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Artigo N.º 3995 - Malásia: tribunal dá razão à Igreja sobre uso da palavra “Alá”
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Postado em: 06/01/10 às 19:27:47 por: James
Categoria: Destaque
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Entrevista com Dom Paul Tan Chee Ing, bispo de Melaka-Johor, Malásia

Por Mariaelena Finessi

ROMA, quarta-feira, 6 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- Em 31 de dezembro passado, o Supremo Tribunal de Justiça de Kuala Lumpur, na Malásia, anulou o despacho do Ministério do Interior do país que impedia a Igreja Católica de fazer uso da palavra "Alá" para se referir ao Deus cristão no semanário católico Herald.

Sobre a controvérsia, ainda em curso, falou Dom Paul Tan Chee Ing, bispo de Melaka-Johor,em entrevista concedida à Zenit.

O jesuíta de 69 anos acredita que a Igreja Malaia deve continuar a lutar pelos direitos dos não-muçulmanos, promovendo o diálogo inter-religioso no país.

- Por muitos séculos, muçulmanos e cristãos conviveram pacificamente na Malásia e o uso da palavra "Alá" nunca havia sido fonte de conflito. O que pensa da proibição de os cristãos se referirem a seu Deus pela palavra “Alá”? Trata-se apenas de uma batalha linguística?

- Dom Paul Tan Chee Ing: Você está certo, e só recentemente é que não apenas a palavra “Alá”, mas também outras expressões de origem árabe - como por exemplo, "Rasul", "Baitullah" – foram proibidas para féis não muçulmanos. Não se trata de uma batalha linguística, mas de uma batalha por votos, e portanto política. O UMNO - United Malays National Organisation, teme perder terreno para o partido de oposição PAS, o partido islâmico, o qual aliás se expressou a favor dos fiéis não-muçulmanos e sobre seu direito de usar a palavra “Alá”. O UMNO, partido islâmico malaio, teme perder os votos dos malaios, que representam cerca de 60% da população do país. E na Malásia – o único país do mundo em que a religião está associada à etnia pela Constituição - infelizmente se associa a religião islâmica aos malaios.

No Sagrado Alcorão, nas Suras 5,69 e 22,17, e ainda mais explicitamente na Sura 2,62, se diz que os hebreus, os cristãos, os sabeus e os muçulmanos rendem culto a Alá. Como poderia assim um muçulmano se opor ao Sagrado Alcorão? Não é possível. Se o faz, é apenas por ignorância ou por oportunismo político. De fato, aliás, qualquer estudioso sério poderia confirmar que a palavra “Alá” é de origem pré-islâmica e tem suas raízes na língua semita.

Mas é importante ressaltar que nem todos os malaios muçulmanos são contrários ao uso da palavra por não-muçulmanos. Por exemplo, o conselheiro espiritual do PAS, Datuk Abdul Aziz Nik Mat, afirmou que “desde que o uso da palavra não seja abusivo, os não-muçulmanos também podem usá-la”.

Assim, os malaios muçulmanos estão divididos sobre a questão e, de acordo com um comentarista político, este é exatamente o objetivo do UMNO; esta é sua estratégia para vencer as próximas eleições gerais. O UMNO está “entre a bigorna e o martelo”, como se diz. Se endossarem o uso da palavra “Alá” por não-muçulmanos, poderão perder votos malaios; sustentando a proibição, perderão votos dos não-malaios, que pode ser importantes em algumas zonas eleitorais.

- Apesar da decisão judicial, o National Fatwa Council emitiu um fatwa (um pronunciamento legal Islâmico, emitido por especialista em lei religiosa, sobre um assunto específico) no qual se diz que a palavra “Alá” é de uso exclusivo do Islã. Isso não parece uma contradição?

- Dom Paul Tan Chee Ing: A declaração pública por parte do PAS (Partido Islâmico) de que os não-muçulmanos também podem fazer uso da palavra “Alá” também contradiz o fatwa do National Fatwa Council. A contradição é mais uma das jogadas com as quais se faz política.

- O Ministério do Interior apelou contra a decisão do juiz Lau Bee Lan. Qual foi a resposta da Igreja?

- Dom Paul Tan Chee Ing: O Ministério não apenas apelou ao Tribunal Superior, mas também solicitou a suspensão do efeitos da decisão judicial em favor dos não-muçulmanos. Quanto à Igreja, esta permanece tranquila, firme na defesa dos direitos dos não-muçulmanos, conforme expresso em nossa Constituição Federal, buscando sempre manter a harmonia, sem jamais assumir posições provocativas com atos ou palavras. Mas, é preciso dizer, é um caminho difícil.

- Qual é o “estado de saúde” da Igreja local na Malásia e qual o seu papel no futuro da Igreja como um todo?

- Dom Paul Tan Chee Ing: Uma vez que sou malaio, poderia ser tendencioso. Mas tenho uma grande experiência, amadurecida em diferentes países do mundo todo. Pessoalmente, vejo a Igreja malaia como sendo muito estável, unida e forte. De modo geral, nossos movimentos ecumênicos e nossa cooperação inter-religiosa têm sido bem-sucedidos.

E embora as estatísticas mostrem alguma estagnação da população católica no país, devida a diversas razões, as igrejas estão sempre cheias de homens, mulheres e crianças. Somos uma Igreja vibrante.

A Igreja local tem se esforçado para prestar auxílio ao outras dioceses de países mais pobres, como as Igrejas do Quênia e de Mianmar. E temos também colaborado com protestantes, budistas, sikhs e hindus. A contribuição que nós malaios podemos oferecer à Igreja no mundo está na defesa da verdade e dos direitos das pessoas, porque sabemos que Deus, que é o Senhor da história, tudo vê e tudo sabe. O entendimento do que está errado virá em breve, segundo Seu próprio tempo e Seus caminhos. Devemos ter paciência!


Fonte: www.zenit.org



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