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Artigo N.º 3727 - Triplo desafio de cristãos e muçulmanos, segundo cardeal Tauran
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Postado em: 02/12/09 às 06:26:32 por: James
Categoria: Destaque
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Em uma conferência na França

VILLEURBANNE, terça-feira, 1º de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- Existe um triplo desafio que cristãos e muçulmanos devem enfrentar, afirmou o cardeal Jean-Louis Tauran em uma conferência na localidade francesa de Villeurbanne no último dia 17 de novembro.

Trata-se do “desafio da identidade” (saber e aceitar o que somos), o “desafio da alteridade” (nossas diferenças são fonte de enriquecimento) e o “desafio da sinceridade” (os crentes não podem renunciar a propor sua fé, mas devem fazê-lo dentro dos limites do respeito e da dignidade de cada ser humano).

Em sua intervenção, o presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso recordou que o diálogo inter-religioso “se baseia nas relações de confiança entre fiéis de diversas religiões para conhecer-se, enriquecer-se mutuamente e considerar como cooperar juntos para o bem comum”.

“Isso não supõe renunciar à própria fé – indicou. Supõe deixar-se interpelar pelas convicções de outro, aceitar levar em consideração alguns argumentos diferentes dos meus ou dos da minha comunidade.”

Assim, para o cardeal Tauran, as “condições para um diálogo inter-religioso fecundo” são múltiplas: “ter uma ideia clara da própria religião”, “ser humilde” (reconhecer os erros de ontem e de hoje), “reconhecer os valores do outro”, (que não é necessariamente um inimigo) e “compartilhar os valores que temos em comum”.

No diálogo inter-religioso, “não se põe a própria fé entre parênteses, o que implica em um conhecimento da própria tradição”.

“O diálogo, para ser sincero, deve ser levado a cabo sem segundas intenções”, acrescentou em sua intervenção, que foi publicada na íntegra no site da diocese de Lyon.

“Os crentes podem oferecer aos seus companheiros de humanidade, em particular aos responsáveis das sociedades, os valores que podem contribuir para a harmonia dos espíritos, ao reencontro das culturas e à conservação do bem comum”, destacou.

Por outro lado, reconheceu “graves dificuldades que subsistem”, citando “os líderes muçulmanos mais acesos que não são capazes de admitir aos seus correligionários o princípio de liberdade de mudar de religião segundo sua consciência”.

Também indicou que “o novo clima que experimentamos no âmbito das elites ainda não penetrou na base da sociedade”.

“Mas estou certo de que é preciso continuar encontrando-se para escutar, compreender e propor as maneiras concretas e modestas que podem abrir o caminho para os debates mais profundos”, disse.

E concluiu: “A história das religiões ensina que só existe um futuro possível: o futuro compartilhado”.


Fonte: zenit.org



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