O CAOS
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Artigo N.º 6340 - O CAOS
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Postado em: 05/10/10 às 08:14:34 por: James
Categoria: Artigos Site Aarão
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26/07/04
"Uma vez que todas estas coisas se hão de desagregar, considerai qual deve ser a santidade de vossa vida, e de vossa piedade, enquanto esperais e apressais o Dia do Senhor, este dia em que se hão de dissolver os céus inflamados e se hão de fundir os elementos abrasados” (II Pd 3,11-12). Sim, esta passagem é terrível, mas ela jamais deverá assustar os filhos de Deus, aqueles marcados para Deus. Estamos tão próximos disso que o leitor nem imagina. Pode demorar um pouco ainda, mas virá com certeza!

     Calma por hora, é apenas um sonho que vou contar. E, por favor, não liguem para o fato de ser um sonho, mas atentem para a mensagem que ele trás. Estou escrevendo de Amsterdã, e neste momento são exatamente 0:39 da manhã, no Brasil deve estar anoitecendo. Foi um sonho sim, mas tão real, tão assombroso, que pode acontecer e vai acontecer, porque é sem dúvida a explicação de uma passagem Bíblica anotada acima, da carta de São Pedro e refere-se aos quatro elementos da natureza, terra, ar, água e fogo. Para eles, retiro dos versículos bíblicos acima, as palavras: desagregar, dissolver, fundir os elementos abrasados. Isso eu nunca havia entendido como pode acontecer – a desagregação de todas as coisas – mas agora sei o que significa.
 
      Meus amigos, quando isso acontecer, nenhum lugar da terra ficará sem ser mexido, lavado, partido, fendido, quebrado e derrubado. Forças estranhas começarão a atuar num dado momento, e de repente, e cada vez com maior intensidade. Não sei quantos dias antes do grande final tudo isso começará, nem quanto tempo irá durar. Tudo passa a entrar num frenesi. Toda a natureza e os quatro elementos do universo – terra, ar, água e fogo – começarão a se desagregar e isso dispenderá forças destrutivas, que não mais obedecerão à ordem natural das coisas. A maioria das leis universais, das leis que comandam o universo, a vida, a matéria, a natureza em geral – leis que os cientistas julgam invioláveis porque seguem a lógica da matéria – de um momento para outro passarão a não ter mais nenhum efeito. E começará a completa desagregação e a dissolução de tudo. E começará a destruição de tudo, explodindo tudo em si mesmo. Meu sonho se dá para demonstrar, de forma muito clara, em especial a fúria destruidora do elemento água.
 
     Estou num país estranho – não sei o porquê – ao meu redor gente estranha. Penso nas regiões agrícolas da Polônia ou Rússia. Não entendo o que o povo fala, mas compreendo o que querem dizer e o que sentem e sei o que pretendem fazer, como se lesse seus pensamentos. Eles falam nietschewa, statskaia e kahslinska, palavras que para mim não têm sentido. Vendem terras, desfazem-se de seus bens, como se estivessem alucinados para sair de onde vivem. Para fugir para algum lugar, embora nem saibam para onde ir. Qualquer bagatela serve de pagamento. Vendem 38 hectares de terra por 30 dinheiros, digamos 30 reais, este negócio eu ouvi. Meu sentido é achar um homem, sem nome, mas que sentirei e saberei quem é ao vê-lo. É líder é seu povo, mas as coisas que eles fazem não têm sentido, é a bagunça, é o caos generalizado. Vândalos, escarnecedores, loucos, a gente não sabe descrever como ficará este povo que não se liga em Deus.
 
     Isso acontecerá também no futuro, quando estiverem próximos os grandes eventos finais. Sim, também no Brasil. As pessoas, instintivamente sentirão as coisas. E terão medo! Acaso não está dito que os homens definharão de medo? E como os animais da floresta que começam a procurar abrigo à aproximação da tempestade, também o instinto humano de preservação irá mover as pessoas. Umas sairão de lugares relativamente seguros para irem a locais destrutivos – para serem levadas – outras sairão destes para irem a aqueles – para serem deixadas. Só Deus sabe para onde irá conduzir cada um, eis o motivo pelo qual não adianta fugir agora para um refúgio – ou arca – pois ninguém sabe onde ele estará. Também os refúgios naturais serão limpos e chacoalhados. Às vezes, o verdadeiro refúgio será apenas um pequeno quadro, onde Deus acomodará toda uma vila. Há muitas situações no sonho, mas não consigo atinar com a explicação e ficaria muito longo, entretanto tudo é correlato. Ficamos apenas no principal!
 
     Mas com certeza o sonho explica muitas profecias que nos parecem inexeqüíveis – para mim e muitos outros nada é impossível – e também dentro da própria sociedade tudo ruirá. Todos elementos do tecido social se desagregarão, se desfarão, não havendo mais regra nem lei. As relações humanas em poucos dias se reduzirão a frangalhos. Ninguém obedecerá mais a autoridade alguma, tampouco os filhos aos pais. Apenas nas famílias que hoje permanecem em oração, continuará a união e haverá a proteção dos anjos e das benditas almas, que farão como que uma barreira em torno de cada filho ou filha de Deus, independente da idade. Pois virá o dia em que todos estaremos nas mãos de Deus, cada um sozinho, mas com Deus, pois a confusão será tanta que sequer os pais irão pensar nos filhos, embora no final os próprios anjos se encarregarão de reunir os remidos e fazer cada um chegar aos seus. Os que não rezam, estarão em desespero!
  
     Vejo três de meus filhos me acompanhando, mas parecem crianças ainda. Estou agora no alto de uma região montanhosa, com imensas vertentes elevadas e íngremes onde este povo vive e planta. É noite também, mas é como se eu conseguisse ver mesmo assim. Este homem que eu procurava está junto de mim e tem consigo seu filho. Como se quisesse me mostrar uma coisa, este toma uma lanterna e atira-se da encosta abaixo, em meio a um furo na vegetação, e vai com os pés na frente, como se fosse uma tora de madeira furando a mata. Tem uma lanterna na mão e segue na frente, eu o acompanho bem coladinho e vejo meus filhos vindo atrás. O homem vai dizendo algumas palavras naquele idioma, e meus filhos chegam atrás de mim repetindo tudo direitinho. Que sentido terá isso? Arrebatamento? Ninguém consegue ir pelo meio do mato e batendo em paus e pedras assim sem se ferir. Mas acontecerá assim, pois nada será igual antes.
 
     No meio da encosta paramos de súbito. Em baixo olho um imenso vale, com muitos ranchos, parecendo feitos de táboas pintadas de piche, ou com óleo cru. É uma vila destas do interior, casas bem antigas. No meio do vale passa um rio bastante largo, mas percebo que tudo está errado. O tal rio não corre para baixo e sim para cima. Súbito o rio fende-se ao meio, pelo comprido e abre-se um abismo na terra, mas ao invés de a água adentrar a terra como normalmente faz, fugiu para fora e demandou aos ares. Tudo ia acontecendo em lances rápidos, mas tudo eu percebia perfeitamente.
 
     Volto agora sozinho, num átimo de tempo, para o mesmo lugar no alto da montanha, em meio a duas corcovas da serra. E começo a andar para descer pelo outro lado. Ouço muitos estampidos de armas, é gente se suicidando e matando-se uns aos outros. Muitos tiros. Ouço isto, vejo isto! Gritos, gente correndo para qualquer lado em pânico. Então este homem que eu procurava pega uma espingarda e aponta – não para mim – mas rente a mim e bate o gatilho. Não tem mais balas e então ele joga a espingarda no chão com uma imprecação qualquer e sai rápido dali.
 
     Realmente pego a espingarda mas ela está descarregada. Largo tudo e saio correndo para o outro lado da montanha em direção a uma casa – na verdade um imenso rancho velho de táboas, como aqueles outros do vale atrás – e dentro vejo muitas pessoas andando sobre uma série de vigamentos ou andaimes internos. Há diversas caldeiras fervendo ali, mas passo por cima delas andando, sem me queimar o que é inexplicável também, prova de que naquele momento, também o fogo deixará de cumprir a lei universal e se rebelará.
 
     Agora, dentro deste ranchão velho, ouço pela primeira vez a voz de alguém conhecido, é minha irmã que está alertando as pessoas e as preparando, ela também está nesta caminhada desde o início do Salvai Almas. As pessoas continuam andando sobre aquelas vigas, mas vejo que pelas frestas a água entra em alta velocidade e vem deitada, batendo com tanta força – cada gota – como se fosse uma pequena pedra. As táboas, ao invés de serem arrancadas como folhas de uma árvore para longe, o são para dentro da casa o que é outra coisa não natural. Vejam, não há vento e nenhum fio de cabelo da cabeça da gente se move e não existe barulho, tudo que é da natureza é silencioso e soturno. É só a água quem se move! As vozes e gritos das pessoas eu ouço. Agora é minha irmã a dizer que uma amiga lhe acabou de telefonar de longe, dizendo que lá também tudo está sendo destruído. Como disse, tudo é estranho, o ar, as coisas, as pessoas, você não consegue atinar mais nada. Sim, eu atinava, porque tudo me ia sendo explicado instintivamente, mas me refiro aos outros a aquela maioria que hoje somente escarnece.
 
     Agora, num átimo, me vejo num lugar de culturas, terra não plantada ainda, mas recém colhida. Em meia encosta da mesma montanha abaixo daquele casarão, fico a observar o espetáculo dantesco que se desenrola. Primeiro olho as nuvens, espetáculo estarrecedor e assombroso. Em segundos se formam no céu, imensas e convulsionantes “cabeças de trovoada”, que se batem umas nas outras com fúria aterradora. A abóbada celeste, parece estar mais alta que de costume, como se fosse para comportar as negras nuvens em turbilhão.
 
     Mas tudo é impressionantemente silencioso, nada de barulho, porque na verdade o ar está parado, morto, não é o vento que arranca as táboas e as folhas mas a água. Não ouço os sons da natureza, apenas os humanos, e os tiros. Em cada minuto que você olhar para o céu, novas nuvens se formam, num incessante e pavoroso revolver, como se fosse filme em câmara rápida. Como se fossem cabritos monteses em marradas, as nuvens se revolvem em colossal rapidez, em segundos se formam e se desfazem.
 
     “Vai começar, gritei! Sempre avisei que viria!” Vejo mais pessoas conhecidas descendo a correr pelas encostas, algumas mais perto de mim, até velhos que nem podem correr. Na verdade os filhos de Deus não seguem pelas próprias pernas, mas arrebatados vão como pelos ares sem esforço para lugares seguros – nenhum dos filhos de Deus deve temer coisa alguma – ao passo que os não preparados, os não em estado de graça, estes correm e tentam se esconder e fugir, mas sem a proteção dos anjos de Deus não têm qualquer escapatória, nada ficará sem ser remexido. Velhos e jovens, aleijados e atletas, cegos e que enxergam bem, adultos e também crianças, as chances de escapar serão absolutamente iguais, ninguém terá qualquer vantagem naqueles dias. Nem os maiores atletas escaparão de Deus, nem os mais aleijados ficarão sem proteção. Porque está dito até o mais valente tremerá as pernas e fugirá nu, naquele dia, oráculo do Senhor!
 
     Ouço alguém conhecido gritar: vamos se esconder aqui, que é... Ele não termina a frase! Vejo também minha esposa vindo atrás, mas não posso fazer nada e não vejo mais meus filhos. Não adianta gritar, nem correr, nem se desesperar: estamos nas mãos de Deus, eu dizia sempre! A gente sabe que é a mão de Deus agindo e Ele sempre irá fazer o melhor para cada pessoa. Antes eu ouvira outra pessoa gritar: olha Arnaldo, a água vem correndo para cima – eu vira isso no outro lado da montanha – mas olho ainda uma última nuvem, negra, terrível e ameaçadora que vem de roldão se aproximando, mas por incrível, não me parece que ela derrama água, mas sim que a engole de volta, como se fosse uma esponja chupando a água da terra e se enchendo mais e mais. A água sobe até o topo das montanhas e de lá sobe para as nuvens e não desce mais.
 
     Então volto meus olhos para baixo, nas centenas de colinas e vertentes das encostas, de ambos os lados de um imenso vale onde estamos na cabeceira. A água está de todo enlouquecida, até se perder no horizonte azul. Como jatos e jorros iguais aqueles de uma mangueira de lavar carros, mas em quantidades mil vezes maiores em cada jato, e assim por todas as direções ela sobe – somente sobe – alucinada montanha acima, não a correr mais em disparada, eu diria de mais de 100 quilômetros por hora. Mas como é cabeceira, vejo que no vale abaixo não há rio. E uma pessoa grita: de onde vem tanta água?
 
     E percebo que ela brota de todo lugar, e mal sai da terra como que dispara lavando, revolvendo e remexendo tudo. Não existe água no regato, mas a água sobe por todos os lados do vale. É como se a terra se comprimisse e expulsasse a água dos lençóis subterrâneos com fúria, como se a rejeitasse violentamente e ela vertesse para fora. É, também, como se as nuvens do Céu, ao invés de despejar a água na terra a chupassem de volta como uma ventosa monumental. É como se a água quisesse fugir da terra, como para fugir da maldade dos homens.
 
     No local onde fui colocado e não saí desde o início, era como uma velha e abandonada estrada de lavoura, que sobe uma montanha e deixa um profundo sulco e eu estava num cotovelo que fazia a curva bem no topo daquela colina. E senti que ali era um local perigoso, por causa da vala que vinha de baixo, mas não era perigoso, Deus é quem escolhe o lugar para cada um. Se vier um jato por ali, pensei, ele me levará. Mas não saí daquele lugar, porque na verdade o jato não veio pelo canal. Vou pela direita da estrada e percebo um largo jorro vindo por aquele lado. Ele passou por mim como um foguete e bateu naquela pessoa quando dizia: aqui é... seguro, ela queria dizer. Mas a pessoa não caiu, e sim apenas foi atingida de raspão, mas percebi que o jorro quase lhe arrancou o pescoço, tamanha a força. Deus seja louvado, disse eu! E algumas vozes repetiram!
    
     E os jatos de água continuavam passando rentes e fortes, como rios, como cachoeiras, a subir sempre e por ambas as vertentes do imenso vale. Não havia lógica, porque o vento normalmente sobe por uma encosta e desce pela outra, mas ali não, só subia por todos os lados das encostas. A água como que mordia o solo com violência, arrancando pequenas pedras e vegetação, lavando a terra e formando jorros de lama como avalanches. Estes jorros batiam no peito e no corpo das pessoas que desciam a encosta correndo em fuga, e era como se fossem apanhados por uma pedra no ar: Eram atiradas de volta montanha acima com força, trinta, ou mais metros adiante, como se fossem palhas de milho – era bem assim que pareciam as pessoas, folhas de milho secas – e saiam rolando depois para cima, empurradas pelos novos e incessantes jorros.
 
     Neste momento, encosto-me no barranco daquela estrada velha, pelo outro lado, e vejo um imenso jorro subindo em minha direção. Instintivamente voltei o rosto um pouco para o lado e percebi quando ele passou rente, e com tal pressão e força, que embora apenas uns respingos me tivessem batido no rosto, senti na boca o gosto de lama e barro, tão real era a cena, que quando acordei depois ainda tinha aquele gosto de barro na boca. Eu não sentia medo, mas um profundo respeito. Ao contrário, parecia que aquele era exatamente o momento de minha vida em que eu mais amava a Deus. Sim, era isso, profundo amor e profunda admiração por todas aquelas obras de Deus.
 
      Meu coração parecia explodir de amor. Aquela natureza revolta em minha volta, de uma forma inexplicável, me deixava calmo e sereno. Deve ser assim – eu pensava – precisa ser assim, esta loucura, esta explosão do caos em fúria, para que os homens maus e incrédulos sintam, e entendam, de uma vez por todos que apenas Deus é o Senhor, que é apenas Ele quem comanda todas as forças que regem o Universo. E para que os homens que restarem jamais se esqueçam disso: Deus existe! Deus, só Ele, nada mais!
    
     Mas as pessoas em minha volta nem todas estavam serenas. Algumas tinham os olhos esbugalhados, estavam aterradas e geladas de pavor e espanto. E agora não adiantam gritos, nem lamentos. Vejo juntamente a estes, uma pessoa daqui de minha cidade, justo um dos mais arrogantes escarnecedores de hoje: está lívido de espanto, e percebo que ele, em seu coração, agora, entende o que eu falava e percebe o quanto eu tinha razão em avisar antes. Percebo também que tenho a calça rasgada na perna, e sinto uma mãozinha de criança se agarrando ali. Deve ter uns dois aninhos e mal sabe andar, Deus a trouxe ali sem ninguém, porque ninguém carregará ninguém então. Só Deus será a fortaleza de cada um, só Deus saberá arrebatar os seus e como nenhum lugar da terra ficará sem experimentar estas fúrias, esta a prova maior de que não adiantam arcas e nem refúgios, acho que estes serão os primeiros e terem suas táboas arrancadas. Isso, na verdade, é afrontar a Deus, o fato de tentar escapar para tentar salvar a própria pele.
 
     Então eu grito no meio daquele turbilhão: “Sempre falei que viria! Há dez anos que venho dizendo a mesma coisa, alertando as pessoas para isso que está acontecendo agora. E veio! E está aí com a força de mil furacões!” Não disse mais nada, porque senti que as pessoas agora tomavam consciência de haverem sim sido alertadas, e viam com os próprios olhos a destruição que o pecado humano estava causando. E eu não queria me envaidecer. Aliás, não precisava dizer mais nada, porque os efeitos daquela natureza revolta, eram tão impactantes e brutais, que nenhum ser desta terra ficará sem saber, até no mais fundo de sua alma, que Deus existe. E saberá que, sem Ele, não somos nada. De fato, se alguém sobrar desta hecatombe e ainda assim não se converter, que o inferno o leve e para sempre. Afinal paciência tem limites e não existe misericórdia sem justiça!
 
     Sim, tudo isso se passou junto de mim, e vivi todas estas coisas como um torvelinho. Foi somente uma visão, uma amostra, para eu poder descrever o que pode vir. Foi, eu diria, como que a revolta da água. Ela, que é sem dúvida uma das coisas mais preciosas e mais necessárias à vida, mas durante milênios foi conspurcada pelo homem que jamais agradeceu a Deus tamanha dádiva. Milhões de homens nasceram nesta terra, e muitos morreram sem jamais agradecer a Deus, por um gole de água sequer. Então, agora, ela como que revolta contra a maldade humana e foge, e some e desaparece nas entranhas das nuvens, quem sabe para despejar nos oceanos sua carga. Para que os homens tão mal agradecidos, sintam o que significa viver sem água.
 
     Não digam que isso é impossível, porque naqueles dias até o impossível acontecerá. Então acordei num sobressalto. Meu coração batia tão forte que eu sentia nos pulsos o sangue fluindo e nos ouvidos escutava as batidas do meu coração. E aquilo foi tão real, tão envolvente, tão próximo, que eu me sentida desejoso de continuar dentro daquele turbilhão, pois eu fora protegido e nada me havia atingido. Quem estiver preparado, quem estiver em estado de graça e em oração sentirá assim: paz em meio à tormenta! Porque os anjos formarão uma barreira para que a pessoa não sinta a realidade evitando que ela entre em desespero. E por alguns segundos, me pareceu continuar em meio a aquela loucura, mas os sons da incessante música árabe do quarto ao lado, me trouxeram de volta à realidade.
 
     Quando me refiz, mesmo acordado, desejei ardentemente continuar, mas então percebi que não precisava ver mais nada, aquilo já era suficiente. No resto do mundo, também estava assim, em todos os lugares a água em revolução, o ar parado, o fogo sem força, a terra espremendo-se e contraindo-se, para cumprir a justiça de Deus. Na verdade são forças indescritíveis, sobrenaturais, espantosas, que se Deus não mostrar para a gente, se dirá que não podem existir. Um cientista, jamais aceitará que a água pode correr morro acima em velocidade e sem a força do vento. Um outro jamais irá aceitar que o vento possa parar enquanto a água sozinha se movimenta. Um outro ainda jamais entenderá que a terra possa espremer a água e a expulsar de suas entranhas morro acima, porque tudo isso contraria as leis físicas. Mas este é o verdadeiro caos. Esta a verdadeira desordem das coisas. Ele significará o fim para muitos descrentes, que verão diante de seus olhos tudo aquilo que, obstinados e teimosos, sempre negaram.
 
     Vamos dizer que seja como que o abandono de Deus. De fato, por um tempo Ele irá permitir estas manifestações assombrosas e tidas como impossíveis, para que os homens entendam de uma vez por todas que é Ele quem mantém coesas e em ordem todas as coisas e todos os elementos. Sem Ele tudo desanda e se desintegra. Toda a matéria, seja viva ou morta, não obedece a uma lei aleatória e criada pelo acaso, mas sim a uma ordem de perfeição invisível que provém do próprio Criador. Sem esta ordem divina, sem este pulsar divino, tudo entra em confusão e é isto que significa o caos, a desordem da matéria. E Deus somente não permitirá que esta desordem atinja o extremo da confusão, porque aí seria o fim de toda a vida. Ou seja: mesmo em meio à tempestade, sua Mão poderosa continuará agindo e impondo limites.
 
     Já antes, como se viu, as relações humanas também se desagregaram. Até o amor parece ter deixado de existir, funcionando apenas o instinto natural de preservação. Tudo será diferente, mas alguns incautos talvez mesmo assim continuarão achando normal. Estes serão engolidos pela tempestade, sem terem tempo de entender coisa alguma. Só os filhos de Deus, os que estiverem preparados, os que estiverem com as lâmpadas cheias de azeite terão a fortaleza para subsistir ao desvario daquelas horas, ou até dias.
 
      Está muito claro que os anjos que executarão a divina Justiça, estão proibidos de tocar, em quem estiver marcado por uma Cruz, e estes serão preservados. O que devemos ter, então, não é um refúgio ou uma arca para se esconder, mas sim uma marca de Deus e isso basta! Estes serão levados para lugares seguros, e um pequeno espaço de alguns metros quadrados poderá comportar toda uma vila, Deus não precisa de largos espaços. E deste pequeno espaço não atingido, eles poderão observar a fúria explodindo ao seu redor.
 
     Entretanto, ai dos escarnecedores de hoje! Ai dos que vivem a dizer: Deus é só Amor e não fará isto! Ai dos zombadores! Estes certamente terão ali suas bocas arrogantes entupidas de lama e lodo para que nunca mais blasfemem. Também seus ouvidos para que agora não ouçam mais, e seus olhos para que não vejam mais coisa alguma. Como a lhes dizer: Vós tivestes tempo e condições de evitar tudo isto! Que se vos tape, então, os olhos, o nariz, os ouvidos e a própria boca, para sempre, a fim de que não vejam mais nada, não ouçam mais coisa alguma, nem falem mais qualquer palavra arrogante e desafiadora como têm feito. E que nunca mais alguém se levante na terra, para zombar do poder aterrador e absoluto de Deus. Que morram, então, todos os que vivem hoje a zombar dos profetas e a fazer pouco caso das profecias! Não, não é castigo: é Justiça!
 
     Agora terminei de escrever! Estou há exatos 30 minutos escrevendo em disparada, como se estivesse ainda naquele turbilhão frenético. As idéias estão claras, a visão ainda está diante de meus olhos em cada detalhe impressionante, e certamente isso nunca mais me sairá da mente, tal como outros tantos sonhos reais que já tive. Claro, sem mérito algum e devo saber que os sonhos já enganaram muita gente, como diz o profeta, mas aqui se trata de uma realidade plausível, e com certeza, muito próxima da realidade.
 
     E parece que escrevi tudo num só fôlego, pois só agora percebo que estou respirando e vivo e estou salvo. E agora lembro que está profetizado, sim, que naqueles dias as águas se revoltarão, o ar se revoltará, a natureza inteira se revoltará porque estará mergulhada nos pecados dos homens. Os rios racharão, as águas simplesmente desaparecerão como por encanto, e haverá uma tremenda, uma terrível seca, uma horripilante falta de água que dizimará imensas levas de pessoas e de animais, pois por centenas de quilômetros em alguns lugares, não se encontrará uma só gota de água. Mas os filhos de Deus não passarão sede. Somente em alguns locais de grande privilégio a água não desaparecerá, restando fontes que abastecerão a muitos. São locais já abençoados por Nossa Senhora. Depois de ver a água sendo como vomitada pelas entranhas da terra em altos jorros, sei que se isso acontecer de fato, a sede irá matar milhões sem dúvida.
 
     Então se irão romper as forças do abismo, atuando em todas as direções e em todos os lugares, e nos parecerá que Deus abandonou a terra. Mas na verdade todos os elementos irão se revoltar pela culpa do homem, entretanto Deus nunca abandonará seus filhos. Sua mão estará sempre agindo em meio a tempestade. Sim a água irá lavar todas as sujeiras e venenos do homem. O fogo irá queimar todas as nossas imundícies! O ar irá destruir todas as pestilências e a terra em transe deverá se renovar de todo para que nos dias seguintes, nos meses a seguir, possa se tornar na Nova Terra sonhada por todos.
 
     Não, meu amigo, você que é filho de Deus não precisa temer coisa alguma, nem agora nem nunca. Pude sentir e ver como isso acontecerá. Não tema, não se assuste, apenas reze e confie, confie e reze, mantendo o estado de graça permanente. O que você precisa, agora, é se fortalecer pela oração. É rezar para que um exército de almas e anjos esteja em sua volta naquele momento de ira divina, tirando-lhe o medo e dando-lhe coragem e então nada lhe acontecerá de mal. Pode crer nisto! Hoje eu pude sentir que será assim: quem não estiver com Deus, provará a força do caos! Se Deus pode me mostrar isto num simples sonho, também poderá fazer a real a proteção que tive. E se fez comigo no sonho, poderá fazer com todos os que Nele confiam plenamente, na realidade.
 
     Foi o que vi, foi o que senti, foi o que percebi. A explicação é intuitiva e vem na mente a cada quadro, de modos que não precisa discernimento. Quando a pessoa tem um destes sonhos que não sai da mente, em cada detalhe, é porque sempre traz uma mensagem. Afinal, o profeta Joel disse claramente que isso aconteceria em nosso tempo, não com uma, nem com apenas duas, mas com milhares de pessoas de todas as idades. Deus tem usado de todos os expedientes para chamar seus filhos à conversão, entretanto, mesmo que Ele se derrame desta forma em toda terra, pela força do Seu Espírito Santo, parece que o que mais surgem são escarnecedores. Eles que aguardem, porém, pois Nossa Senhora sempre tem dito: tudo está próximo.
 
     Lembrem que são quatro os elementos que entrarão em fúrias, mas aqui somente mostramos o que poderá acontecer com a água. Entretanto, o grande elemento que deverá se fazer presente neste final, é o FOGO, pois São Pedro assim fala: Mas os céus e a terra que agora existem são guardados pela mesma palavra divina e reservados para o FOGO do dia do juízo e da perdição dos ímpios (II Pd 3,7). Fogo das bombas, fogo dos canhões, fogo dos vulcões explodindo todos a um só tempo, fogo escaldante do astro que vem. É bíblico que 2/3 partes da terra pegarão fogo, tanto o verde quanto o seco. O primeiro mundo, de antes do dilúvio, pereceu afogado na água; o segundo, este em que estamos agora, perecerá engolfado em fogo, fumaça, gases venenosos e radiação atômica. Mas isso vale apenas para aqueles que não são filhos da luz.
 
     E volto a repetir uma última vez: você que está preparado, não tenha medo! Aliás, penso que a maioria dos nossos leitores já se acostumou com estas coisas, pois vejo que aqueles que se manifestam acham que existe lógica nisso tudo, até porque apenas explicam aquilo que já está na Bíblia de forma sucinta. Claro que os cientistas sempre encontrarão desculpas, mas certamente quando a sua ciência for reduzida a frangalhos e quando todas as suas teorias entrarem em caos saberão que apenas perderam um tempo precioso de oração, dedicando-se a fábulas e elucubrações mentais.
 
     Todos nós, com maior ou menor intensidade, teremos que passar por estas situações, porque, com toda a certeza, elas nos farão amar a Deus mais do que nunca e para sempre. Quem ama a Deus sobre todas as coisas, será feliz em meio à tempestade!
 
Arnaldo (Aarão)


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