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Artigo N.º 10525 - Natal copta: entre a esperança e o medo
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Postado em: 15/01/13 às 08:14:38 por: James
Categoria: Destaque
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Neste dia 7 de Janeiro, e não a 25 de Dezembro, porque o seu calendário é juliano e não gregoriano, a maior comunidade cristã do Médio Oriente “sai do gueto” para exigir os seus direitos.


Hany Wahba, engenheiro elétrico de 31 anos, estará neste domingo na Catedral de São Marcos, no Cairo, das 19h até à missa da meia-noite, para celebrar o Natal dos cristãos ortodoxos coptas, que se assinala a 7 de Janeiro. “Não temos muitos motivos para festejar, com um Presidente da Irmandade Muçulmana e uma Constituição que nos aproxima de um Estado Islâmico”, diz o jovem egípcio, numa entrevista ao PÚBLICO, por telefone. “Vivemos agora pior do que durante o regime de Hosni Mubarak”.

Apesar de tudo, Hany e o seu amigo, “mais religioso”, Mina Thabet, estudante de Engenharia de 24 anos, estarão juntos a rezar “pela salvação do Egito”. Diz-nos Mina, líder do Maspero Youth Union, também por telefone: “Temos agora um novo Papa [Tawadros II] e queremos saber como podemos vencer o medo, que não é só da maior comunidade cristã do Médio Oriente mas de todos os egípcios.” Hany entristece-se quando lembra que muitas pessoas nem sequer lhe desejam Feliz Natal. “Muitos salafistas emitiram fatwas [éditos] que condenam à morte quem nos saudar dessa forma, porque isso é considerado um reconhecimento de que Jesus é mais do que um profeta – é muito triste!”

O Natal dos coptas ortodoxos – 10 a 20% dos 80 milhões de egípcios – não é celebrado a 25 de Dezembro como o de outros cristãos (incluindo os coptas católicos e protestantes, cerca de 800.000), porque eles ainda usam o calendário juliano, adotado por Júlio César em 46 a.C., e modificado por Augusto, outro imperador de Roma, em 8 d.C.. Este calendário tem 365 dias, ao qual se acrescenta um ano bissexto, a cada quatro anos. Desse modo, deixou de ficar sincronizado, em 13 dias, com o calendário moderno gregoriano, promulgado pelo Papa Gregório XIII em 1582.

Todas as festividades coptas são precedidas de um período de jejum – o do Natal é de 43 dias, assinalando os 40 dias em que Moisés atravessou o deserto, com fome e sede, para receber os Dez Mandamentos.

O cristianismo egípcio remonta à fundação da Igreja de Alexandria, por São Marcos, em 43 d.C., o que faz dos coptas uma das mais antigas comunidades – liderada por uma hierarquia clerical distinta. Eles recusam-se a ser tratados como “minoria religiosa”, até porque a origem etimológica (e geográfica) de “copta” é “kpt”, o modo como os árabes pronunciavam a palavra grega Egito (Aigyptos)

Foto acima: O ataque a uma igreja copta, no Natal de 2011, foi o pior para Mina. Os protestos que se seguiram juntaram cristãos e muçulmanos (STR/AFP)



Os coptas rejeitaram o Concílio de Calcedônia, que impôs, em 451, o conceito de que “Cristo tem duas naturezas: uma humana e outra divina”. Foram chamados de “monofisitas”, um termo que consideram pejorativo, classificando-se oficialmente como parte da “Igreja Ortodoxa Oriental”, na qual se integram também os armênios, os etíopes e os siríacos [...]

Todas as festividades coptas são precedidas de um período de jejum – o do Natal é de 43 dias, assinalando os 40 dias em que Moisés atravessou o deserto, com fome e sede, para receber os Dez Mandamentos. Mina Thabet, por exemplo, confessou que estava exausto porque desde 25 de Novembro não comia carne, peixe, ovos e lacticínios, de manhã até ao início da noite, ainda que precisasse de estudar intensamente para o último exame na universidade, a 1 de Janeiro.

Nos Estados Unidos, o número de coptas que deixam o Egito, fugindo da perseguição e da crise econômica, aumentou cerca de 30%. Aos 350 mil que já viviam na América antes da revolução, juntaram-se mais 100 mil, segundo a National Public Radio. Só neste domingo, 6 de Janeiro, fim do Advento, à meia-noite, quando começa o Natal, ele quebrará a abstinência, “para receber, sem mácula, o corpo e o sangue de Cristo”. Irá também saborear um pão especial que é distribuído pelos fiéis, durante a Eucaristia; chama-se Qurban, tem uma cruz ao meio e está rodeado por 12 estrelas, que representam os 12 apóstolos de Jesus.

Na casa de Mina e de Hany há “algumas decorações natalícias, como velas e árvores iluminadas”, mas os coptas “não têm a tradição ocidental de trocar presentes”, embora algumas crianças recebam uma pequena quantia de dinheiro (el’aidia), para comprarem doces, brinquedos ou gelados, explica Thabet. “Todos se vestem com roupas novas, sim, e depois da missa reunimo-nos com a família e os amigos, em casa, parques, cinemas – mas só depois de comermos fatta, um prato à base de arroz e carne.”

[Para ler toda esta matéria acesse Público.pt]


Fonte: http://www.publico.pt/mundo/noticia/natal-copta-celebrase-entre-a-esperanca-e-o-medo-1579658



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