O capelão militar que se fingiu de bandido para resgatar um menino do tráfico de órgãos
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Artigo N.º 16312 - O capelão militar que se fingiu de bandido para resgatar um menino do tráfico de órgãos
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Postado em: 02/07/21 às 20:11:05 por: James
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Por 25 dólares, o comprador negociou um adolescente paralítico de 14 anos chamado Manuel

O padre que se fingiu de bandido para resgatar um menino do tráfico de órgãos foi o arrepiante destaque de uma reportagem do jornal espanhol El País, geralmente pouco dado a elogios à Igreja e ao clero.

A história do padre Ignacio María Doñoro de los Ríos, no entanto, é difícil de ignorar. O ex-capelão militar de 57 anos acaba de ser indicado ao Prêmio Princesa de Astúrias da Concórdia por trabalhar há 25 anos em prol de jovens vitimados pela pobreza extrema e pela abominação do tráfico humano.

“Mercadoria defeituosa”

Na década de 1990, o pe. Ignacio fez parte de uma missão especial da Polícia Nacional espanhola em El Salvador, na América Central, e lá presenciou, para seu grande choque, a inesperada transação comercial de uma “mercadoria defeituosa”.

Com o dinheiro da negociação, a família vendedora, em desesperada miséria, pretendia comprar comida para alimentar quatro filhas. Com a “mercadoria defeituosa” adquirida, o grupo comprador pretendia lucrar milhares de vezes o investimento efetuado.

Foi assim que, por 25 dólares, o grupo comprador esteve prestes a adquirir da família vendedora um adolescente paralítico de 14 anos chamado Manuel. Embora “defeituoso” no “atacado”, ele ainda renderia negociações suficientemente aceitáveis no “varejo”: o menino seria “abatido”, desmembrado e embalado aos pedaços, como um boi ou um porco num matadouro, para suprir demandas do tráfico internacional de órgãos humanos.

Tráfico de órgãos

Tudo é chocante nessa horrenda história real. A miséria de uma família que chega ao desespero extremo de vender um filho. A catalogação de um ser humano vulnerável e indefeso como produto defeituoso. A compra de um ser humano por parte de outros – já conscientemente predispostos a assassiná-lo, trucidá-lo e vendê-lo aos pedaços dentro de uma rede de homicidas sem parâmetros morais sequer elementares.

Chocante é saber também que o caso de Manuel está longe de ser uma isolada excrescência de duas décadas atrás. Seres humanos continuam a ser comercializados desta mesma forma em pleno século XXI.

Um tenso resgate nas montanhas

Quando soube que um menino paralítico estava prestes a ser entregue a um traficante de órgãos, o padre Ignacio não hesitou em arriscar a vida para salvá-lo.

Ele passou uma semana sem fazer a barba, alugou um caminhão, vestiu-se à paisana e, com extraordinário autocontrole, foi até a casa da família miserável, nas montanhas remotas de Panchimalco, fazendo-se passar pelo famigerado traficante comprador. Ofereceu à família um dólar a mais que o combinado, recebeu o pobre menino, colocou-o no caminhão e foi embora.

Manuel acabava de ser resgatado de uma morte abominável.

“Em décimos de segundo, eu percebi que esse era um trem que passava uma vez na vida e que você tinha que pegar ou largar. E, se você pegar, ele vai levar você para onde você nunca pensou que iria (…) Eu estava ​​muito ciente de que aquela criança iria mudar a minha vida”.

Mas e quanto à família que vendeu o próprio filho? Sabiam qual seria a finalidade? Sabiam que se tratava de tráfico de órgãos? O padre apenas comenta:

“Uma coisa que você aprende com o tempo é que não pode julgá-los. Aquela criança já ia morrer e eles a venderam por desespero”.

A morte “certa” de Manuel, no entanto, só precisava da ajuda certa para ser impedida. E foi. O padre Ignacio obteve para ele o tratamento de que precisava, com intensiva terapia de reabilitação, para não apenas sobreviver como também recuperar-se da própria paralisia.

Passados 25 anos, Manuel é hoje um adulto grato pela bênção da vida. E o pe. Ignacio, de volta à sua Espanha natal, teve a certeza disto quando recebeu uma carta de Manuel declarando-lhe que o sacerdote havia sido “a pessoa mais importante da sua vida”.

O pe. Ignacio não se limitou ao resgate de Manuel, nem às fronteiras do seu país.

Na Amazônia peruana, ele e um grupo de parceiros locais fundaram o Lar Nazareth, uma estrutura inteiramente dedicada a cuidar de crianças órfãs ou filhas de outras famílias que, assim como a de Manuel em El Salvador, se veem às voltas com uma batalha desproporcional contra a miséria e suas mais desesperadas tentativas de escape: a prostituição, a criminalidade ou, ainda hoje como há 25 anos, o horror do comércio de seres humanos, vivos ou mortos.


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