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Artigo N.º 12516 - Professor muçulmano assassinado em Mossul (Iraque) por defender cristãos.
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Postado em: 25/07/14 às 09:27:03 por: James
Categoria: Destaque
Link: http://www.espacojames.com.br/?cat=41&id=12516
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O site caldeu ankawa.com contou a história do professor universitário que, em Mossul (Iraque), foi assassinado após dizer abertamente que era contra a perseguição aos cristãos.Além dos constrangimentos que os cristãos vivem na região, o grupo extremista Estado Islâmico (EI) fixou em 450 dólares a tarifa jizya (taxa islâmica para não muçulmanos).

Essa é a taxa que cada família cristã deve pagar por mês para permanecer nos locais dominados pelo EI, como Mossul. Os cristãos acabam tendo que decidir entre permanecer e pagar a taxa – o que é quase impossível porque não há trabalho neste local em guerra – ou viver as perseguições, ou fugir.No último domingo, 20 de julho, o professor Mahmoud Al ‘Asali, da universidade de Mossul, cansado de tanta violência vivida no local, declarou-se abertamente contra esta forma brutal de constrangimento. O professor acabou pagando com a própria vida, uma vez que os militantes do EI o assassinaram.O professor Al ‘Asli, muçulmano, teve um ato de extrema virtude e coragem, consciente dos perigos que corria. Em Mossul todos sabem que em Raqqa, a cidade síria que o Estado Islâmico governa há um ano, foram muitos os que pagaram com a vida por expressar a sua oposição à intolerância do EI.

Da mesma forma, outros muçulmanos lançaram em Bagdá, desde o último domingo 20 de julho, a campanha “Sou iraquiano, sou cristão”, como resposta à marca “N”, de nazarat, desenhada nas paredes das casas dos cristãos de Mossul. Alguns muçulmanos se apresentaram com um cartaz com este slogan à frente da Igreja caldéia de São Jorge, em Bagdá, e colocaram a foto no Facebook.

Estes são sinais contra a corrente, porém, a loucura dos fundamentalistas do Estado Islâmico não diminui. Eles seguem adiante com seu propósito de limpeza étnica, difundindo as tarifas da jizya, a taxa islâmica “de proteção” que deve ser paga por todos os não muçulmanos. O valor indicado é de 450 dólares por mês, uma soma surreal para quem vive no norte do Iraque.

Também há um outro lugar cristão carregado de história no norte do Iraque, conduzido pela mão do Estado Islâmico: trata-se do mosteiro sírio-católico de Mar Benham, próximo a Qaraqosh, a cidade cristã da planície de Nínive que perdeu a maior parte dos cristãos porque eles fugiram. No Mar Benham a presença monástica remonta ao quarto século. “Decretaram aos três monges e algumas famílias residentes no mosteiro que fossem embora e deixassem as chaves”, contou para a agência Fides o bispo sírio-católico de Mossul, Yohanna Petros Moshe. O mosteiro tinha sido restaurado em 1986, tornando-se lugar de peregrinação para os cristãos, mas também para alguns muçulmanos.


Fonte:  Vatican Insider
 

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ONU denuncia perseguição a cristãos no Iraque

O Conselho de Segurança da ONU denunciou a perseguição que os jihadistas do Estado Islâmico (EI) mantêm contra as minorias no Iraque, especialmente os cristãos de Mossul, recordando que isto pode constituir um crime contra a Humanidade.
Em uma declaração unânime adotada na noite de segunda-feira, os 15 países membros do Conselho “condenam nos termos mais enérgicos possíveis a perseguição sistemática por parte do EI e seus grupos partidários de indivíduos pertencentes a minorias e de pessoas que rejeitam a ideologia extremista do EI”.

“Os ataques sistemáticos e em grande escala contra a população civil motivados por sua origem étnica ou religiosa ou por sua fé podem constituir um crime contra a humanidade pelo qual os responsáveis terão de prestar contas”, afirma a declaração.

Na véspera, os jihadistas do Estado Islâmico (EI) tomaram o controle de um antigo mosteiro localizado ao norte do Iraque, de onde expulsaram seus monges, informaram testemunhas e um religioso.

Os combatentes do EI invadiram no domingo o monastério de Mar Behnam, um dos locais de culto mais antigos do cristianismo no Iraque, e obrigaram uma comunidade de monges da Igreja Católica síria a deixar o local situado perto de Qaraqosh.

“Vocês já não têm mais lugar aqui. Devem ir embora imediatamente”, disseram os insurgentes deste grupo ultrarradical sunita, segundo um membro do clero sírio.

Os monges caminharam vários quilômetros antes de serem levados pelos combatentes curdos peshmergas até Qaraqosh, segundo habitantes cristãos da cidade.

A Igreja Católica síria indicou que os jihadistas expulsaram cinco monges. Segundo famílias cristãs da região, nove religiosos viviam no monastério.

O EI lançou na sexta-feira um ultimato à minoria cristã de Mossul, cidade sob controle dos insurgentes, para que a abandonassem.

O patriarca caldeu Luis Rafael I Sako indicou que a maioria dos 35.000 cristãos de Mossul já abandonou a cidade.

(AFP)


Fonte: http://blog.comshalom.org/carmadelio/



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