alegria do céu mas, pelo contrario, receber a punição interminável do inferno. Saibam, também, que os monges enclausurados que são forçados contra sua vontade a tornarem-se prelados pelo amor a Deus não devem ser contados nesse numero. Os cavaleiros que costumavam empunhar minhas armas estavam prontos para entregar suas vidas pela justiça e derramar seu sangue pelo bem da sagrada fé, trazendo justiça aos necessitados, derrubando e humilhando os agentes do mal.

Mas ouçam como eles foram corrompidos! Agora, eles preferem morrer em batalha pela glória, ambição e inveja induzidos pelo demônio em vez de viver de acordo com meus mandamentos e obter gozo eterno. Justas recompensas serão distribuídas durante o julgamento, para todas as pessoas que morrem em tal disposição, e suas almas serão ligadas ao demônio para sempre. Porém, os cavaleiros que me servem receberão sua retribuição nos Céus para sempre. Eu, Jesus Cristo, verdadeiro Deus e Homem, um com o Pai e o Espírito Santo, um só Deus para todo o sempre, disse isto.”

Palavras de Cristo à esposa sobre a deserção de um cavaleiro do verdadeiro exército, isto é, da humildade, obediência, paciência, fé, etc., para o falso exército, isto é, dos vícios opostos, orgulhos, etc., e a descrição de sua condenação e sobre como uma pessoa pode encontrar condenação por causa de uma vontade má e também devido a ações más.

Livro 2 - Capítulo 8

Eu sou o verdadeiro Senhor. Não há outro Senhor maior que eu. Não houve outro antes de mim e também não haverá depois. Todo senhorio vem de mim e através de mim. É por isso que Eu sou o verdadeiro Senhor e nenhum outro a não ser Eu, pode verdadeiramente ser chamado Senhor, pois todo o poder vem de mim.

Eu te disse anteriormente que tive dois servos, um deles corajosamente, assumiu um estilo de vida louvável e perseverou até o fim. Inúmeros outros o seguiram no mesmo caminho do ofício de cavaleiro. Eu te direi agora sobre o primeiro homem a desertar da profissão de cavaleiro que foi instituída por meu amigo. Não te direi seu nome, pois não o conheces por nome, mas revelarei seu propósito e vontade.

Um homem que queria tornar-se cavaleiro veio ao meu santuário. Quando entrou, escutou uma voz: “Três coisas são necessárias se quiseres tornar-te cavaleiro: Primeiro, precisas acreditar que o pão que vês no altar é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, o Criador do Céu e da Terra. Segundo, uma vez que assumiste os serviços de cavaleiro, deves exercitar-te mais no autodomínio do que estás acostumado. Terceiro, não deves preocupar-te com honras mundanas. Certamente te darei alegrias e honras eternas.

Ao ouvir, ponderando consigo mesmo estas três condições, ele ouviu também uma voz maligna em sua mente fazendo três propostas contrárias às anteriores. Ela dizia: “Se me servires, far-te-ei três outras propostas. Eu te deixarei ter o que vês, ouvir o que quiseres e obter o que desejas”. Quando ele ouviu isso, pensou consigo: “O primeiro senhor me disse para ter fé em algo que não vejo e me prometeu coisas desconhecidas para mim. Ele me disse para abster-me dos prazeres que posso ver e que desejo, e esperar por algo que para mim é duvidoso. O outro senhor me prometeu a honra mundana que posso ver e o prazer que desejo sem proibir-me de ver ou ouvir tudo aquilo que gosto.

Com certeza, para mim é melhor segui-lo, ter o que posso ver e desfrutar das coisas que são certas em vez de esperar por coisas que para mim são incertas”. Com tais pensamentos, este homem foi o primeiro começar a deserção do serviço de um verdadeiro cavaleiro. Ele rejeitou a verdadeira profissão e quebrou sua promessa. Jogou o escudo da paciência aos meus pés, deixou a espada para a defesa da fé cair de suas mãos e deixou o santuário. A voz maligna lhe disse: “Se, como eu disse, fores meu, então poderás andar orgulhosamente pelos campos e ruas. Aquele outro senhor manda seus homens serem constantemente humildes. Assim, certifica-te de não evitar o orgulho e a ostentação! Enquanto aquele outro senhor fez sua entrada pela obediência e se sujeitou à obediência em toda jornada, tu não deves deixar ninguém ser teu superior. Não dobres teu pescoço humildemente a outras pessoas.

Toma tua espada para derramar o sangue de teu vizinho e irmão, para tomar posse de sua propriedade!

Empunhe o escudo em teu braço e arrisque tua vida para ganhar renome! Em vez da fé que ele defende, ame o templo de teu próprio corpo sem te absteres de nenhum prazer que o deleite”.

Enquanto o homem estava ajustando sua mente e fortalecendo sua decisão com esses pensamentos, seu príncipe colocou sua mão no pescoço do homem no ponto indicado. Nenhuma parte do corpo, qualquer que seja, pode danificar alguem que tenha boa vontade ou ajudar alguem cuja intenção é má. Após a confirmação de sua condição de cavaleiro, o coitado traiu o serviço de cavaleiro ao exercê-la tendo em vista o orgulho mundano, não levando a sério o fato de que estava agora, mais do que antes, sob a maior obrigação de viver uma vida austera. Inúmeros exércitos de cavaleiros imitaram e ainda imitam esse cavaleiro em seu orgulho, que afundou a todos no mais fundo abismo devido aos seus juramentos de cavaleiros.

Porém, já que há muitas pessoas que desejam crescer no mundo e conquistar renome, mas não o conseguem, podes perguntar: Essas pessoas têm que ser punidas pela maldade de suas intenções da mesma forma que aquelas que alcançam seu desejado sucesso? A isso eu te respondo: Asseguro-te que qualquer um que ardentemente pretenda crescer no mundo e faça tudo o que puder para isso com a intenção de um vazio título de honra mundana, embora sua intenção nunca alcance seu efeito devido a uma secreta decisão minha, tal homem será punido pela maldade de sua intenção da mesma forma que aquele que consiga alcançar isso, isto é, a menos que retifique sua intenção através da penitência.

Veja, dar-lhe-ei o exemplo de dois indivíduos muito bem conhecidos por muitas pessoas. Um deles prosperou de acordo com seus desejos e obteve quase tudo que desejou. O outro teve a mesma intenção, porém não as mesmas possibilidades. O primeiro obteve renome mundial; ele amou o templo do seu corpo em toda luxúria; teve o poder que ele quis; tudo em que tocou prosperou. O outro era idêntico a ele em intenção, porém recebeu menos renome. Ele teria com vontade, derramado cem vezes o sangue do próximo para realizar seus planos de ambição.

Ele fez o que pôde e realizou sua vontade de acordo com seu desejo. Estes dois homens foram semelhantes em sua horrível punição. Embora não morram ao mesmo tempo, eu ainda posso falar de uma alma a invés de duas, já que sua condenação foi uma e a mesma. Ambos tiveram a mesma coisa a dizer quando o corpo e a alma foram separados e a alma partiu. Uma vez tendo deixado o corpo, a alma disse a ele: “Diga-me, onde estão agora as visões para deleitar meus olhos que me prometeste e onde está o prazer que me mostraste, onde estão as palavras agradáveis que me mandaste usar?” O demônio estava lá e respondeu:

“As visões prometidas nada mais são do que pó, as palavras nada são além de ar, o prazer nada mais é do que lama e podridão. Estas coisas não têm valor para ti agora”. A alma então gritou: “Ai de mim, ai de mim, fui miseravelmente enganada! Eu vejo três coisas.

Eu vejo aquele que me foi prometido na aparência de pão. Ele é o verdadeiro Rei dos reis e Senhor dos senhores. Vejo o que ele prometeu, e é indescritível e inconcebível. Eu vejo agora, que a abstinência que ele recomendou, era realmente mais proveitosa”. Então, com uma voz ainda mais alta, a alma gritou três vezes: “Ai de mim, que nasci! Ai de mim, cuja vida na Terra foi tão longa! Ai de mim, que devo existir em uma morte perpétua e interminável!”

Veja a desgraça que as pessoas ruins terão em retorno pelo desprezo a Deus e pela alegria passageira! Então, você deve me agradecer, minha esposa, por ter-te afastado de tal desgraça! Seja obediente ao meu Espírito e aos meus escolhidos!



Palavras de Cristo à esposa dando uma explicação do capítulo anterior,e sobre o ataque do demônio ao cavaleiro previamente mencionado e sobre sua terrível e justa condenação.

Livro 2 - Capítulo 9

Toda a extensão dessa vida é somente uma hora para mim. Assim, o que estou te dizendo agora sempre esteve em minha presciência. Falei-te anteriormente sobre um homem que iniciou na cavalaria, e sobre outro que desertou dela como um infame. O homem que desertou das fileiras da verdadeira cavalaria jogou seu escudo sobre meus pés e sua espada a meu lado, quebrando suas promessas e votos sagrados. O escudo que ele jogou simboliza nada mais do que a verdadeira fé pela qual ele se defenderia dos inimigos de sua alma e da fé.

Os pés, com os quais caminho em direção à humanidade, simbolizam nada mais do que o deleite divino pelo qual atraio uma pessoa a mim e a paciência com a qual constantemente o sustento. Ele jogou este escudo ao chão quando entrou em meu santuário, pensando consigo mesmo: quero obedecer ao senhor que me aconselhou a não praticar abstinência, aquele que me deixa ouvir coisas agradáveis aos meus ouvidos. Foi dessa maneira que ele jogou ao chão o escudo da minha fé por querer seguir seu desejo egoísta ao invés de mim, por amar a criatura mais do que o Criador.

Se ele tivesse tido uma fé correta, se tivesse acreditado que Eu sou todo-poderoso, um correto juiz e doador de glória eterna, ele não teria desejado nada além de mim, não teria temido nada além de mim. Porém, ele jogou sua fé aos meus pés, desprezando-a e contando-a como nada, porque ele não procurou me agradar e não teve consideração à minha paciência. Então ele jogou sua espada ao meu lado. A espada simboliza nada mais que o temor a Deus, que o verdadeiro cavaleiro de Deus deve continuamente ter em suas mãos, ou seja, em seus atos. Meu lado simboliza nada mais que o cuidado e proteção com os quais Eu protejo e defendo meus filhos, como uma galinha protegendo seus pintinhos, para que o demônio não lhes faça mal e que nenhuma tentação insuportável venha sobre eles.

Mas aquele homem jogou fora a espada do meu temor sem se incomodar em pensar em meu poder e sem ter nenhuma consideração por meu amor e paciência.

Ele a jogou no chão ao meu lado, como se dissesse: “Eu não temo e nem ligo para a sua defesa. Eu consegui o que tenho através de meus próprios atos e minha nobre descendência”. Ele quebrou a promessa que fez a mim. Qual é a verdadeira promessa pela qual um homem está ligado por votos a Deus? Com certeza, são as ações de amor; qualquer coisa que uma pessoa faz, deve fazer por amor a Deus. Mas, isso ele pôs de lado, ao trocar seu amor a Deus pelo amor-próprio; preferiu seu egoísmo ao deleite futuro e eterno.

Dessa forma, ele se separou de mim e deixou o santuário da minha humildade. O corpo de qualquer cristão guiado pela humildade é meu santuário. Aqueles guiados pelo orgulho não são meu santuário, são o santuário do demônio que os conduz na direção do desejo mundano com seus próprios propósitos. Tendo saído do templo da minha humildade, e tendo rejeitado o escudo da santa fé e a espada do temor, ele caminhou orgulhosamente para os campos, cultivando toda cobiça e desejo egoísta, desprezando o temor a mim e crescendo em pecado e luxúria.

Quando chegou ao final de sua vida e sua alma deixou o corpo, os demônios saíram para encontrá-lo. Três vozes do inferno puderam ser ouvidas falando contra ele. A primeira disse: “Não é este o homem que desertou da humildade e nos seguiu no orgulho? Se seus pés puderam levá-lo ainda mais alto em orgulho a ponto de nos ultrapassar e ter a primazia em orgulho, ele foi rápido em fazer isso”. A alma respondeu: “Eu sou este homem”. A Justiça respondeu: “Esta é a recompensa pelo seu orgulho: você descerá de mãos dadas com um demônio até alcançar a parte mais baixa do inferno. E dado que não há demônio que não saiba seu castigo particular e o tormento a ser infligido por cada pensamento e ato desnecessário, nem tu escaparás do castigo nas mãos de cada um deles, mas partilharás da malicia e maldade de todos eles”. A segunda voz gritou, dizendo: “Não é este o homem que se afastou de seu serviço professo a Deus e uniu-se às nossas fileiras?”

A alma respondeu: “Eu sou este homem”. A Justiça disse: “Esta é tua agregada recompensa: que cada um que imitar tua conduta como cavaleiro se unirá à tua punição e sofrimento pela tua própria corrupção e dor, e irá lhe golpear na sua vinda com uma ferida mortal. Tu serás como um homem atormentado por uma severa ferida, realmente serás como um atormentado com ferida após ferida, até que teu corpo esteja repleto de feridas, que causam sofrimento intolerável e lamentarás constantemente tua sorte. Mesmo assim, experimentarás miséria após miséria. No auge de tua dor, ela será renovada, e tua punição nunca acabará e tua angústia nunca diminuirá”. A terceira voz gritou: “Não é este o homem que trocou seu Criador pelas criaturas, o amor de seu Criador por seu próprio egoísmo?” A Justiça respondeu: “Certamente é ele”.

Assim, dois buracos serão abertos nele. Através do primeiro entrará cada punição merecida desde seu menor pecado até o maior deles, na medida em que trocou seu Criador por sua própria luxúria. Através do segundo, entrará cada tipo de dor e vergonha, e nenhuma consolação divina ou caridade entrará nele, na medida em que amou a si mesmo em lugar de seu Criador. Viverá eternamente e sua punição durará para sempre, pois todos os santos se afastaram dele”. Minha esposa, veja quão miseráveis serão essas pessoas que me desprezam, e quão grande será a dor que eles compraram ao preço de tão pequeno prazer!”

Como da sarça ardente Deus falou a Moisés, Cristo fala à esposa sobre como o demônio é simbolizado pelo faraó, cavaleiros dos dias presentes simbolizados pelo povo de Israel e o corpo da Virgem pela sarça, e sobre como os atuais cavaleiros e bispos estão, no presente, preparando uma moradia para o demônio.

Continua...


Fonte: Extraído do Livro As Profecias e Revelações de Santa Brígida



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