Pe. Léo Persch: Parte 4 - A Vinda Gloriosa de Jesus, Parusia
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Artigo N.º 12285 - Pe. Léo Persch: Parte 4 - A Vinda Gloriosa de Jesus, Parusia
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Postado em: 11/05/14 às 07:33:45 por: James
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Continuação...

Esclarecimentos do Pe. Léo Persch: A Vinda Gloriosa de Jesus, Parusia, capítulo 4

 

CAPÍTULO IV

A NOVA EVANGELIZAÇÃO E A ESCATOLOGIA

A Cruz Gloriosa no Firmamento e a de Dozulê também são designadas Cruz da Nova Evangelização. Foi Jesus que o revelou no sermão escatológico, no final da terça-feira da semana santa: “É necessário que o Evangelho do reino seja anunciado em todo o mundo, a todos os povos. Então virá o fim”. O fim significa a Parusía, o fim dos tempos, com a vinda gloriosa de Jesus. A Escatologia (tratado sobre o fim) abrange o anúncio da transição definitiva do mundo atual para o mundo novo. Criado por Deus em justiça e santidade. “Novo Céu e nova Terra”. O próprio Deus, que outrora falou pelos profetas, escolheu “o homem de sua predileção” – Daniel – a quem revelou uma síntese dessa completa transição, conforme Dn 9,24.

1º - Fim de toda a perversidade e pecados;
2º - Expiação de todas as culpas;
3º - Instaurar uma justiça eterna;
4º - Cumprir todas as profecias e visões;
5º - Ungir o Santo dos Santos;

 

 

Interpretações:

1º - Fim de toda a perversidade e pecados:

Não haverá, jamais, prevaricação, nem pecado, assim na terra como no céu. João Batista é mais explícito: Jesus veio para tirar os pecados do mundo, porque essa foi a principal missão do Cordeiro de Deus, por nós imolado. Todos serão santos, já aqui na terra, iguais ou semelhantes aos anjos do céu. A santidade universal não significa supressão da liberdade, pelo contrário; é a liberdade na sua plena perfeição, a liberdade gloriosa dos filhos de Deus (Rm 8,21), que se fundamenta no perfeito conhecimento de toda a verdade (Jo 8,32-36). Nossa liberdade atual não é gloriosa, mas perigosa, traiçoeira, sedutora... iguais aos anjos rebeldes de outrora, seduzidos por satanás: eles não passaram no teste do uso da liberdade para o bem, mas optaram usá-lo para o mal e por isso foram condenados (Ap 12, 7-9). Deus concedeu liberdade aos anjos e aos homens; do contrário não seriam “Imagem e semelhança de Deus”. É necessário que também os homens, no exercício da liberdade, passem no teste final, “para não serem reprovados por Deus” (1Cor 9,27).

2º - Expiação de todas as culpas:

A expiação de toda a culpa é indispensável para a salvação, porque a nova criação da terra não permite entrada de nenhuma impureza no seu reino. É preferível expiar a culpa nos caminhos desta vida, pelo arrependimento e o perdão, para não submeter-se à grande purificação pelo Espírito Santo, durante os três dias de trevas que precedem à nova criação do mundo.

 

 

Resumo da purificação total.: Os três dias de trevas

A grande purificação abrange toda a criação, desde os ínfimos grãos da matéria, até as primícias da criação, que são as almas imortais dos seres humanos, imagem e semelhança de Deus Criador. Tudo será novo, purificado, porque tudo está contaminado, não só os tradicionais elementos (água- ar – terra – fogo), mas, também, as almas e as consciências, através de falsas concepções e práticas indevidas e perniciosas.

Tudo isso é um mistério para os homens, pelas intermináveis confusões – mas tudo é luz e verdade para a Sabedoria Eterna.

Os três dias de trevas são uma metáfora para satisfazer a incompreensão humana, pois, na verdade, é uma supressão do tempo. As mensagens que vem do céu pedem que tenhamos uma vela ou um pedaço de vela durante as trevas, para iluminar a casa fechada. Quando a vela estiver acesa ela não se consumirá (como a sarça ardente que Moisés viu, e não se consumiu) (Ex 3,2-6). Era Deus que ali estava.

A Ciência já sabe que o tempo é relativo: assim como existe, também pode não existir. (Teoria da Relatividade). No começo, quando Deus criou o céu e a terra, Ele também criou o espaço e o tempo – e pode suprimir um, ou outro, ou ambos. Dentro da natureza da luz, o tempo existe e ao mesmo tempo pode não existir.

É o caso da luz no espaço. Ela se propaga na velocidade de (quase) 300.000 Km/s – trezentos mil quilômetros por segundo. Este é o último limite possível (ou impossível) para a velocidade de qualquer objeto, ou energia pura, como a luz. Mas o tempo fica parado, ele não existe.

Quando os astrônomos focalizam astros ou galáxias mais distantes, eles calculam as distâncias, inclusive em milhares, milhões ou bilhões de anos/luz e também sabem que a luz que enxergam ficou parada no tempo (tempo zero), trazendo a imagem do mesmo instante em que foi produzida, igual ao número da distância do cálculo efetuado. A imagem que enxergam não mudou durante os milhares, milhões ou bilhões de anos/luz – mas os astrônomos enxergam aquilo que já não existe, talvez desde o mesmo número de anos/luz da sua distância.

 

 

Todavia os astrônomos teimam até atingir aquilo que eles chamam de “Big-Bang” (=grande explosão da luz), isto é, o começo da criação do mundo. Isso não é nenhum pecado porque é uma pesquisa científica.

É também o que nos diz São Pedro: “Um dia para Deus é como mil anos, e mil anos como um dia” (2Pd 3,9 / Sl 89, 4 e ss). Hoje São Pedro poderia também dizer: “para Deus um instante é como uma eternidade – e uma eternidade é como um instante”. Deus pode manipular o tempo como se fosse um brinquedo em Suas mãos. O tempo deriva da Eternidade que é síntese absoluta, ao passo que o tempo é a análise do movimento que o produz. Da mesma forma como o espaço deriva do infinito, que é a síntese absoluta, sendo o espaço a análise do movimento que o produz. Tinha razão o divino filósofo Platão: “O tempo é a imagem móvel da eternidade imóvel”. E os magistrados de Israel não entenderam a resposta de Jesus – quando Seus adversários o acusaram: “Não tens ainda 50 anos – e tens a presunção de que viste Abraão (que viveu 1800 anos antes)”. Jesus, o Verbo eterno, respondeu: “Antes que Abraão existisse, Eu Sou” (Jo 8,57-58). Deus também respondeu à pergunta de Moisés: “Eu sou aquele que sempre é”, ou “Eu sou o eterno, o Existente”.

Deus sempre tem presente todo o passado e todo o futuro de cada um de nós.

Ação do Espírito Santo

A expiação da culpa se realiza pela missão do Espírito Santo que o Pai e o Filho enviam sobre as almas. Isso sempre acontece após a morte, quando a alma comparece diante do divino Juiz – que é Jesus. Ele mesmo explica: Quando o Espírito vier sobre vós, em nome do amor do Pai e do Filho, como advogado vosso (Paráclito), vos ensinará toda a verdade e vos anunciará as coisas que hão de vir. Ele é o Espírito da verdade, que convence o mundo de que existe pecado, justiça e julgamento, fazendo-vos lembrar tudo quanto vos ensinei... (resumo de Jo capítulos 14 a 16).

Este é o julgamento individual das nossas almas após a morte. Nesse julgamento, todos conhecerão toda a verdade, em relação a Deus e ao Céu, com respeito à Bíblia, Evangelho e à Igreja, mas, de modo especial, a respeito de sua vida diante de Deus e dos homens. Conhecerão tudo com a mesma luz de Deus, com uma clareza absoluta e incontestável. Aqueles que não se purificarem nos caminhos desta vida, reconhecerão a sua culpa e indignidade para participarem da gloriosa e bem-aventurada natureza divina; eles mesmos se lançam no lugar da expiação da sua culpa remanescente, até a completa purificação. Não é Jesus que os manda ao purgatório, mas os culpados o exigem. O purgatório não é sofrimento físico, mas moral: é um estado de alma que consiste em amargo arrependimento pelas faltas não redimidas, e uma dor insuportável pela ausência do Amor Divino, a tal ponto, que parecem arder em fogo para purificação. É o fogo do Amor do Espírito Santo.

Importante: No julgamento também haverá aqueles que blasfemam contra o Espírito Santo – como certamente já procederam em vida, contrariando a santa lei de Deus. Para esses não há salvação, nem perdão. Assim Jesus ensinou: “Quando o Espírito vier sobre toda a carne – oferecendo o perdão pelo Amor do Pai e do Filho – mas proferirem a blasfêmia como rejeição ao Espírito Santo .... será réu de eterno delito” (Mt 12,31-32; 34, 36-37; Mc 3, 28-29).

 

 

Todavia, Deus deseja a salvação de todos os homens – e Jesus morreu para salvar a todos. Mas estabeleceu uma cláusula: “Quem não nascer pela água e pelo Espírito Santo – não entrará no Reino do Céu” (Jo 3,3). Até hoje ainda, dois terços da humanidade não são batizados. Não obstante, “Muitos virão do Oriente e Ocidente, do Norte e do Sul, e entrarão no Reino do Céu...”. Jesus prometeu salvar numerosos fiéis de todos os povos e raças, de tribos, línguas e nações, culturas e religiões diferentes, contanto que, após o conhecimento de toda a verdade pelo Espírito Santo, após a morte, tiverem um coração aberto para toda a verdade. Mas não foram ainda batizados? A providência divina não falha. Jesus falou para os videntes e carismáticos, que João Batista continua sua missão no céu, com a participação de missionários, para batizar as almas dos pagãos fiéis.

Tudo o que foi dito até aqui, se refere a purificação dos mortos. Mas Jesus virá para julgar os vivos e os mortos. Os vivos que serão julgados no fim dos tempos são os designados nos salmos, profetas e Apocalipse, de sobreviventes da grande tribulação. Qual a diferença de julgamento entre vivos e mortos? Nenhuma. O confessor dos vivos será o mesmo Espírito Santo, que ensinará aos vivos toda a verdade, com o mesmo Amor do Pai e do Filho – Amém.


3º - Instaurar uma justiça eterna (Dn 9,24):

A justiça eterna divina é infinita. Todavia, Deus é Amor, que é também eterno e infinito. Qual dos dois atributos divinos prevalece?

 

 

A resposta na Bíblia é clara, em múltiplas instruções divinas. Uma delas é do tempo de Moisés, a quem Deus muitas vezes falou, exaltando o Amor, a misericórdia e o perdão. Após manifestar Sua misericórdia e perdão pelos pecados do povo o próprio Deus desceu numa nuvem e falou a Móisés: “Javé, Javé, Deus é compassivo e misericordioso; lento para a cólera, rico em bondade e fidelidade. Conserva a sua graça até mil gerações, perdoando a iniqüidade, a rebeldia e o pecado...” (Ex 34,5-7). “Por minha vida, disse o Senhor Javé,: Não tenho nenhum prazer com a morte do pecador, mas sim com a sua conversão, para que tenha a vida...”(Ez 33,11). Muitos salmos exaltam sua infinita misericórdia. O evangelho e as cartas de João apóstolo proclamam o Seu eterno Amor.

O Amor de Deus também se manifesta após a morte, no julgamento. O pecador, no conhecimento de toda a verdade pela ação do Espírito Santo, tem plena liberdade para decidir o seu destino: Poderá pedir perdão e expiar toda a sua culpa para se salvar, ou blasfemar contra o Espírito Santo para sua perdição. Jesus falou para videntes que Ele não condena. A justiça divina é infinita; não obstante, a Sua misericórdia é ainda maior que a Sua justiça.

4º - O cumprimento de todas as profecias e visões:

O próprio Jesus falou:Não vim para abolir a lei ou os profetas... mas para cumprir, completar e aperfeiçoar. Em verdade vos digo, nada será mudado na lei ou profetas, sem que primeiro haja um novo céu e uma nova terra” (Mt 5,17-18).

 

Quando Jesus voltar tudo será renovado. “Eis que faço novas todas as coisas.... Eu sou Alfa e Ômega, o começo e o fim” (Ap 21,5-6)

Será como se fosse o “Novíssimo Testamento” – o terceiro Testamento.

Tudo aquilo que os profetas anunciaram sobre a redenção completa do mundo é uma perspectiva profética de longo alcance, porque não discerne os tempos da primeira vinda do Messias com a segunda, a Parusía. Realmente, poucos versículos proféticos se referem à primeira vinda, isto é, como Cordeiro de Deus – nascido e vivido como Homem até a morte, só plenamente reconhecido como Deus na ressurreição. Os milagres que realizou foram mediante o beneplácito do Pai e do Espírito Santo (Jo 11, 21-22).

O pleno poder de Jesus começou pela ressurreição, quando Ele mesmo declarou: “Todo poder me foi concedido no céu e na terra” (Mt 28,18). Toda vida anterior foi “fazer a vontade do Pai” e do Espírito Santo enviado pelo Pai. Tudo o que consta foi, na verdade, o “exórdio” da redenção definitiva do mundo, conforme declara São Pedro em 1Pd, 3-5: “Bendito seja Deus, o Pai.... Ele nos fez renascer pela ressurreição de Jesus Cristo.... para uma herança incorruptível... reservada para vós nos céus.... para a salvação, que já está pronta para se manifestar no fim dos tempos”.

Realmente, poucas são as profecias antigas que se destinam claramente à primeira vinda de Cristo. Cerca de noventa por cento das profecias se referem ao fim dos tempos e a nova Criação, no Céu e na Terra. O maior acontecimento da história, semelhante à ressurreição.

Alguns autores protestantes afirmam que todas as profecias antigas são orientadas para o fim dos tempos. A maioria tem caráter universal – para todo mundo, como por exemplo, esta: “Adorá-lo-ão todos os reis da terra – todos os povos do mundo servi-lo-ão".

Os judeus não entenderam que o Messias haveria de morrer., julgando que só haveria a Vinda Gloriosa, conforme já vimos (Jo 12,32-34), e por isso O rejeitaram. Mas Deus os perdoará – após dois mil anos de castigos. (Rm11,25-35)

 

 

Na Segunda Vinda, o vasto repertório dos antigos profetas, no oitavo dia da Criação, entrará em pleno cumprimento, e muitas outras, numa interminável sucessão de surpresas para todos os eleitos. O assunto é tão vasto que não cabe na presente redação.

5º - Unção do Santos dos Santos (Dn 9,24)

O “Santo”, ou “Santo dos Santos” designa sempre a Pessoa de Jesus Cristo, desde os tempos antigos, nos Salmos e profetas, bem como na nova Lei (Exemplo Hab 3,3). Moisés o designa de o “Grande Profeta” – que há de vir (Dt 18,15-19). Na Lei Nova são clássicas as expressões seguintes: “És tu o Profeta?” e “Este é, de fato, o Profeta que deveria vir ao mundo” (Jo 1,21; 5,14), bem como : “Não é correto que o Profeta morra fora de Jerusalém” (Lc 13,33 – está errada a tradução usual que diz ”Não é correto que um Profeta morra fora de Jerusalém”). E outros nomes: “O Grande Rei”, O Emmanuel (Deus conosco), o Filho de Deus, o Filho de Davi, o Rei Universal”... e o nome que prevaleceu nos profetas: o Messias = o Ungido. No Testamento Novo, definitivamente prevaleceu o nome: Jesus Cristo, desde o dia da Anunciação (Lc,1,30).

“Ungido pelo Pai”, já como “Rei do Céu”, com todo poder no céu e na terra (Mt 28,18), finalmente também vai assumir o “Reino Universal na terra”, conforme testemunhou perante o governador Pôncio Pilatos: “Sim, Eu sou Rei. Para isto nasci e vim ao mundo, para dar testemunho da verdade. E todo aquele que é da verdade ouvirá a minha voz” (Jo 18,36-37). Mas preveniu: “O meu reino não é como os reinos deste mundo” (sustentados pelo poder das armas) (Jo 18,36). Mas, sim: Reino de santidade e graça, de verdade e vida, de justiça, amor e de paz. (texto litúrgico). “Cheios de esperança aguardamos a Vinda Gloriosa do Cristo Salvador” (Liturgia).

Ao soar da sétima trombeta, o céu proclamará em alta voz: O Reino de nosso Senhor e de Seu Cristo se estabelece sobre o mundo, e ELE reinará pelos séculos dos séculos.... Graças Te damos, Senhor, que vens como Deus Dominador... para dar a Teus servos a recompensa... e para exterminar os que corromperam a Terra” (Ap. 11,15 a 18).

Assim começará o oitavo Dia da Criação, o Dia da eternidade, da glória e da bem-aventurança, rumo ao infinito. Todos os eleitos, desde os tempos antigos, serão sócios de Deus, “participantes da natureza divina” para sempre.

“Vinde Senhor Jesus”.

Pe. Léo Persch
Segue: O anúncio da Parusía.

 

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Leia todas as partes...

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Fonte: http://www.rainhamaria.com.br/Secao/19/Artigos-do-Pe-Leo-Persch



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